terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Falemos hoje...do tão afamado Stress!!


A vida em sociedade do recém-chegado milénio, caracterizada por uma incontrolável corrida contra o tempo, tem contribuído de sobremaneira para o aumento da epidemia do stress, assim caracterizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Etimologicamente o termo stress é originário do latim stringo, stringere e significa apertar, estreitar, comprimir.
O conceito é emprestado da física, onde “designa a contracção excessiva sofrida por um material.”
Em Psicologia, o termo stress aponta para situações problemáticas que surgem durante o ciclo vital. Segundo o dicionário de Psicologia stress é uma palavra inglesa que implica ideia de violência, de tensão, de constrangimento.

Delay define stress como “um estado de tensão aguda do organismo obrigado a mobilizar as suas defesas para fazer face a uma situação ameaçadora”. O agressor pode ser físico (um traumatismo, um agente tóxico ou uma infecção); pode também ser psicológico (emoção). A reacção do organismo caracteriza-se por modificações neuroendocrínicas intimamente misturadas, que põem em jogo o hipotálamo (centro da emoção do cérebro) e as glândulas supra-renais (centro de reactividade). É uma resposta normal a um agente físico, esta reacção produz-se em qualquer indivíduo submetido a uma agressão.



No fim do século XX e inícios do século XXI, o conceito stress tem emergido a nível individual, organizacional e social como um dos problemas de saúde mais graves, atendendo às nefastas consequências que lhe estão associadas.
Actualmente, a vivência de elevados níveis de stress é nocivo não só para o indivíduo, mas também para as organizações e a sociedade em geral, porque pelas suas consequências implica também um aumento dos custos com a saúde, uma diminuição da produtividade, estando relacionado com a competitividade organizacional e consequentemente com a económica a nível nacional.

Quando um indivíduo entra em stress ocorre um processo de activação que abrange todo o organismo. O stress atrai emoções, transforma o comportamento observável e intervém em mecanismos biológicos e cognitivos. Estas mutações são tanto mais acentuadas quanto mais intenso e prolongado for o stress.



Quando o stress no trabalho não é controlado pelo indivíduo, este tende a agravar-se e a converter-se em exaustão profissional, que segundo os autores, Maslach e Schaufeli, deve ser considerado um prolongamento do stress ocupacional, sendo resultado de um processo de longa duração, em que o profissional sente que os seus recursos para lidar com as exigências colocadas pela situação já estão “esgotados”.
Como é referido por Cherniss, burnout é uma forma de adaptação que pode resultar em efeitos negativos tanto para a própria pessoa quanto para seu local de trabalho. Portanto, é consequência de uma tentativa de adaptação própria das pessoas que não dispõem de recursos para lidar com o stress no trabalho.


Bem aqui fica um cheirinho da minha tese...que vai ser apresentada em breve!!!


E já sabem....toca a controlar o stress!!!


Já que ele não é mau de todo, quando bem gerido é benéfico. Porque, afinal, como afirmava Hans Selye, um dos maiores investigadores sobre esta matéria, “sem stress não haveria vida”.


Beijinhos e boa semana!

Ah...bem-vindas as novas colaboradoras ao "gang"!!

3 comentários:

  1. O pior é saber gerir o stress :( Mas lá está, ele está sempre presente...

    Boa sorte com a tua tese :)

    beijinho

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  2. Não vou agradecer...porque dizem que dá azar!!LoL
    Mas gerir o stress...requere muito treino!!!

    Beijinho para Alguém =D

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