sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Hay que buscarse un Amante



Foto de Filipe Pombo, in olhares.com.


Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas?!".

Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais. Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"?

"Ir vivendo" é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva. "Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
"Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".





Texto: Dr. Jorge Bucay
Livro: "Hay que buscarse un Amante"

Mafalda Ribeiro =)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O que é a felicidade?


Hoje no Jornal Nacional da SIC, depois das notícias dadas, começou o tempo de antena das habituais reportagens que a mesma costuma passar, e as quais eu por vezes vejo!

Hoje o tema era este 'O que é a felicidade?', assinada por Fernanda de Oliveira Ribeiro, conta com uma sondagem SIC/Expresso, que contou às pessoas até que ponto são felizes e o que condiciona esse seu bem-estar.

A propósito deste tema aqui deixo este artigo:


Felicidade
Enigma que desde sempre inquieta a humanidade.

Segundo Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que estuda a felicidade há mais de duas décadas, conceitua a sensação de bem-estar: “É difícil dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente se sentir bem”. Nas suas pesquisas e livros sobre o tema, Gilbert mostra o que teimamos em não perceber no dia-a-dia: a felicidade não é uma sensação eterna, é um estado de êxtase, daqueles que se atingem nos momentos de extremo prazer.
Estar feliz ou triste é um ir e vir. Apesar de difíceis, os processos de infelicidade também funcionam como um momento para amadurecer, pensar e repensar as atitudes, os projectos.

Não há respostas concretas mas há pistas do que leva até ela. O filósofo grego Aristóteles afirmava, há mais de 2 mil anos, que a felicidade se atinge pelo exercício da virtude e não da posse.

Segundo o psicólogo israelita Daniel Kahneman, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, passamos a julgar a nossa felicidade não pela situação actual, mas pela perspectiva de melhorar de vida no futuro. A conclusão de Kahneman faz parte de um estudo feito nos últimos anos sobre o modo de viver dos americanos. Há meio século, o sonho de uma família de classe média era ter a casa própria, um carro na garagem e pelo menos um filho na universidade. Os dados mostram que o sonho americano se transformou em realidade. E, apesar de alcançar seus objectivos, esse povo não se considera satisfeito ou feliz.

A felicidade não é permanente porque não dá para estar bem o tempo todo. Mas também não necessita de ser uma eterna projecção.

Dicas para felicidade

• Aprenda a viver aqui e agora.
• Valorize o aspecto positivo.
• Redescubra a sua própria inocência.
• Conceda-se pequenos prazeres.
• Deixe agir o seu instinto.
• Fotografe os seus momentos felizes.
• Respire profundamente, faça exercícios e cuide da saúde
• Use a criatividade
•Deixe fluir a sua energia interior.
•Ouse


Para Reflectir:
"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade." (Charles Chaplin)
"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros." (Confúcio)

"Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade." (Friedrich Nietzsche)

"Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá a cada pessoa tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria." (S. Brown)

"És precária e veloz, felicidade. Custas a vir, e, quando vens, não te demoras. Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo, e, para te medir, se inventaram as horas." (Cecília Meireles)

"Aprendemos que é possível ser feliz simplesmente pelo facto de estarmos vivendo." (Wilheim Schürmann)

"A felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir." (Voltaire)

"Onde estás, felicidade ?... Em tudo quanto, acabado, me faz dizer: 'Foi bom, mas tão bom que nem senti o tempo passar." (Alfredo Bosi)

"A meta da existência é encontrar felicidade, o que significa encontrar interesse." (Alexandre Sutherland Neill)

"Somos muito mais infelizes na infelicidade do que felizes na felicidade." (Armand Salacrou)

"A infelicidade pura e completa é tão impossível quanto a pura e completa alegria." (Tolstoi)

"Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau da decisão de ser feliz." (Abraham Lincoln)

"Creio que Deus nos colocou nesta vida para sermos felizes." (Baden Powell)

"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos." (Thomas Hardy)

"Felicidade é uma boa saúde e uma má memória." (Ingrid Bergman)

"A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido." (Marxwell Maltz)


Fiquem bem e tenham uma óptima noite!

fifi✿

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Perturbações da Personalidade


Personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo (caráter).

Uma perturbação de personalidade aparece quando esses traços são muito inflexíveis e desajustados, ou seja, prejudicam a adaptação do indivíduo às situações que enfrenta, causando a ele próprio, ou mais comumente aos que lhe estão próximos, sofrimento e incómodo .Geralmente esses indivíduos são pouco motivados para tratamento, uma vez que os traços de carácter pouco geram sofrimento para si mesmos, mas perturbam suas relações com outras pessoas, fazendo com que amigos e familiares aconselhem o tratamento. Geralmente aparecem no início da idade adulta e são cronificantes (permanecem pela vida toda) se não tratados.

As causas destes transtornos geralmente são múltiplas, mas relacionadas com as vivências infantis e as da adolescência do indivíduo.

Existem várias perturbações da personalidade:
  • 0 Transtorno da Personalidade Paranóide
Critérios Diagnósticos:
A. Um padrão global de desconfiança e suspeitas em relação aos outros, de modo que nas intenções são interpretadas como maldosos, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, quatro dos seguintes critérios:
(1) suspeita, sem fundamento suficiente, de estar sendo explorado, maltratado ou enganado por terceiros
(2) preocupa-se com dúvidas infundadas acerca da lealdade ou confiabilidade de amigos ou colegas
(3) reluta em confiar nos outros por um medo infundado de que essas informações possam ser maldosamente usadas contra si.
(4) Interpreta significados ocultos, de carácter humilhante ou ameaçador em observações ou acontecimentos benignos
(5) Guarda rancores persistentes, ou seja, é implacável com insultos, injúrias ou deslizes
(6) Percebe ataques a seu carácter ou reputação que não são visíveis pelos outros e reage rapidamente com raiva ou contra-ataque
(7) Tem suspeitas recorrentes, sem justificativa, quanto à fidelidade do cônjuge ou parceiro sexual

  • Transtorno da Personalidade Esquizóide
Critérios Diagnósticos:
A. Um padrão global de distanciamento das relações sociais e uma faixa restrita de expressão emocional em contextos interpessoais, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contexto, indicado por, no mínimo, quatro dos seguintes critérios:
(1) não deseja nem gosta de relacionamentos íntimos, incluindo fazer parte de uma família
(2) quase sempre opta por actividades solitárias.
(3) manifesta pouco, se algum, interesse em ter experiências sexuais com um parceiro
(4) tem prazer em poucas actividades, se alguma
(5) não tem amigos íntimos ou confidentes, outros que não parentes em primeiro grau
(6) mostra-se indiferente a elogios ou críticas
(7) demonstra frieza emocional, distanciamento ou embotamento afetivo
B. Não ocorre exclusivamente durante o curso de Esquizofrenia, Transtorno do Humor Com Características Psicóticas, outro transtorno Psicótico ou um Transtorno Global do Desenvolvimento, nem é decorrente dos efeitos fisiológicos directos de uma condição médica geral.
  • Transtorno da Personalidade Esquizotípica
Critérios Diagnósticos:
A. Um padrão global de déficits sociais e interpessoais, marcado por desconforto agudo e reduzida capacidade para relacionamentos íntimos, além de distorções cognitivas ou perceptivas e comportamento excêntrico, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) ideias de referência (excluindo delírios de referência)
(2) crenças bizarras ou pensamento mágico que influenciam o comportamento e não estão de acordo com as normas da subcultura do indivíduo (p. ex., superstições, crença em clarividência, telepatia ou ¨sexto sentido¨, em crianças e adolescentes, fantasias e preocupações bizarras)
(3) experiências perceptivas incomuns, incluindo ilusões somáticas
(4) pensamento e discurso bizarros (p. ex., vago, circunstancial, metafórico, supernóstico ou estereotipado)
(5) desconfiança ou ideação paranóide
(6) afecto inadequado ou constrito
(7) aparência u comportamento esquisito, peculiar ou excêntrico
(8) não tem amgos íntimos ou cofidentes, excepto parentes em primeiro grau
(9) ansiedade social excessiva que não diminui com a familiaridade e tende a estar associada com temores paranóides, em vez de julgamentos negativos acerca de si próprio
  • Transtorno da Personalidade Anti-Social
Critérios Diagnósticos:
A. Um padrão global de desrespeito e violação dos direitos alheios, que ocorre desde os 15 anos, indicado por, no mínimo, três dos seguintes critérios:
(1) incapacidade de adequar-se às normas sociais com relação a comportamentos lícitos, indicada pela execução repetida de actos que constituem motivo de detenção
(2) propensão para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer
(3) impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro
(4) irritabilidade e agressividade, indicadas por repetidas lutas corporais ou agressões físicas
(5) desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia
(6) irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou de honrar obrigações financeiras
(7) ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado alguém
B. O indivíduo tem no mínimo 18 anos de idade
C. Existem evidências de Transtorno da Conduta com início antes dos 15 anos de idade.
  • Transtorno da Personalidade Borderline
Critérios Diagnósticos:
Um padrão global de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, da auto-imagem e dos afetcos e acentuada impulsividade, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) esforços frenéticos no sentido de evitar um abandono real ou imaginário. Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5.
(2) Um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização
(3) Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self
(4) Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (p. ex., gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, condução imprudente, comer compulsivo). Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5.
(5) Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automulilante
(6) Instabilidade afectiva devido a uma acentuada reactividade do humor (p. ex., episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade geralmente durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias)
(7) Sentimentos crónicos de vazio
(8) Raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (p. ex., demonstrações frequentes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes)
(9) Ideação paranóide transitória e relacionada ao stress ou graves sintomas dissociativos.
  • Transtorno da Personalidade Histriônica
Critérios Diagnósticos
Um padrão global de excessiva emotividade e busca de atenção, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) desconforto em situações nas quais não é o centro das atenções
(2) a interacção com os outros frequentemente se caracteriza por um comportamento inadequado, sexualmente provocante ou sedutor
(3) mudanças rápidas e superficialidade na expressão das emoções
(4) constante utilização da aparência física para chamar a atenção sobre si próprio
(5) estilo de discurso excessivamente impressionista e carente de detalhes
(6) dramaticidade, teatralidade e expressão emocional exagerada
(7) sugestionabilidade, ou seja, é facilmente influenciado pelos outros ou pelas circunstâncias
(8) considerarr os relacionamentos mais íntimos do que realmente são.
  • Transtorno da Personalidade Narcisista
Critérios Diagnósticos:
Um padrão global de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) sentimento grandioso acerca da própria importância (p. ex., exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações à altura)
(2) preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal
(3) crença de ser ¨especial¨ e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada.
(4) Exigência de admiração excessiva
(5) Presunção, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas
(6) É explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetcivos
(7) Ausência de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias
(8) Frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia
(9) Comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.
  • Transtorno da Personalidade Esquiva
Um padrão global de inibição social, sentimentos de inadequação e hipersensibilidade à avaliação negativa, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, quatro dos seguintes critérios:
(1) evita actividades ocupacionais que envolvam contacto interpessoal significativo por medo de críticas, desaprovação ou rejeição
(2) reluta a envolver-se, a menos que tenha certeza da estima da pessoa
(3) mostra-se reservado em relacionamentos íntimos, em razão do medo de passar vergonha ou ser ridicularizado
(4) preocupação com críticas ou rejeição em situações sociais
(5) inibição em novas situações interpessoais, em virtude de sentimentos de inadequação
(6) vê a si mesmo como socialmente inepto, sem atractivos pessoais, ou inferior
(7) extraordinariamente reticente em assumir riscos pessoais ou envolver-se em quaisquer novas atividades, porque estas poderiam provocar vergonha.
  • Transtorno da Personalidade Dependente
Critérios Diagnóstico:
Uma necessidade global e excessiva de ser cuidado, que leva a um comportamento submisso e aderente e a temores de separação, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) dificuldade em tomar decisões do dia-a-dia sem uma quantidade excessiva de conselhos e reasseguramento da parte de outras pessoas
(2) necessidade de que os outros assumam a responsabilidade pelas principais áreas de sua vida
(3) dificuldade em expressar discordância de outros, pelo medo de perder apoio ou aprovação. Nota: Não incluir temores realistas de retaliação.
(4) Dificuldade em iniciar projectos ou fazer coisas por conta própria (em vista de uma falta de autoconfiança em seu julgamento ou capacidades, não por falta de motivação ou energia)
(5) Vai a extremos para obter carinho e apoio, a ponto de oferecer-se para fazer coisas desagradáveis
(6) Sente desconforto ou desamparo quando só, em razão de temores exagerados de ser incapaz de cuidar de si próprio
(7) Busca urgentemente um novo relacionamento como fonte de carinho e amparo, quando um relacionamento íntimo é rompido
(8) Preocupação irrealista com temores de ser abandonado à própria sorte.
  • Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva
Critérios Diagnóstico:
Um padrão global de preocupação com organização, perfeccionismo e controle mental e interpessoal, à custa de flexibilidade, abertura e eficiência, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, quatro dos seguintes critérios:
(1) preocupação tão extensa com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou horários, que o alvo principal da actividade é perdido
(2) perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas (p. ex., é incapaz de completar um projecto porque não consegue atingir seus próprios padrões demasiadamente rígidos)
(3) devotamento excessivo ao trabalho e à produtividade, em detrimento de actividades de lazer e amizades (não explicado por uma óbvia necessidade económica)
(4) excessiva conscienciosidade, escrúpulos e inflexibilidade em questões de moralidade, ética ou valores (não explicados por identificação cultural ou religiosa)
(5) incapacidade de desfazer-se de objectos usados ou inúteis, mesmo quando não têm valor sentimental
(6) relutância em delegar tarefas ou trabalhar em conjunto com outras pessoas, a menos que estas se submetam a seu modo exacto de fazer as coisas
(7) adopção de um estilo miserável quanto à gastos pessoais e com outras pessoas; o dinheiro é visto como algo que deve ser reservado para catástrofes futuras
(8) rigidez e teimosia. (in DSMIV)




















sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A solidão é tão prejudicial como fumar um cigarro


Pesquisadores da Universidade de Chicago chegaram à conclusão que a solidão é tão prejudicial ao bem-estar físico e mental como a obesidade e fumar um cigarro.
A sensação de rejeição aumenta a pressão sanguínea, o nível de stress e a probabilidade de desenvolver Alzheimer. Os solitários também têm dificuldade para dormir e uma diminuição de glóbulos brancos no sangue - o que prejudica o sistema imunológico. Consequentemente causam perturbações psicológicas e isolamento social.
A solidão é cada vez mais um problema crescente. (artigo completo).

Eu penso que cada vez mais estamos sós. A evolução tecnológica superou a evolução humana e penso que cada vez mais estamos a tornar-nos seres anti-sociais...

Qual é a vossa opinião?!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Jornadas de Psicologia

Dias 5 e 6 de Março jornadas de Psicologia: O Apoio ao Luto: Psicologia, Saúde e Educação, no Instituto Piaget de Viseu. (9h-19h30)

Temáticas:
  • O processo de luto
  • Apoio ao luto por morte anunciada
  • Apoio ao luto por morte ocorrida
  • O luto em contextos específicos

Workshops de:
  • Musicoterapia
  • Psicodrama
  • Programação Neurolinguística.
www.ipiaget.org

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Alzheimer


A Montblanc organiza, nos dias 5, 6 e 7 de Março, uma venda de beneficência a favor da Associação Alzheimer Portugal a decorrer entre as 11 e as 20 horas no Lisboa Marriott Hotel, situado na Avenida dos Combatentes, n.º 45, em Lisboa. (Artigo)

O que é a Doença de Alzheimer?!

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência na velhice. Caracteriza-se pela perda da memória associada à deterioração das funções intelectuais, emocionais e cognitivas. Ocorre entre homens e mulheres na mesma proporção sendo que incide em 8% da população de idosos. Pode ter inicio ao redor dos 50 anos mas é mais frequente em idades mais avançadas. É uma doença de carácter progressivo.

É devida à disfunção das células nervosas, de causa ainda desconhecida, que provoca a diminuição de um hormônio de grande importância na função cerebral (acetilcolina) . Sabe-se que se trata de doença com características hereditárias, sendo frequente em pessoas da mesma família.

O inicio da doença é discreto, com esquecimentos, confusão com datas, dificuldade para saber dia, mês, ano. É muito característica a dificuldade em memorizar factos recentes. Evolui progressivamente com o aparecimento de dificuldade para realizar pequenas tarefas domésticas, como realizar compras, cozinhar, etc. A pessoa passa a ter dificuldade na fala e não consegue manter raciocínio lógico. Há diminuição na concentração e na atenção. Há afastamento social. A desorientação no tempo e no espaço tende a piorar progressivamente. Há perda da capacidade de fazer cálculos, da leitura e da escrita. O humor torna-se variável, com momentos de raiva, choro, depressão e agressividade. Evolui para dificuldade em se alimentar, e também de fazer a higiene pessoal.

O diagnóstico é de exclusão com outras demências (aterosclerótica, por ex), com manifestações de certas intoxicações (por drogas tipo tranquilizantes, alcoolismo, etc) , com certas infecções (encefalites), e com sequela de traumatismo de crânio. Os mais modernos exames que estudam o sistema nervoso, como a tomografia cerebral ou a ressonância nuclear magnética, mostram-se normais ou com alterações próprias para a idade.

Não deve ser confundida com as alterações de memória ("lapsos de memória") muito comuns em qualquer idade e que se acentuam na velhice , ou com estados de emoção ou depressivo e também com a intoxicação pelo uso excessivo de medicamentos tranquilizantes. Estes "lapsos de memória" são processos benignos e nunca são acompanhados de outras alterações como ocorre na Doença de Alzheimer.

Não há cura para a doença, não havendo tratamento específico. O F.D.A. norte-americano liberou duas substâncias que possuem algum efeito sobre os sintomas da doença em sua fase inicial: a tacrina e o hidroclorido de donepezil. Estas substâncias devem ser administradas com cautela pois podem levar a problemas digestivos e hepáticos. O tratamento se baseia em medicamentos sintomáticos, actividades físicas e mentais, sendo fundamental a constante estimulação da pessoa doente. Estes cuidados podem retardar a evolução da doença. Neste processo a participação da família é fundamental e deve começar pela compreensão da doença. A manutenção da dignidade e do auto respeito deve ser uma constante.

O paciente deve ser estimulado a manter actividades, como exercícios físicos, afazeres domésticos, e se possível, participação em actividades sociais com outras pessoas. Os exercícios de memória devem ser estimulados. Nas situações de ansiedade ou agitação devem ser utilizados tranquilizante suaves. (in Psiqweb)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Quando o remédio é escrever


Andava eu às voltas pela net, pelos artigos de Psicologia e eis que me deparei com este artigo!

Achei bem bem interessante que quis partilhá-lo convosco!


Efeitos terapêuticos de manter blogs atraem atenção de pesquisadores 
por Jessica Wapner

A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs.

Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta.

Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com SIDA e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia.

Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com cancro que escreviam para relatar oa seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.

Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs.

De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicada a esse caso.

Como criaturas sociais, recorremos a uma variedade de comportamentos relacionados à dor.

A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty. Usar o blog para “botar a boca no mundo”, expressar insatisfações e partilhar experiências stressantes pode funcionar da mesma forma.

Flaherty, que estuda casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação.

Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomente a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty.

Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados com a comida, sexo, desejo e iniciativa para resolução de problemas.

“Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los actualizados pode desencadear a libertação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.


Eu por acaso achei bem engraçado este artigo,e como nós fazemos parte deste universo que é a blogosfera,vem mesmo a calhar!!!

Boa semana a todos**fifi**

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Porque o mau tempo insiste em não ir embora: Depressão



A depressão é uma condição médica definida que afecta 20 por cento da população portuguesa.


Aprenda a reconhecê-la.


A depressão é a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis entre as 107 doenças e problemas de saúde mais relevantes. Os custos pessoais e sociais da doença são muito elevados.
Uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre, sofreu ou vai sofrer de depressão. Um em cada cinco utentes dos cuidados de saúde primários portugueses encontra-se deprimido no momento da consulta.
A depressão encontra-se reconhecida no Plano Nacional de Saúde 2000-2010 como um problema primordial de saúde pública.

O que é a depressão?
A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.
Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após experiências ou situações que nos afectam de forma negativa. No entanto, se os sintomas se agravam e perduram por mais de duas semanas consecutivas, convém começar a pensar em procurar ajuda.
A depressão pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, e se não for tratada, pode conduzir ao suicídio, uma consequência frequente da depressão. Estima-se que esta doença esteja associada à perda de 850 mil vidas por ano, mais de 1200 mortes em Portugal.
A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade do indivíduo em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia. A depressão pode durar de alguns meses a alguns anos. Contudo, em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado.
A depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens: um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, em 2000, mostrou que a prevalência de episódios de depressão unipolar é de 1,9 por cento nos homens e de 3,2 por cento nas mulheres.
Quais são os factores de risco?
Pessoas com episódios de depressão no passado;
Pessoas com história familiar de depressão;
Pessoas do género feminino – a depressão é mais frequente nas mulheres, ao longo de toda a vida, mas em especial durante a adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa;
Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo;
Pessoas com doenças crónicas - sofrendo do coração, com hipertensão, com asma, com diabetes, com história de tromboses, com artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças;
Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica (por exemplo, pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer);
Pessoas com tendência para ansiedade e pânico;
Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress;
Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool;
Pessoas idosas.
É possível prevenir a depressão?
Como em todas as doenças, a prevenção é sempre a melhor abordagem, designadamente para as pessoas em situação de risco, pois permite a intervenção precoce de profissionais de saúde e impede o agravamento dos sintomas.
Se sofre de ansiedade e/ou ataques de pânico, não hesite em procurar ajuda médica especializada, pois muitas vezes são os primeiros sintomas de uma depressão.
Se apresenta queixas físicas sem que os exames de diagnóstico encontrem uma explicação então aborde o assunto com o seu médico assistente.
Quais são os sintomas da depressão?
A depressão diferencia-se das normais mudanças de humor pela gravidade e permanência dos sintomas. Está associada, muitas vezes, a ansiedade e/ou pânico.
Os sintomas mais comuns são:
>>Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
>>Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
>>Fadiga, cansaço e perda de energia;
>>Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
>>Falta ou alterações da concentração;
>>Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
>>Desinteresse, apatia e tristeza;
>>Alterações do desejo sexual;
>>Irritabilidade;
>>Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo.
Quais são as causas da depressão?
As causas diferem muito de pessoa para pessoa. Porém, é possível afirmar-se que há factores que influenciam o aparecimento e a permanência de episódios depressivos. Por exemplo, condições de vida adversas, o divórcio, a perda de um ente querido, o desemprego, a incapacidade em lidar com determinadas situações ou em ultrapassar obstáculos, etc.
Determinar qual o factor ou os factores que desencadearam a crise depressiva pode ser importante, pois para o doente poderá ser vantajoso aprender a evitar ou a lidar com esse factor durante o tratamento.
Algumas doenças podem provocar ou facilitar a ocorrência de episódios depressivos ou a evolução para depressão crónica. São exemplo as doenças infecciosas, a doença de Parkinson, o cancro, outras doenças mentais, doenças hormonais, a dependência de substâncias como o álcool, entre outras. O mesmo pode suceder com certos medicamentos, como os corticóides, alguns anti-hipertensivos, alguns imunossupressores, alguns citostáticos, medicamentos de terapêutica hormonal de substituição, e neurolépticos clássicos, entre outros.
Como se diagnostica a depressão?
Pela avaliação clínica do doente, designadamente pela identificação, enumeração e curso dos sintomas bem como pela presença de doenças de que padeça e de medicação que possa estar a tomar.
Não existem meios complementares de diagnóstico específicos para a depressão, e a bem da verdade, tão pouco são necessários: o diagnóstico clínico é fácil e bastante preciso.
Dirija-se sempre ao seu médico de família ou clínico geral: estes médicos podem reconhecer a presença da doença, e caso considerem necessário, podem contactar com um médico psiquiatra para esclarecimento do diagnóstico e para orientação terapêutica (o medicamento a usar, a dose, a duração, a resposta esperável face ao tipo de pessoa, a indicação para um tipo específico de psicoterapia, a necessidade de outros tipos de intervenção, etc.).
Como se trata a depressão?
Normalmente, através do uso de medicamentos, de intervenções psicoterapêuticas, ou da conjugação de ambas.
As intervenções psicoterapêuticas são particularmente úteis nas situações ligeiras e reactivas às adversidades da vida bem como em associação com medicamentos nas situações moderadas e graves. A decisão de iniciar uma psicoterapia deve ser sempre debatida com o seu médico: a oferta de serviços é grande, não é auto-regulada, e é difícil a pessoa deprimida conseguir escolher o que mais lhe convém sem ajuda médica.
Os medicamentos usados no tratamento das depressões são designados por antidepressivos. Estes medicamentos são a pedra basilar do tratamento das depressões moderadas e graves e das depressões crónicas, podendo ser úteis nas depressões ligeiras e não criam habituação nem alteram a personalidade da pessoa. Com a evolução da ciência e da farmacologia, estes medicamentos são cada vez mais eficazes no controlo e tratamento da depressão, nomeadamente por interferência com a acção de neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, no hipotálamo, a zona do cérebro responsável pelo humor (emoções).
Se o médico lhe prescrever medicamentos antidepressivos, siga as suas indicações e nunca pare o tratamento sem lhe comunicar as razões. Estes medicamentos não têm efeito imediato: pode demorar algumas semanas, 4 a 6, até começar a sentir-se melhor. O tratamento dura no mínimo quatro a seis meses. Obtenha toda a informação e esclareça todas as dúvidas com o seu médico.


Informação retirada de Portal da Saúde


Espero que vocês não estejam deprimidos...com este tempinho cá pelo continente,até o mais forte de nós fica abalado!!! ;) Podia ir indo...já ando farta desta chuva, eu que gosto tanto do Solzinho e dos dias quentinhos!!!


Beijinhos**Fifi**

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Dia Mundia da Luta Contra o Cancro



Hoje é dia Mundial da Luta Contra o Cancro!
Hoje é dia marcado no calendário,para essa luta!
Mas, esta luta travam-na todos os dias muitas pessoas...que conhecemos, que não conhecemos, que ouvimos falar, por um amigo, no café, na TV, na rua...mas que sempre nos toca de certa maneira!

Todos os dias, a cada dia...há novos diagnósticos, desta doença...que fere em silêncio,que não diz "Olha cheguei..."Não...ela não é assim...não avisa, durante muito tempo, mói em silêncio..sem dar de si mas roubando muito de nós! Quando chega o momento que descobrimos que ela está lá...às vezes é tarde!

Esta data foi promulgada no ano de 2000, pela União Internacional Contra o Cancro (UICC), na chamada Carta de Paris. Este documento tem como finalidade primoridial divulgar os problemas que estão relacionados com o risco, o diagnóstico e o tratamento de doentes com cancro.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que, sem intervir sobre o problema, até 2015 devam morrer vítimas de cancro 84 milhões de pessoas. Os dados referentes a 2007 apontam para quase nove milhões de mortes por cancro, o correspondente a 13 por cento do total de óbitos registados nesse ano.
Em Portugal, os números mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) são de 2006. O INE fez saber que a doença matou nesse ano mais de 22 200 pessoas, sendo os tumores malignos que mais vitimaram os da laringe / traqueia, brônquios e pulmões, cancro do cólon e cancro do estômago. Ainda assim 2,25 por cento abaixo das mortes por cancro registadas em 2005.
Este ano, a UICC elegeu como lema para o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro “Eu amo a minha infância activa sã”, no âmbito da campanha de prevenção do cancro denominada “As crianças de hoje, o Mundo de amanhã”.

Aqui fica este site para quem estiver interessado em saber mais:
http://www.ligacontracancro.pt/

Este post, dedico-o a todas as pessoas que dia-a-dia travam de forma corajosa esta luta, àqueles que os apoiam, familiares, amigos e desconhecidos! A luta é deles, mas com o nosso apoio as coisas tornam-se mais fáceis de suportar!

A todos aqueles, meus familiares e conhecidos, que corajosamente lutaram contra esta doença, que foram vencidos, a todos eles (onde quer que estejam): A vossa força, coragem e determinação foi para nós (família) símbolo de que enquanto há vida há esperança, voces foram embora, mas em nós permaneceu o vosso sorriso, apesar da forte provação que atravessavam!
Aos que venceram e também aos que foram vencidos, aqui deixo a minha admiração pelas grandes lições de vida que nos transmitem que nos levam a ver a vida com outros olhos!!!

Amor, compreensão, dedicação, paciência, tolerância!
Juntos nesta luta, venceremos ;)
Uma boa noite caros leitores**

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ansiedade e auto-estima


Olá!
Hoje trago-vos um tema que me tem vindo à ideia nos ultimos tempos, não por apenas me afectar pessoalmente mas porque reparo que tem vindo afectar cada vez mais a sociedade hoje em dia.
Assim, decidi partilhar convosco algumas ideias, espero que apreciem =)

Porque todos temos distúrbios de ansiedade.
Muitos são aqueles (e cada vez se vê mais) que se deixam afectar pela ansiedade ao ponto de esta interferir de forma profunda e negativa em pequenas tarefas diárias do nosso quotidiano.
Tal como diz a Drª Lerner*, como seria bom ver sempre o medo como um amigo solícito, um mecanismo natural de sobrevivência que nos avisasse para fechar a porta quando o lobo espera lá fora, nos preparasse para lutar, fugir ou ficar quietos quando o lobo conseguiu entrar em casa.

O medo pode ser uma força positiva, se surgir no momento adequado e na dose correcta, se o interpretarmos correctamente de modo a defrontar um desafio presente ou uma ameaça futura, se servir de motivação positiva... mas estes são demasiados “ses”.
Quando estamos demasiado ansiosos, não conseguimos reunir a informação necessária, pensar com clareza, examinar as nossas opções, responder aos outros com calma e procurar soluções criativas.
É obvio que é dificil sentirmo-nos bem quando a ansiedade paralisa a memória e a concentração, impedindo de realizar tarefas simples e necessárias do dia-a-dia como ler, escrever, analisar ou aprender algo novo.
A ansiedade actua no nosso cérebro como um mecanismo que cria situações catastróficas e enormes dúvidas quanto à nossa capacidade de fazer coisas novas e de enfrentar o que a vida nos reserva. Estimula o nosso “pensamento negativo”. Provoca juízos e críticas.
No entanto, uma boa auto-estima também nos obriga a ver as nossas fraquezas e limitações com curiosidade, paciência e humor. Ninguém é perfeito e todos podemos melhorar.

A ansiedade destrói a nossa capacidade essencial de reflectir sobre o que pensamos. Vai interferir na percepção da nossa identidade e da dos outros. Perturba-nos e faz-nos sentir impotentes e duvidar de nós próprios.

Ora, na idade adulta, a auto-estima consegue-se através da criatividade, dos prazeres pessoais, desenvolvendo as competências e as relações, participando na amizade, na intimidade e na comunidade.
Temos de ser conscientes de que a ansiedade nunca desaparecerá, mas também é isso que se deseja.
Quando perdemos o sentido das nossas capacidades, do optimismo e do bem estar, quando nos sentimos “superiores” ou “inferiores” às outras pessoas, quando nos sentirmos críticos em relação a nós próprios e aos outros, devemos parar e lembrarmo-nos que é tudo obra da ansiedade.

*Lerner, H. nasceu nos EUA e é formada e doutorada em Psicologia.

beijocas e boa semana!
Post It Psicológico