domingo, 8 de novembro de 2009

O Cemitério dos Poetas


Há pessoas que põem palavras nos nossos sentimentos. Parecem-se com os poetas. Mas depois, de surpresa, abandonam os nossos sonhos pé ante pé ou de «pantufas». Não sei... Na verdade, decepcionam-nos (devagarinho) e, quando damos por isso, apagam-se dentro de nós. Deixam de ser preciosas e, por tudo o que valeram, não podem voltar a ser só (!) nossas amigas. Partem, portanto, para uma «terra de ninguém», muito distante do sítio onde vivem os génios da lâmpada, o Pai Natal, as fadas e os duendes. E por lá ficam. Mais ou menos errantes.


Imagino esse lugar, onde se acotovelam tantas pessoas que nos disseram tanto, como um Purgatório, com a particularidade de lá não se ser promovido, com facilidade, até ao Céu. É verdade que essas pessoas não se transformam num inferno dentro de nós, embora, por vezes, surjam, ora como um vulto ora como uma silhueta ou, até mesmo, como uma estrela cadente que, atravessando o nosso coração, já não provoca um arrepio (muito menos, um calafrio, que são aqueles sentimentos impetuosos que nos desabotoam a cabeça e nos deixam a arder de paixão e a tremer de medo, ao mesmo tempo).


Afinal, não são nem amigos nem amores. Transformam-se num museu? Numa arqueologia de todos os amores, por exemplo? Às vezes, nem nisso. Infelizmente. Se fosse assim, estáticas ou em pequenos pedaços de histórias, empoeirados, seguravam-se no nosso coração. O que não acontece às pessoas que foram perdendo a magia...

Este «não sei para onde» (eu sei que, dito assim, custa só de pensar) é uma espécie de cemitério de poetas dentro de nós. Um lugar de silêncio que convida a espreitar para o que sentimos. Com surpresa e com dor, ao descobrirmos que, ao contrário do que sempre desejámos, há relações — luminosas — que foram morrendo para nós. Às vezes, assusta. Afinal, não é simpático descobrirmos que mora em nós alguém que, não sendo o Capitão Gancho, tenha ajudado a morrer (de inanição, por exemplo) quem trouxe poesia, ou luz, ou um insustentável rebuliço ao que sentimos... Às vezes, atormenta. Porque magoa descobrirmos que — mesmo quando nos imaginamos a dar a sala mais espaçosa do nosso coração — também nós, dentro de algumas, vivemos sem viver, errantes, nesse «não sei onde» de alguém, entre os seus amigos e os seus amores. Às vezes ainda, somos tocados pêlos galanteios da vida e, levados pelo entusiasmo, imaginamos que, se desejarmos com muita força, algumas das pessoas que guardamos no nosso cemitério de poetas ressuscitam e regressam, cheias de luz, para surpresa do Pai Natal ou das fadas (que, sendo mágicos, parecem viver num mundo de bolas coloridas de sabão). Eu sei que também entre as pessoas há quem pareça mágico mas intocável. Como eles. Mas não se esqueça: esse é o cais de embarque que, de surpresa, nos pode levar (sem volta) para o cemitério dos poetas.
[in Chega-te a Mim e Deixa-te Estar, Eduardo Sá]

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os Loucos


Há vários tipos de louco.

O hitleriano, que barafusta.
O solícito, que dirige o trânsito.
O maníaco fala-só.

O idiota que se baba,
explicado pelo psiquiatra gago.
O legatário de outros,
o que nos governa.

O depressivo que salva
o mundo. Aqueles que o destroem.

E há sempre um
(o mais intratável) que não desiste
e escreve versos.

Não gosto destes loucos.
(Torturados pela escuridão, pela morte?)
Gosto desta velha senhora
que ri, manso, pela rua, de felicidade.

António Osório, in 'A Ignorância da Morte'

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O menino e o Cavalo


Hoje vim para deixar uma dica de leitura!

Um livro que me parece bastante magnífico no que toca ao tema que aborda, o autismo e da maneira que o aborda, ainda não li confesso, mas estou anisosa por lê-lo ;) espero que gostem desta breve introdução, que retirei da revista Saber Viver do mês de Agosto.


O menino e o Cavalo - a extraordinária viagem de um pai para curar o filho, autor: Rupert Isaacson, preço 16€


"Autor de reportagens sobre viagens publicadas em prestigiados jornais e revistas, Rupert Isaacson, britânico a residir no Texas, utiliza a capacidade descritiva própria do jornalismo de género para partilhar a aventura mais importante da sua vida: uma viagem de cavalo pela Mongólia, na companhia da mulher, Kristin, e do filho, Rowan. O relato fascinante de um pai que descobre, por acidente, que o contacto do filho autista de cinco anos com Betsy, uma égua trigueira, desperta na criança reacções de afecto e progressos linguísticos.

Movido pela força do amor, Rupert ambiciona partir «para lá do Sol-posto», procurando juntar o poder curativo dos animais com o dos xamãs mongóis, os únicos elementos que exerceram alguma mudança no comportamento de Rowan. Durante muito tempo, Kristin, professora catedrática de Psicologia Clínica, mostra-se céptica face às ideias do marido, mas, cansada de submeter o filho a dezenas de terapias sem quaisquer resultados, sente que não tem nada a perder.

Além do receio das tempestades neurológicas de Rowan perante situações imprevisíveis, esta família, à beira da ruptura, carrega na bagagem a esperança de retirar o filho do seu mundo distante e incompreensível. «Oitenta por cento dos casais com filhos autistas, separam-se. Era fácil perceber porquê», escreve o autor.

Em permanente desespero para ajudar Rowan desde que confirmaram o seu autismo, aos 18 meses, estes pais reaprendem a sentir o espírito da aventura que os juntou e descobrem, que afinal, há lugar para os sonhos.

A cada passo de viagem, Rowan deixa o seu mundo fechado para partilhar emoções.

Um exemplo de coragem, apresentado com uma narrativa descontraída, mas profunda, que pode ajudar outras famílias com o mesmo problema.

Um livro que nos prova que, na vida, não existem impossíveis, por mais firmes que nos pareçam os obstáculos.".


Beijinhos e bom fim-de-semana, boas férias se for o caso ;)**

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Desejo que desejes...

Foto de José Gama, in olhares.

Eu desejo que desejes ser feliz de um modo possível e rápido, desejo que desejes uma via expressa rumo a realizações não utópicas, mas viáveis, que desejes coisas simples como um suco gelado depois de correr ou um abraço ao chegar em casa, desejo que desejes com discernimento e com alvos bem mirados.
Mas desejo também que desejes com audácia, que desejes uns sonhos descabidos e que ao sabê-los impossíveis não os leve em grande consideração, mas os mantenha acesos, livres de frustração, desejes com fantasia e atrevimento, estando alerta para as casualidades e os milagres, para o imponderável da vida, onde os desejos secretos são atendidos.
Desejo que desejes trabalhar melhor, que desejes amar com menos amarras, que desejes parar de fumar, que desejes viajar para bem longe e desejes voltar para teu canto, desejo que desejes crescer e que desejes o choro e o silêncio, através deles somos puxados pra dentro, eu desejo que desejes ter a coragem de se enxergar mais nitidamente.
Mas desejo também que desejes uma alegria incontida, que desejes mais amigos, e nem precisam ser melhores amigos, basta que sejam bons parceiros de esporte e de mesas de bar, que desejes o bar tanto quanto a igreja, mas que o desejo pelo encontro seja sincero, que desejes escutar as histórias dos outros, que desejes acreditar nelas e desacreditar também, faz parte este ir-e-vir de certezas e incertezas, que desejes não ter tantos desejos concretos, que o desejo maior seja a convivência pacífica com outros que desejam outras coisas.
Desejo que desejes alguma mudança, uma mudança que seja necessária e que ela não te pese na alma, mudanças são temidas, mas não há outro combustível pra essa travessia. Desejo que desejes um ano inteiro de muitos meses bem fechados, que nada fique por fazer, e desejo, principalmente, que desejes desejar, que te permitas desejar, pois o desejo é vigoroso e gratuito, o desejo é inocente, não reprima teus pedidos ocultos, desejo que desejes vitórias, romances, diagnósticos favoráveis, aplausos, mais dinheiro e sentimentos vários, mas desejo antes de tudo que desejes, simplesmente.

Martha Medeiros

A Felicidade


Todos temos o mesmo objectivo na vida - o de ser Feliz! E cada um sente a felicidade de diferente maneira. Para uns, a felicidade passa por viver um grande amor. Para outros a felicidade passa por ter conforto dos amigos e da família. E outros ainda encontram felicidade no materialismo.
No entanto, isto por si só não basta.
Atingido um objectivo, temos necessidade de satisfazermos outro... e mais outro... e ainda outro... Por outra, nunca somos felizes?!

A questão é - somos felizes ou simplesmente vivenciamos estados de felicidade?

Segundo Daniel Gilbert, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que estuda a felicidade, qualifica a sensação de bem-estar - "É difícil dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente se sentir bem." Para Gilbert "a felicidade não é uma sensação eterna, é um estado de êxtase, daqueles que se atingem nos momentos de extremos prazer."

Para Aristóteles a felicidade não é mais do que a nossa capacidade de contemplação: "Quanto mais se desenvolve a nossa faculdade de contemplar, mais se desenvolvem as nossas possibilidades de felicidade, e não por acidente, mas justamente em virtude da natureza da contemplação. Esta é preciosa por ela mesma, de modo que a felicidade, poderíamos dizer, é uma espécie de contemplação."

A felicidade existe nos momentos em que contemplamos a vida, porque até o sofrimento nos faz dar mais valor à felicidade...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Síndrome de La Tourette

Síndrome de Tourette é uma desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques involuntários, reacções rápidas, movimentos repentinos (espasmos) ou vocalizações que ocorrem repetidamente da mesma maneira.

Esses tiques motores e vocais mudam constantemente de intensidade e não existem duas pessoas no mundo que apresentem os mesmos sintomas.

O início da síndrome manifesta-se na infância ou juventude, atingindo estádios classificados como crónicos. Porém, no decorrer da vida adulta, frequentemente, os sintomas vão aos poucos se abrandando e diminuindo. Até hoje ainda não foi encontrada uma cura para a Tourette. Existem tratamentos médicos para minorar os sintomas da síndrome, porém, o consenso entre os profissionais da área é que os tratamentos precisam ser individualizados por causa das sempre presentes conseqüencias adversas da receita e aplicação de medicamentos.

Os referidos tiques são movimentos bruscos involuntários que podem se manifestar em qualquer parte ou conjunto de partes do corpo (barriga, nádegas, pernas, braços etc.), mas tipicamente eles ocorrem no rosto e na cabeça - no rosto em forma de caretas repetidas e na cabeça como um todo em forma de movimentos bruscos, repetidos, de lado-a-lado etc.

Um aspecto que merece ênfase ao se tentar explicar ou compreender essa síndrome é que os sintomas ocorrem involuntariamente. Raramente uma pessoa que sofre desta síndrome consegue controlar um mínimo de seus tiques e jamais por prolongados períodos de tempo. Assim como o ser humano não consegue viver por muito tempo com os olhos abertos, pois seu corpo reage de forma natural, inconsciente, para que seus olhos pisquem, dessa mesma forma se manifestam os sintomas da síndrome de Tourette no indivíduo por ela afectado.

A reacção de muitas pessoas desinformadas perante manifestações da síndrome de Tourette é a de fobia ao diferente e de repreensão. Especialmente quando a pessoa afectada pela síndrome de Tourette manifesta sintomas de coprolalia (tendência involuntária de proferir palavras obscenas ou fazer comentários geralmente considerados socialmente depreciativos e, portanto, inadequados. Coprolalia pode fazer referência a excremento, genitais ou actos sexuais.)Obviamente as consequências desse tipo de comportamento geralmente se traduzem em diferentes graus de desvantagens no âmbito social.

A água e o suicídio


Um estudo japonês concluiu que beber água com uma dose de lítio alterada (para mais) diminui os riscos de suicídio. Os dados são da cidade de Oita, que tem um pouco mais do que um milhão de habitantes. Nos bairros onde o nível do mineral era alto, os índices de suicídio faziam o caminho contrário e vice-versa.

O lítio é usado em medicamentos para estabilizar o humor daqueles que sofrem com o distúrbio bipolar, por exemplo. Os pesquisadores, no entanto, alertam que a solução (principalmente em um país como o Japão) NÃO é deitar o mineral na água. Afinal, em altas doses, a substância pode, claro, levar à morte.

P.S. Bebam muita água mineral...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Risoterapia


Desde crianças ouvimos a expressão "rir é o melhor remédio".

Mas este conceito nunca foi tão levado a sério como nos últimos tempos.

O riso agora é considerado terapia, comprovada por estudos médicos e com resultados surpreendentes.
Na verdade, nem tão nova assim.

A risoterapia como método terapêutico existe desde a década de 60.

Quem assistiu ao filme Patch Adams conhece bem a história. O americano Hunter Adams, conhecido como Patch Adams já implantava o método em hospitais e escolas desde a sua época de estudante. Era comum vê-lo atender seus pacientes com nariz vermelho ou peruca de palhaço.
Partidário à eficiência do método é o médico clínico geral e homeopata Eduardo Lambert, especializado em terapias sistêmicas e autor do livro Terapia do Riso - A Cura pela Alegria, da Editora Pensamento.

Ele considera o riso como uma terapia complementar que auxilia na melhoria do estado emocional e orgânico das pessoas, em pacientes dos mais diferentes tipos de enfermidades.

"As pessoas já sabem deste fato, tanto é que até dizem: fulana ou fulano já está melhorando, pois já está até rindo", comenta o especialista.
Cientificamente, Eduardo considera o riso como um grande estimulador. É o riso o responsável por mandar a ordem para o seu cérebro, através do hipotálamo, que sintetiza as endorfinas, mais precisamente as betas endorfinas. Essas substâncias, que são produzidas nos momentos de bom humor e consequentemente do riso, são analgésicas, similares às morfinas, mas com potência cem vezes maior.
"O simples esboçar de um sorriso, o riso ou uma gargalhada bem gostosa - e quanto mais intensa melhor - cria uma onda vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional.

Protege ajudando a nos prevenir de várias enfermidades".
O médico avisa que quanto mais intenso, melhor. Mas que um simples sorriso, uma graça, situações cómicas, bons pensamentos, bons sentimentos, boas lembranças, pensamentos positivos, palavras de apoio e incentivo já são fatores importantes à síntese das endorfinas.

"É bom lembrar que sorrir nas adversidades é privilégio dos fortes."


O livro "A Terapia do riso" fornece 10 passos para você praticar a risoterapia, na sua vida. Confira as dicas de Eduardo Lambert:
Ame-se, estime-se e valorize-se.
Cultive sempre o bom humor.
Viva com paz na consciência.
Viva o presente com entusiasmo.
Cultive e pratique o bem.
Fale de assuntos alegres, conte piadas sadias.
Dê um sentido positivo e de qualidade à vida.
Tenha sempre atitudes positivas perante tudo.
Use sempre o diálogo, pois é conversando que as pessoas se entendem.
Ame o próximo como a si mesmo.
Semeie boas sementes para colher bons frutos.
Tenha qualidade de vida.
Ame a natureza e o planeta.
O otimismo gera simpatia.
Olhe-se no espelho e sorria para você.
Sorria muito, sorria sempre.
Risoterapia caseira
Rir é mesmo o melhor remédio. Saiba porquê. E não fique a olhar para o computador com essa cara. Sorria!
O riso aumenta a auto-estima, afugenta a depressão, alivia as insónias e as doenças psicossomáticas.
Tome nota destas 8 estratégias para encarar a vida com humor:
Não leve tudo tão a sério.Não se trata de se acomodar nem de ser passiva, apenas de se rir um pouco da tragicomédia que é a vida. O nervosismo e a ansiedade não a levam a lado nenhum.
Veja as coisas de outra perspectiva.A adversidade pode ser analisada de vários pontos de vista. Tente descobrir o lado positivo dos acontecimentos, e vai ver que não tardará em esboçar um sorriso.
Fim às inibições!Elimine as máscaras que a impedem de ser natural e de fazer o que lhe apetece. Baixe a guarda para se mostrar tal como é e, com uma gargalhada, ponha fim às barreiras sociais.
Ria-se das suas limitações.É a atitude mais saudável para evoluir. Assim, não só será capaz de se conhecer melhor como se vai tornar uma pessoa mais tolerante e condescendente com os outros.
Provoque o riso.Experimente o jogo do sério, mentalizando-se de que não se pode rir. Se se esforçar muito, vai acabar por ver o ridículo da situação e a gargalhada vai fluir facilmente.
Use um diário.Tome nota dos momentos mais alegres que a fizeram rir: uma frase que ouviu, uma má piada do seu chefe, um episódio com o seu filho ou neto... Releia-os e recupere sensações prazenteiras.
Lembre-se de coisas positivas.Quando lhe acontecer alguma coisa desagradável, para a contrariar, pense imediatamente numa situação positiva, de forma a que a última imagem seja sempre de felicidade.
Dê música à sua vida.Um truque para aliviar a ansiedade que às vezes a invade é inventar uma canção com as suas ideias e sensações e transformá-la numa música alegre.
Onde praticar
Se quiser aprofundar os seus conhecimentos sobre as terapias de riso, frequentar cursos e workshops, já existem em Portugal várias empresas e associações dedicadas à Risoterapia. Tome nota:
Clube do riso
Existem clubes do riso espalhados de norte a sul do País (Lisboa, Porto, Coimbra e Marinha Grande). Para se inscrever nos cursos de riso, vá até ao site www.clubesdoriso.com.
(Informação recolhida da net)
E já há tanto tempo que este cantinho está como que no esquecimento....grrrr!! Eu tenho andado sem tempo mesmo! E agora que ando numa fase semi-nervosismo (por causa da aproximação da data do casório) lembrei-me de como rir é o melhor remédio para quase todos os males!!!
Riam, mas riam muito!!!
Beijinhos**

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ataques de Pânico


"O pânico é uma ansiedade aguda e extrema que é acompanhada por sintomas fisiológicos.

Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer tipo de ansiedade, geralmente como resposta a uma situação específica relacionada com as principais características da ansiedade. Por exemplo, uma pessoa com fobia às serpentes pode entrar em pânico quando encontra uma delas. No entanto, estas situações de pânico diferem das que são espontâneas, não provocadas e que são as que definem o problema como um pânico patológico.

Os ataques de pânico são frequentes: mais de um terço dos adultos manifestam-nos todos os anos. As mulheres são entre duas a três vezes mais propensas. A perturbação por pânico é pouco corrente e diagnostica-se em um pouco menos de 1 % da população. O pânico patológico começa geralmente na adolescência tardia ou cedo na idade adulta.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas de um ataque de pânico (entre outros, dificuldade respiratória, vertigens, aumento do ritmo cardíaco, sudação, falta de ar e dor no peito) alcançam a sua intensidade máxima no prazo de 10 minutos e normalmente dissipam-se dentro de poucos minutos, não sendo por isso possível ao médico observá-los, mas somente o medo da pessoa de sofrer outro terrível ataque. Como os ataques de pânico se produzem, frequentemente, de modo inesperado ou sem razão aparente, muitas vezes as pessoas que os manifestam preocupam-se antecipadamente com a possibilidade de sofrê-los de novo (uma situação conhecida como ansiedade antecipatória) e evitam os lugares onde sofreram ataques anteriormente. O facto de evitar os lugares que se temem denomina-se agorafobia. Se a agorafobia é suficientemente intensa, a pessoa pode chegar a enclausurar-se no seu próprio domicílio.

Como os sintomas de um ataque de pânico implicam muitos órgãos vitais, as pessoas muitas vezes preocupam-se pensando que sofrem de um problema do coração, dos pulmões ou do cérebro e procuram a ajuda de algum médico ou dirigem-se a um serviço de urgência. Embora os ataques de pânico sejam incómodos (às vezes de forma extrema), não são perigosos.

Tratamento

De modo geral, as pessoas recuperam dos ataques de pânico sem tratamento; alguns desenvolvem um pânico patológico. A recuperação sem tratamento é possível naqueles que têm ataques de pânico ou de ansiedade antecipatória recorrentes, particularmente se estiverem repetidamente expostos à situação ou ao estímulo que os provocam. As pessoas que não recuperam por si mesmas ou que não procuram tratamento continuam a suportar os processos de sofrimento e de recuperação de cada um dos ataques de maneira indefinida.

As pessoas respondem melhor ao tratamento quando compreendem que o pânico patológico implica processos tanto biológicos como psicológicos. Os medicamentos e a terapia do comportamento podem controlar, geralmente, a sintomatologia. Além disso, a psicoterapia pode ajudar a resolver qualquer conflito psicológico subjacente aos sentimentos e aos comportamentos ansiosos.

Os medicamentos utilizados para tratar a perturbação por pânico incluem os antidepressivos e os fármacos ansiolíticos, como as benzodiazepinas. Todos os tipos de antidepressivos tricíclicos (como a imipramina), os inibidores da monoaminooxidase (como a fenelzina) e os inibidores selectivos da recaptação de serotonina (como a fluoxetina) demonstraram ser eficazes. Embora se tenha provado a eficácia de várias benzodiazepinas em ensaios controlados, só o alprazolam está especificamente aprovado para tratar a perturbação por pânico. As benzodiazepinas actuam mais rapidamente do que os antidepressivos, mas podem causar dependência física e são mais propensas a desencadear certos efeitos secundários, como sonolência, alterações da coordenação e aumento do tempo de reacção.

Quando um medicamento é eficaz, previne ou reduz em grande medida o número de ataques de pânico. Pode ser necessário tomar um fármaco durante longos períodos se os ataques de pânico reaparecerem depois de se ter interrompido o tratamento.
A terapia de exposição, um tipo de terapia de comportamento na qual a pessoa é exposta repetidamente ao factor que desencadeia o ataque de pânico, ajuda, muitas vezes, a diminuir o terror. A terapia de exposição continua até que a pessoa desenvolva um alto grau de comodidade perante a situação que provocava a ansiedade. Além disso, as pessoa que temem sofrer um desmaio durante um ataque de pânico podem praticar um exercício que consiste em rodar numa cadeira ou respirar rapidamente (hiperventilar) até que sintam que vão desmaiar. Este exercício demonstra-lhes que não vão desmaiar durante o ataque de pânico. Praticando devagar, as respirações profundas (controlo respiratório) ajudam muitas pessoas com tendência a hiperventilar.

A psicoterapia com o objectivo de conhecer e compreender melhor os conflitos psicológicos subjacentes pode também tornar-se útil. Um psiquiatra acompanha a pessoa para determinar se este tipo de tratamento é adequado. De forma menos intensa, a psicoterapia de apoio é sempre apropriada porque um terapeuta pode proporcionar informação geral acerca da perturbação, do seu tratamento e das esperanças reais de melhorar e pelo apoio que confere uma relação de confiança com o médico." (in manual merck)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Bullying - violência em contexto escolar


Agridem os colegas da escola, humilham-nos em público e exercem chantagem psicológica e emocional.

Será que se trata de brincadeiras de crianças e próprias da idade?

Para a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos, estes comportamentos apontam para algo que está errado.

"O humano é um ser gregário, por isso, há que avaliar as situações em que a relação com o outro se encontra marcada por um carácter agressivo."
Introduzido nos países escandinavos, no início da década de 80, o termo inglês "bullying" tem sido alvo de estudo nos últimos anos.

O conceito define "comportamentos de natureza agressiva, entre pares, com a intenção de provocar dano", diz Sónia Seixas, doutorada em Psicologia e autora de uma tese sobre bullying em contexto escolar.
A psicóloga indica, porém, que, embora este fenómeno tenha ganho eco nos últimos anos, o comportamento em si não é novo. "Há, agora, um olhar mais atento e direccionado para estas práticas", explica.

Ana Vasconcelos defende, ainda, que "sempre houve brigas entre miúdos". Mas, no caso do bullying, a violência não é pontual. "Estes comportamentos repetem-se no tempo", adianta a pedopsiquiatra.
E o que está na base desta violência gratuita?

"Há alturas em que a criança, para se sentir segura, precisa de mostrar aos outros que é mais forte", afiança Ana Vasconcelos.

E completa: "O bullying pode ser encarado como uma forma de exorcizar os medos."

Para garantir a conquista pelo poder, "os agressores vão detectando as suas vítimas nos recreios da escola".

O bullying baseia-se, por isso, numa luta desigual: há uma vítima e um agressor (também conhecido por bully). Segundo a pedopsiquiatra, as vítimas são, normalmente, "miúdos emocionalmente retraídos e com menos capacidades para encontrarem soluções ou fazerem queixa".
A psicóloga Sónia Seixas diz que nestes comportamentos "está implícita uma desigualdade de estatuto e de poder entre os alunos envolvidos". E, no contexto escolar, todos os motivos são válidos para colocar a vítima numa situação de inferioridade.

"O agressor exerce a sua supremacia através da força física, pelo facto de ser mais velho, de ter mais popularidade na escola e de ter um grupo de pares mais alargado. Contrariamente à vítima, que, regra geral, é um aluno mais negligenciado, mais rejeitado e com menos amigos que o defendam."

Aproveitando as fraquezas da vítima, o bully vai "minando a auto-estima e auto-confiança dos seus alvos". Cada vez mais impotentes, face às recorrentes agressões e humilhações, as vítimas vão-se "sentindo impotentes e sem capacidade de reacção", diz Ana Vasconcelos. "É no silêncio dos recreios barulhentos que têm lugar os comportamentos de bullying", reitera a pedopsiquiatra. E assegura que estas situações, por serem confundidas como diversão infantil, podem-se tornar quase invisíveis aos olhos dos adultos.
"O bullying às vezes está mascarado, porque, tendencialmente, ocorre em locais de pouca supervisão e vigilância dos adultos", corrobora Sónia Seixas. Há, também, casos em que a violência é exercida é confundida com brincadeiras de criança. De acordo com a psicóloga, urge desmistificar a falsa crença de que troçar e insultar faz parte do crescimento dos miúdos.

"Esta é uma ideia errada. Um dos motores de desenvolvimento da criança é o conflito. E este não pode ser ultrapassado com comportamentos de bullying. Não é normal que uma criança seja sistematicamente humilhada na escola, a ponto de lhe causar traumatismos psicológicos."

Pequenos e terríveis
Haverá uma verdadeira motivação para comportamentos de bullying?

"Os miúdos agressores têm uma auto-estima elevada e uma grande confiança em si próprios", responde Sónia Seixas.

A psicóloga refere, no entanto, que "a auto-imagem do bully é alimentada pelo sofrimento e domínio que exercem sobre os colegas".
Por encontrarem a vítima numa situação de vulnerabilidade e com uma rede social menos alargada, o bully agride o colega, insulta-o e a vítima não reage. E a partir deste momento torna-se um alvo fácil". Como a vítima se fecha em si própria e não se queixa - por ter vergonha e pelo medo de retaliação" - as agressões vão sucedendo no tempo.

O facto de a vítima ser frequentemente colocada numa situação de embaraço e de chacota pública perante os colegas, vai contribuir para "aumentar os seus níveis de insegurança, tristeza e depressão".
Segundo Sónia Seixas, para combater estas situações, "é preciso estar atento aos sinais de alerta".

A psicóloga diz que cabe aos pais e à comunidade escolar um papel mais interventivo nestas questões. A pedopsiquiatra Ana Vasconcelos partilha da mesma opinião, alertando para a necessidade de chamar os adultos à responsabilidade, já que as vítimas, por acharem que não vale a pena pedir ajuda, se encontram impotentes para encarar a situação.
"Os professores e os pais encontram-se numa situação privilegiada. Se as crianças chegam quase todos dias a casa com arranhões, com roupa rasgada, estes podem ser indícios de que estão a ser alvo de bullying por parte dos colegas na escola", observa Sónia Seixas. E salienta: "Ao notarem que a criança apresenta dificuldades em dormir, pesadelos e fobias escolares graves, os pais devem tentar perceber o que origina estes medos. Porque certos comportamentos ou reacções podem encapotar situações graves de agressividade por parte dos colegas."

Linha S.O.S bullying

808 968 888 é o número de telefone através do qual as vítimas de bullying podem solicitar ajuda. Com um horário de funcionamento entre as 18 e as 20h, a linha orienta as vítimas, via telefone, encaminhando-as para o profissional mais habilitado a intervir na situação.


Deixo-vos com este artigo,de um tema que me interessa bastante também!
Mais adiante em novo post,falarei de mais coisas acerca deste tema!
Beijinhos e uma boa noite
✿fifi✿

quarta-feira, 11 de março de 2009

Parabêns Fifi!


Lamento não tem nada a ver com a Psicologia, mas é apenas para deixar votos de Felicidades para uma das nossas amiguitas aqui do Post it Psicológico! Parabêns Fifi! Beijinhos votos de tudo de bom...

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Luto - Introdução


“O luto significa a realidade de um amor que não morreu dentro de nós. De um amor que - por ser tão grande e profundo, por ser tão... único - não pode ser esquecido ou substituído enquanto durar o tempo de afastamento.”

Tinha esta frase esquecida num dos meus livros, não me lembro qual o seu autor. O Luto não é senão um processo adaptativo pelo qual todos passamos perante a morte de alguém que nos é próximo. Que forma cruel de resumir uma dor que nos dilacera por dentro e para a qual parece não haver solução. O luto é como um processo de reestruturação após a desestruturação que a morte implica no ser humano, este serve para transformar os momentos vividos com a pessoa que faleceu em memórias suaves e agradaveis.
No processo de luto é repensado o valor da vida e os vinculos relacionais, para que se possa retornar a vida o mais normal possivel. Os técnicos que lidam directamente com situações de luto devem estar alerta para as mudanças que se dão durante este processo, assim como familiares e amigos, pois é necessario que possam ser uma ajuda e não um entrave a que este decorra de forma o mais suave possivel.
“um amor que não morreu dentro de nós” é uma boa forma de o descrever.
O luto é uma experiência dolorosa, mas comum a todos os seres humanos, todos passamos ou passaremos por uma experiência de luto mais tarde ou mais cedo. Da mesma forma como somos todos diferentes também o luto acontece de formas diferentes dentro da cada um de nós, trazendo sentimentos novos e durando mais tempo para umas pessoas do que para outras. Embora o luto seja algo tão comum, não é um tema que frequentemente seja abordado no dia-a-dia. Evitamos encarar a morte e lidar com ela, evitamos compreender o que sentimos perante ela, não sabemos o que fazer e não sabemos distinguir o que é suposto acontecer e somos incapazes de o aceitar na maior parte das vezes.
O processo de luto dá-se sempre depois da perda, mais frequentemente depois da morte de alguém que estimamos. No entanto a perda é qualquer perda, pode-se dar após um aborto espontaneo, ou após um nado morto, ou mesmo após o fim de uma relação. O processo de luto segue usualmente algumas etapas comuns a quem o experiencía e traz sentimentos de angústia, solidão, raiva , culpa, tristeza, falta de interesse pela vida, entre outros. Podem haver manifestações de ordem física que são também naturais quando se passa por perdas, especialmente quando é pela morte de alguém que nos é querido.
O processo de luto não deve ser apressado nem apaziguado com medicamentos, os sentimentos experienciados são uma reacção natural á perda, são a forma do nosso intimo se proteger.
Fases do Processo de Luto
Como referi o luto não é igual em todas as pessoas. O Luto também não ocorre sempre com a mesma intensidade, no entanto existem algumas fases que lhe estão associadas.
As fases do processo de luto são:
Choque – é a reacção inicial á perda, no qual o sujeito fica “atordoado” com o acontecido.
Negação – É um mecanismo de defesa que a pessoa utiliza de forma inconsciente, e faz com que não acredite no que aconteceu, são comuns frases como “eu não acredito que isto me tenha acontecido”, “não pode ser possivel”, “isto não está a acontecer”, entre outras.
Depressão – é a fase em que a pessoa ja tomou consciência do que aconteceu. Nesta fase é comum a pessoa ter sentimentos de tristeza, chora muito, pensa muito acerca da morte da pessoa que faleceu, isola-se, não sente prazer nas actividades. Se estes sintomas persistirem e forem muito intensos podem dar origem a uma perturbação de humor.
Culpa – é um sentimento comum pois as pessoas começam a pensar em tudo o que poderiam ter feito, ter dito para que pudessem evitar essa morte. A culpa também pode aparecer por vezes como consequência do alivio pela morte de alguém que estava em sofrimento e que estimavamos. Pode acontecer numa situação de um doente terminal em sofrimento, por exemplo.
Ansiedade – Por vezes o sujeito passa por um periodo de ansiedade e de agitação causado pela perda. O Individuo em luto deseja muitas vezes encontrar o objecto ou pessoa que perdeu.
Agressividade – Por vezes o individuo revolta-se contra a perda, sente raiva, irritação e fica zangado por se encontrar na situação em que está. Os sentimentos de sgressividade podem ser dirigidos a sim mesmo ou a outras pessoas, para os médicos, para amigos ou mesmo para Deus.
Reintegração – É normalmente a última fase do processo na qual a pessoa se prepara para voltar a sua vida o mais normal possivel.
Quem lide com pessoas em processo de luto deve estar consciente que passamos todos por estas fases, algumas pessoas ficam mais tempo numas do que noutras, algumas fases parece que nem as passamos por elas.
Mais a frente conto falar mais do luto pois como todos devem imaginar é um tema muito extenso e não quero de forma nenhuma que fiquem entediados do assunto. É importante também sabermos reconhecer quando nos encontramos perante um processo de luto patológico e saber que medidas podemos tomar para ajudar quem nos é próximo a ultrapassar esta fase mais dificil.
Hum... se tiverem perguntas que achem que sejam pertinentes ou mesmo alguma curiosidade que eu possa pesquisar... Estão a vontade. Beijinhos.

domingo, 8 de março de 2009

Benefícios do Sorriso


"Este é um daqueles temas que têm apaixonado cientistas. As suas descobertas são surpreendentes.

De acordo com os estudos, as mulheres sorriem mais vezes do que os homens. O sorriso feminino é, por norma, intenso e espontâneo, ao contrário do masculino, mais racional.

As últimas investigações internacionais já identificaram oito boas razões para sorrir ou dar uma gargalhada. Está à espera de quê para soltar já uma?

1. Previne doenças

A respiração acelera, os batimentos cardíacos também, será que rir faz mesmo bem à saúde? Especialistas confirmam: após uma gargalhada a respiração torna-se mais profunda o que contribui para uma redução da tensão arterial, uma melhor oxigenação do sangue e aporte de nutrientes ao organismo.

2. Aproxima-o dos outros

O sorriso tem uma função primordial: expressar emoção e criar elos entre as pessoas. Os bebés usam-no desde logo para comunicar, e ao longo da vida, este marca a sua imagem e interfere na forma como se relaciona com os outros.

Inclusivamente quando não está a ser visto, revela um estudo da Universidade de Portsmouth, no qual os seus participantes conseguiram distinguir vários tipos de sorriso apenas pelo som da voz.

3. Estimula o cérebro

A actividade desencadeada pelo riso coloca ambos os hemisférios cerebrais em acção. Isto liberta a mente da tensão e stress psicológico e torna-a mais desperta para o que a rodeia, assim como para reter informação.

4. Rejuvenesce

O riso é uma das melhores estratégias para reduzir a ansiedade, mas funciona também como um poderoso anti-idade. Uma gargalhada frequente pode rejuvenescê-lo entre 1,7 e oito anos defendem Michael Roizen e Mehmet Oz, autores de «You - Manual de Instruções».

5 Liberta-o

Rir é vital para o ser humano, funcionando como o comando «reiniciar no computador», afirma Yoji Kimura, professor japonês que criou um aparelho para medir o riso através dos movimentos do diafragma.

E são as crianças quem ri mais livremente, com dez «Ah» por segundo, cerca do dobro do que emite um adulto.

6. Exercita o corpo

Se o sorriso se limita aos músculos da face, uma boa gargalhada fortalece outros pontos do organismo. É o caso do diafragma e da zona abdominal onde os benefícios são vastos, tanto a nível do tónus muscular como até na melhoria da digestão ou trânsito intestinal.

7. Combate o stress

O pensamento positivo é o passaporte para uma vida feliz. Como consegui-lo? Sorrindo. Além de ajudar a eliminar o stress, o sorriso «pode ajudar na recuperação da depressão.

Ver imagens positivas, como o sorriso superior, fortalece os pensamentos positivos», diz Freitas-Magalhães, psicólogo" (Vanda Oliveira).

Dia Internacional da Mulher


Nações Unidas marcam o dia com campanha para pôr fim à violência nas mulheres

"Homens e mulheres unidos para acabar com a violência contra as mulheres e as raparigas" é o tema que preside este ano ao Dia da Mulher, que se celebra este domingo, 8 de Março. O tema foi lançado em Fevereiro último pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que o descreveu como um «esforço destinado a prevenir e eliminar a violência contra as mulheres e meninas em todas as partes do mundo».

A campanha vai desenvolver-se até 2015 e pretende promover a congregação de esforços entre os governos, sociedade civil, organizações femininas, jovens, o sector privado e os “media”, para identificar e eliminar de forma definitiva a violência contra mulheres de todas as idades em todo o planeta.

No lançamento da campanha, Ban Ki-moon afrmou que «não há uma abordagem definitiva para a luta contra a violência nas mulheres. O que funciona num país pode não levar aos resultados desejados noutro. Cada nação tem de desenvolver a sua estratégia. Mas há uma verdade universal, aplicável a todos os países, culturas e comunidades: a violência contra as mulheres nunca é aceitável, nunca é desculpável, nunca é tolerável».

Entre as várias iniciativas preparadas para o Dia Internacional da Mulher, merece destaque, em termos simbólicos, uma que a Comissão Europeia lançou, com o patrocínio da Princesa Matilde da Bélgica: um concurso internacional de desenho infantil, que será subordinado ao tema da igualdade entre os sexos e convida as crianças dos países terceiros a expressar a sua visão sobre esta questão. Até agora, já participaram no concurso cerca de 60 000 crianças, entre os 8 e os 10 anos, representando 61 países de todo o mundo.

06 de Março de 2009 (in sapo).

Deixo-vos a pensar nisto...

A Grandiosidade do Homem Depende da Mulher, mas Só Enquanto não a Possui...


"O homem deve à mulher tudo quanto fez de belo, de insigne, de espantoso, porque da mulher recebeu o entusiasmo; ela é o ser que exalta. Quantos moços imberbes, tocadores de flauta, não celebraram já o tema? E quantas pastoras ingénuas não o ouviram também? Confesso a verdade quando digo que a minha alma está isenta de inveja e cheia de gratidão para com Deus; antes quero ser homem pobre de qualidades, mas homem, do que mulher - grandeza imensurável, que encontra a sua felicidade na ilusão. Vale mais ser uma realidade, que ao menos possui uma significação precisa, do que ser uma abstracção susceptível de todas as interpretações. É, pois, bem verdade: graças à mulher é que a idealidade aparece na vida; que seria do homem, sem ela? Muitos chegaram a ser génios, heróis, e outros santos, graças às mulheres que amaram; mas nenhum homem chegou a ser génio por graça da mulher com quem casou; por essa, quando muito, consegue o marido ser conselheiro de Estado; nenhum homem chegou a ser herói pela mulher que conquistou, porque essa apenas conseguiu que ele chegasse a general; nenhum homem chegou a ser poeta inspirado pela companheira de seus dias, porque essa apenas conseguiu que ele fosse pai; nenhum homem chegou a ser santo pela mulher que lhe foi destinada, porque esse viveu e morreu celibatário. Os homens que chegaram a ser génios, heróis, poetas e santos cumpriram a sua missão inspirados pelas mulheres que nunca chegaram a ser deles.

Se a idealidade da mulher fosse positivamente, e não negativamente, um factor de entusiasmo, inspiratriz seria a mulher à qual o homem, casando, se unisse para toda a vida. A realidade fala-nos, porém, outra linguagem. Quero dizer que a mulher desperta, sim, o homem para a idealidade, mas só o torna criador na relação negativa que mantém com ele. Compreendidas assim as coisas, poderá efectivamente dizer-se que a mulher é inspiradora, mas a afirmação directa não passa de um paralogismo em que só a mulher casada pode acreditar. Quem ouviu alguma vez dizer que uma mulher casada tivesse conseguido fazer do marido um poeta? A mulher inspira o homem, sim, mas durante o tempo que for vivendo até a possuir. Tal é a verdade que está escondida na ilusão da poesia e da mulher. Que o homem não possua a mulher, isso é o que pode ser entendido de várias maneiras. Ou está ainda na luta para a conquistar, e assim se disse que a donzela entusiasmou o amante a ponto de fazer dele um cavaleiro, mas nunca se ouviu dizer que um homem se tornasse valente por influência da mulher com quem casou. Ou está convencido de que nunca lhe será possível casar com ela, e assim se diz que a donzela entusiasmou e despertou a idealidade do amante que se manifestou capaz de cultivar os dons espirituais de que porventura era portador. Mas uma esposa, uma dona de casa, tem tantas coisas prosaicas com que se preocupar, que nunca desperta no marido a idealidade."


Soren Kierkegaard, in 'O Banquete' (Discurso de Vitor Eremita)

Feliz dia da Mulher!



Eu não posto a algum tempo mas como hoje ainda ninguém se lembrou de escrever isto aqui no nosso cantinho escrevo eu!!! Feliz dia a todas a Mulheres!!!! Não apenas ás meninas do blogue mas também a todas as que cada uma de nós mais estima... Ainda a todas as mulheres que aqui passam, e mesmo ás mulheres que são mães, amigas, irmãs, companheiras de todos os homens que espreitem. Um dia muito feliz para todas E Flores para vocês!!!!


Beijinhos!!!!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Síndrome de Fadiga Crónica ligada a traumas na infância


"Adultos que tenham sofrido traumas emocionais na infância parecem ser mais sujeitos a desenvolver Síndrome de Fadiga Crónica (SFC), indica um estudo publicado na revista norte-americana Archives of General Psychiatry. "O stress (na infância) combinado com outros factores de risco desencadeia provavelmente a Síndrome de Fadiga Crónica devido aos seus efeitos nos sistemas neuro-endócrino, nervoso central e imunitário", escrevem os autores do trabalho.

Mas como nem todas as pessoas submetidas a situações stressantes na infância desenvolvem esta síndrome na idade adulta, torna-se necessário compreender as diferenças na vulnerabilidade aos efeitos do stress, segundo os investigadores, entre os quais Christine Heim, da Faculdade de Medicina Emory, em Atlanta (Geórgia)

Nesse sentido, foram estudados 113 pacientes com fadiga crónica e 124 indivíduos saudáveis que serviram de grupo de controlo. Os participantes foram seleccionados entre 19.381 adultos que foram vítimas de traumatismos físicos, emocionais ou de negligência na infância. Foram submetidos a exames para saber se sofriam de depressão, ansiedade ou stress pós-traumático, e a análises para avaliar o nível da hormona cortisol na saliva.


Um baixo nível desta hormona, um córtico-esteróide segregado pelo córtex da glândula supra-renal, indicaria uma baixa da actividade do principal sistema neuro-endócrino de resposta ao stress.

Os investigadores determinaram que os traumatismos sofridos na infância estão associados a um aumento de 600 por cento do risco de desenvolveram síndrome de fadiga crónica. Concluíram também que os abusos sexuais e emocionais e o facto de terem sido vítimas de negligência na infância estão todos ligados às SFC.

Os pacientes do grupo estudado revelaram estar mais sujeitos a depressão, ansiedade e stress pós-traumático que os do grupo de controlo, e os seus níveis de cortisol eram mais baixos do que os deste grupo. "Os resultados deste estudo são essenciais para guiar as investigações tendentes a determinar alvos de tratamento para prevenir a Síndrome de Fadiga Crónica", consideram os autores.

A SFC é uma doença rara de causa desconhecida que pode afectar entre 75 e 260 pessoas por 100.000 habitantes, consoante os países, calculando-se que possam existir cerca de 15 mil doentes em Portugal, segundo dados da Myos - Associação Nacional contra a Fibromialgia e a Síndrome de Fadiga Crónica.

Envolve um conjunto bastante complexo de sintomas, sendo predominante um cansaço intenso que se pode tornar incapacitante em mais de metade dos doentes. Incide três vezes mais em mulheres do que homens e surge em todas as idades, embora seja predominantemente entre os 25 e os 45 anos." (in Ciência Hoje)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Música contra sintomas da depressão


A MUSICOTERAPIA foi mais eficaz na redução dos sintomas de depressão que psicoterapia convencional:


A musicoterapia pode reduzir os sintomas da depressão, segundo revisão sistemática publicada pela Biblioteca Cochrane, organização mundial dedicada ao estudo da eficácia de intervenções terapêuticas.

Os investigadores analisaram cinco estudos que avaliaram o uso da música no tratamento de pessoas deprimidas, dos quais quatro mostraram que o método foi mais eficaz que outras técnicas psicoterapêuticas que não usam recursos musicais.

“Embora a evidência tenha origem em estudos de pequeno porte, ela sugere que essa é uma área que merece mais investigação”, diz a arteterapeuta britânica Anna Maratos, coordenadora da pesquisa.

O interesse pela música como recurso terapêutico não é novo, mas tem crescido nos últimos anos devido a inúmeras experiências que mostram a influência benéfica da combinação de ritmos, melodias e harmonias numa série de transtornos psíquicos.

Alguns bons exemplos estão no livro mais recente do neurologista britânico Oliver Sacks, Alucinações musicais, publicado no Brasil pela Companhia das Letras.


Diferenças na resposta aos medicamento


O efeito das drogas antidepressivas costuma variar de pessoa para pessoa. De fato, em alguns pacientes, elas podem não surtir efeito algum. Incompreendida por muitos anos, a razão dessa variabilidade começa agora a ser decifrada pela genética.

Estudo publicado pela revista Neuron demonstrou que 11 variantes do gene que codifica uma proteína transportadora, no cérebro são responsáveis pela menor eficácia de medicamentos como o citalopram (vendido no Brasil como Celexa, Cipramil e Cipran, entre outros) e venlafaxina (Alenthus, Efexor, Venlaxin etc.).

Segundo os autores, os resultados ressaltam a necessidade da prescrição personalizada de drogas para depressão de acordo com o perfil genético do paciente.

“Assim evitaríamos que um paciente tome um remédio que certamente não fará efeito, o que, além de frustrante, é um desperdício”, afirma Manfred Uhr, coordenador do estudo.
(artigo retirado da net)

Pois eu também sou a favor de terapias alternativas à medicação, quando isso é de todo viável!!


Beijinhos e bom resto de dia!

P.S. - Farei outro post, mais detalhado, falando na Musicoterapia, que eu tanto aprecio!
✿fifi✿

segunda-feira, 2 de março de 2009

Síndrome de Cotard


Existem uma quantidade de síndromes considerados bizarros.Uma pesquisa do jornal australiano Sydney Morning Herald relacionou alguns dos síndromes mais estranhos que atingem o ser humano. Podem parecer loucuras (e são...), mas para cada uma dessas doenças existe um batalhão de médicos que tentam descobrir a cura. (artigo completo)
Entre esses síndromes encontra-se o síndrome de Cotard.

Síndrome de Cotard: A síndrome de Jules Cotard ou delírio niilista é uma rara desordem no qual a pessoa tem a crença de que já está morta, que não existe, que está apodrecendo e perdeu os órgãos internos. Alguns doentes inclusive chegam a perceber o cheiro de sua carne em putrefação ou sentem como os vermes os estão devorando.

Um caso famoso do síndrome Cotard descreve uma mulher que estava tão convencida de sua morte que fazia questão de vestir um sudário e dormia num caixão. Pediu para ser enterrada e como seus familiares se negaram, permaneceu em seu caixão até que faleceu algumas semanas depois. Há outro caso de um homem que depois de um grave acidente pensou que já estava morto, e quando o transladaram a sua cidade natal, na África, pensou que estavam levando-o para o inferno, pelo calor que ali fazia.

Artigos Relacionados: O Pacto com o Diabo e a Vida Eterna , e Síndrome de Cotard

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Hay que buscarse un Amante



Foto de Filipe Pombo, in olhares.com.


Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas?!".

Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais. Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"?

"Ir vivendo" é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva. "Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
"Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".





Texto: Dr. Jorge Bucay
Livro: "Hay que buscarse un Amante"

Mafalda Ribeiro =)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O que é a felicidade?


Hoje no Jornal Nacional da SIC, depois das notícias dadas, começou o tempo de antena das habituais reportagens que a mesma costuma passar, e as quais eu por vezes vejo!

Hoje o tema era este 'O que é a felicidade?', assinada por Fernanda de Oliveira Ribeiro, conta com uma sondagem SIC/Expresso, que contou às pessoas até que ponto são felizes e o que condiciona esse seu bem-estar.

A propósito deste tema aqui deixo este artigo:


Felicidade
Enigma que desde sempre inquieta a humanidade.

Segundo Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que estuda a felicidade há mais de duas décadas, conceitua a sensação de bem-estar: “É difícil dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente se sentir bem”. Nas suas pesquisas e livros sobre o tema, Gilbert mostra o que teimamos em não perceber no dia-a-dia: a felicidade não é uma sensação eterna, é um estado de êxtase, daqueles que se atingem nos momentos de extremo prazer.
Estar feliz ou triste é um ir e vir. Apesar de difíceis, os processos de infelicidade também funcionam como um momento para amadurecer, pensar e repensar as atitudes, os projectos.

Não há respostas concretas mas há pistas do que leva até ela. O filósofo grego Aristóteles afirmava, há mais de 2 mil anos, que a felicidade se atinge pelo exercício da virtude e não da posse.

Segundo o psicólogo israelita Daniel Kahneman, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, passamos a julgar a nossa felicidade não pela situação actual, mas pela perspectiva de melhorar de vida no futuro. A conclusão de Kahneman faz parte de um estudo feito nos últimos anos sobre o modo de viver dos americanos. Há meio século, o sonho de uma família de classe média era ter a casa própria, um carro na garagem e pelo menos um filho na universidade. Os dados mostram que o sonho americano se transformou em realidade. E, apesar de alcançar seus objectivos, esse povo não se considera satisfeito ou feliz.

A felicidade não é permanente porque não dá para estar bem o tempo todo. Mas também não necessita de ser uma eterna projecção.

Dicas para felicidade

• Aprenda a viver aqui e agora.
• Valorize o aspecto positivo.
• Redescubra a sua própria inocência.
• Conceda-se pequenos prazeres.
• Deixe agir o seu instinto.
• Fotografe os seus momentos felizes.
• Respire profundamente, faça exercícios e cuide da saúde
• Use a criatividade
•Deixe fluir a sua energia interior.
•Ouse


Para Reflectir:
"Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade." (Charles Chaplin)
"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros." (Confúcio)

"Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade." (Friedrich Nietzsche)

"Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá a cada pessoa tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria." (S. Brown)

"És precária e veloz, felicidade. Custas a vir, e, quando vens, não te demoras. Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo, e, para te medir, se inventaram as horas." (Cecília Meireles)

"Aprendemos que é possível ser feliz simplesmente pelo facto de estarmos vivendo." (Wilheim Schürmann)

"A felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir." (Voltaire)

"Onde estás, felicidade ?... Em tudo quanto, acabado, me faz dizer: 'Foi bom, mas tão bom que nem senti o tempo passar." (Alfredo Bosi)

"A meta da existência é encontrar felicidade, o que significa encontrar interesse." (Alexandre Sutherland Neill)

"Somos muito mais infelizes na infelicidade do que felizes na felicidade." (Armand Salacrou)

"A infelicidade pura e completa é tão impossível quanto a pura e completa alegria." (Tolstoi)

"Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau da decisão de ser feliz." (Abraham Lincoln)

"Creio que Deus nos colocou nesta vida para sermos felizes." (Baden Powell)

"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos." (Thomas Hardy)

"Felicidade é uma boa saúde e uma má memória." (Ingrid Bergman)

"A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido." (Marxwell Maltz)


Fiquem bem e tenham uma óptima noite!

fifi✿

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Perturbações da Personalidade


Personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo (caráter).

Uma perturbação de personalidade aparece quando esses traços são muito inflexíveis e desajustados, ou seja, prejudicam a adaptação do indivíduo às situações que enfrenta, causando a ele próprio, ou mais comumente aos que lhe estão próximos, sofrimento e incómodo .Geralmente esses indivíduos são pouco motivados para tratamento, uma vez que os traços de carácter pouco geram sofrimento para si mesmos, mas perturbam suas relações com outras pessoas, fazendo com que amigos e familiares aconselhem o tratamento. Geralmente aparecem no início da idade adulta e são cronificantes (permanecem pela vida toda) se não tratados.

As causas destes transtornos geralmente são múltiplas, mas relacionadas com as vivências infantis e as da adolescência do indivíduo.

Existem várias perturbações da personalidade:
  • 0 Transtorno da Personalidade Paranóide
Critérios Diagnósticos:
A. Um padrão global de desconfiança e suspeitas em relação aos outros, de modo que nas intenções são interpretadas como maldosos, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, quatro dos seguintes critérios:
(1) suspeita, sem fundamento suficiente, de estar sendo explorado, maltratado ou enganado por terceiros
(2) preocupa-se com dúvidas infundadas acerca da lealdade ou confiabilidade de amigos ou colegas
(3) reluta em confiar nos outros por um medo infundado de que essas informações possam ser maldosamente usadas contra si.
(4) Interpreta significados ocultos, de carácter humilhante ou ameaçador em observações ou acontecimentos benignos
(5) Guarda rancores persistentes, ou seja, é implacável com insultos, injúrias ou deslizes
(6) Percebe ataques a seu carácter ou reputação que não são visíveis pelos outros e reage rapidamente com raiva ou contra-ataque
(7) Tem suspeitas recorrentes, sem justificativa, quanto à fidelidade do cônjuge ou parceiro sexual

  • Transtorno da Personalidade Esquizóide
Critérios Diagnósticos:
A. Um padrão global de distanciamento das relações sociais e uma faixa restrita de expressão emocional em contextos interpessoais, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contexto, indicado por, no mínimo, quatro dos seguintes critérios:
(1) não deseja nem gosta de relacionamentos íntimos, incluindo fazer parte de uma família
(2) quase sempre opta por actividades solitárias.
(3) manifesta pouco, se algum, interesse em ter experiências sexuais com um parceiro
(4) tem prazer em poucas actividades, se alguma
(5) não tem amigos íntimos ou confidentes, outros que não parentes em primeiro grau
(6) mostra-se indiferente a elogios ou críticas
(7) demonstra frieza emocional, distanciamento ou embotamento afetivo
B. Não ocorre exclusivamente durante o curso de Esquizofrenia, Transtorno do Humor Com Características Psicóticas, outro transtorno Psicótico ou um Transtorno Global do Desenvolvimento, nem é decorrente dos efeitos fisiológicos directos de uma condição médica geral.
  • Transtorno da Personalidade Esquizotípica
Critérios Diagnósticos:
A. Um padrão global de déficits sociais e interpessoais, marcado por desconforto agudo e reduzida capacidade para relacionamentos íntimos, além de distorções cognitivas ou perceptivas e comportamento excêntrico, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) ideias de referência (excluindo delírios de referência)
(2) crenças bizarras ou pensamento mágico que influenciam o comportamento e não estão de acordo com as normas da subcultura do indivíduo (p. ex., superstições, crença em clarividência, telepatia ou ¨sexto sentido¨, em crianças e adolescentes, fantasias e preocupações bizarras)
(3) experiências perceptivas incomuns, incluindo ilusões somáticas
(4) pensamento e discurso bizarros (p. ex., vago, circunstancial, metafórico, supernóstico ou estereotipado)
(5) desconfiança ou ideação paranóide
(6) afecto inadequado ou constrito
(7) aparência u comportamento esquisito, peculiar ou excêntrico
(8) não tem amgos íntimos ou cofidentes, excepto parentes em primeiro grau
(9) ansiedade social excessiva que não diminui com a familiaridade e tende a estar associada com temores paranóides, em vez de julgamentos negativos acerca de si próprio
  • Transtorno da Personalidade Anti-Social
Critérios Diagnósticos:
A. Um padrão global de desrespeito e violação dos direitos alheios, que ocorre desde os 15 anos, indicado por, no mínimo, três dos seguintes critérios:
(1) incapacidade de adequar-se às normas sociais com relação a comportamentos lícitos, indicada pela execução repetida de actos que constituem motivo de detenção
(2) propensão para enganar, indicada por mentir repetidamente, usar nomes falsos ou ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer
(3) impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro
(4) irritabilidade e agressividade, indicadas por repetidas lutas corporais ou agressões físicas
(5) desrespeito irresponsável pela segurança própria ou alheia
(6) irresponsabilidade consistente, indicada por um repetido fracasso em manter um comportamento laboral consistente ou de honrar obrigações financeiras
(7) ausência de remorso, indicada por indiferença ou racionalização por ter ferido, maltratado ou roubado alguém
B. O indivíduo tem no mínimo 18 anos de idade
C. Existem evidências de Transtorno da Conduta com início antes dos 15 anos de idade.
  • Transtorno da Personalidade Borderline
Critérios Diagnósticos:
Um padrão global de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, da auto-imagem e dos afetcos e acentuada impulsividade, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) esforços frenéticos no sentido de evitar um abandono real ou imaginário. Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5.
(2) Um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização
(3) Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self
(4) Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (p. ex., gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, condução imprudente, comer compulsivo). Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5.
(5) Recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automulilante
(6) Instabilidade afectiva devido a uma acentuada reactividade do humor (p. ex., episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade geralmente durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias)
(7) Sentimentos crónicos de vazio
(8) Raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (p. ex., demonstrações frequentes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes)
(9) Ideação paranóide transitória e relacionada ao stress ou graves sintomas dissociativos.
  • Transtorno da Personalidade Histriônica
Critérios Diagnósticos
Um padrão global de excessiva emotividade e busca de atenção, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) desconforto em situações nas quais não é o centro das atenções
(2) a interacção com os outros frequentemente se caracteriza por um comportamento inadequado, sexualmente provocante ou sedutor
(3) mudanças rápidas e superficialidade na expressão das emoções
(4) constante utilização da aparência física para chamar a atenção sobre si próprio
(5) estilo de discurso excessivamente impressionista e carente de detalhes
(6) dramaticidade, teatralidade e expressão emocional exagerada
(7) sugestionabilidade, ou seja, é facilmente influenciado pelos outros ou pelas circunstâncias
(8) considerarr os relacionamentos mais íntimos do que realmente são.
  • Transtorno da Personalidade Narcisista
Critérios Diagnósticos:
Um padrão global de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) sentimento grandioso acerca da própria importância (p. ex., exagera realizações e talentos, espera ser reconhecido como superior sem realizações à altura)
(2) preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza ou amor ideal
(3) crença de ser ¨especial¨ e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas (ou instituições) especiais ou de condição elevada.
(4) Exigência de admiração excessiva
(5) Presunção, ou seja, possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às suas expectativas
(6) É explorador em relacionamentos interpessoais, isto é, tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetcivos
(7) Ausência de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias
(8) Frequentemente sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia
(9) Comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.
  • Transtorno da Personalidade Esquiva
Um padrão global de inibição social, sentimentos de inadequação e hipersensibilidade à avaliação negativa, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, quatro dos seguintes critérios:
(1) evita actividades ocupacionais que envolvam contacto interpessoal significativo por medo de críticas, desaprovação ou rejeição
(2) reluta a envolver-se, a menos que tenha certeza da estima da pessoa
(3) mostra-se reservado em relacionamentos íntimos, em razão do medo de passar vergonha ou ser ridicularizado
(4) preocupação com críticas ou rejeição em situações sociais
(5) inibição em novas situações interpessoais, em virtude de sentimentos de inadequação
(6) vê a si mesmo como socialmente inepto, sem atractivos pessoais, ou inferior
(7) extraordinariamente reticente em assumir riscos pessoais ou envolver-se em quaisquer novas atividades, porque estas poderiam provocar vergonha.
  • Transtorno da Personalidade Dependente
Critérios Diagnóstico:
Uma necessidade global e excessiva de ser cuidado, que leva a um comportamento submisso e aderente e a temores de separação, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, cinco dos seguintes critérios:
(1) dificuldade em tomar decisões do dia-a-dia sem uma quantidade excessiva de conselhos e reasseguramento da parte de outras pessoas
(2) necessidade de que os outros assumam a responsabilidade pelas principais áreas de sua vida
(3) dificuldade em expressar discordância de outros, pelo medo de perder apoio ou aprovação. Nota: Não incluir temores realistas de retaliação.
(4) Dificuldade em iniciar projectos ou fazer coisas por conta própria (em vista de uma falta de autoconfiança em seu julgamento ou capacidades, não por falta de motivação ou energia)
(5) Vai a extremos para obter carinho e apoio, a ponto de oferecer-se para fazer coisas desagradáveis
(6) Sente desconforto ou desamparo quando só, em razão de temores exagerados de ser incapaz de cuidar de si próprio
(7) Busca urgentemente um novo relacionamento como fonte de carinho e amparo, quando um relacionamento íntimo é rompido
(8) Preocupação irrealista com temores de ser abandonado à própria sorte.
  • Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva
Critérios Diagnóstico:
Um padrão global de preocupação com organização, perfeccionismo e controle mental e interpessoal, à custa de flexibilidade, abertura e eficiência, que se manifesta no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, indicado por, no mínimo, quatro dos seguintes critérios:
(1) preocupação tão extensa com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou horários, que o alvo principal da actividade é perdido
(2) perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas (p. ex., é incapaz de completar um projecto porque não consegue atingir seus próprios padrões demasiadamente rígidos)
(3) devotamento excessivo ao trabalho e à produtividade, em detrimento de actividades de lazer e amizades (não explicado por uma óbvia necessidade económica)
(4) excessiva conscienciosidade, escrúpulos e inflexibilidade em questões de moralidade, ética ou valores (não explicados por identificação cultural ou religiosa)
(5) incapacidade de desfazer-se de objectos usados ou inúteis, mesmo quando não têm valor sentimental
(6) relutância em delegar tarefas ou trabalhar em conjunto com outras pessoas, a menos que estas se submetam a seu modo exacto de fazer as coisas
(7) adopção de um estilo miserável quanto à gastos pessoais e com outras pessoas; o dinheiro é visto como algo que deve ser reservado para catástrofes futuras
(8) rigidez e teimosia. (in DSMIV)




















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