Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Transtorno da Personalidade Borderline


A melhor descrição da Personalidade Borderline no DSM.IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais) da Associação Norte-Americana de Psiquiatria. Pelo DSM.IV vê-se que a característica essencial do Transtorno da Personalidade Borderline é um padrão comportamental de instabilidade nos relacionamentos interpessoais, na auto-imagem e nos afectos. Há uma acentuada impulsividade, a qual começa no início da idade adulta e persiste indefinidamente.

Patologicamente podemos dizer que a pessoa portadora de Personalidade Borderline, embora seja bem menos perturbada que os psicóticos, são muito mais complexas que os neuróticos, embora não apresentem deformações de carácter típicas das personalidades sociopáticas. Na realidade, o Borderline tem uma séria limitação para usufruir as disponibilidades de opcção emocional diante dos estímulos do quotidiano e, por causa disso, pequenos stressores são capazes de enfurecê-lo.

São indivíduos sujeitos a acessos de ira e verdadeiros ataques de fúria ou de mau génio, em completa inadequação ao estímulo desencadeante. Essas crises de fúria e agressividade acontecem de forma inesperada, intempestivamente e, habitualmente, tem por alvo pessoas do convívio mais íntimo, como os pais, irmãos, familiares, amigos, namoradas, cônjuges, etc.

Embora o Borderline mantenha condutas até bastante adequadas em grande número de situações, ele tropeça escandalosamente em certas situações triviais e simples. O limiar de tolerância às frustrações é extremamente susceptível nessas pessoas.

Este curto-circuito agressivo expresso pelo Borderline, sob forma de crise, pode desempenhar várias funções psicodinâmicas, como por exemplo, aliviar o excedente de tensão interna, impedir maior conflito e frustração, ressaltar a presença do paciente, ainda que de forma desagradável e ineficaz, melhorar a auto-afirmação, obrigar o ambiente a reconhecer sua importância, ainda que para se lhe opor ou confrontar.

O Borderline também está sujeito a exuberantes manifestações de instabilidade afectiva, oscilando bruscamente entre emoções como o amor e ódio, entre a indiferença ou apatia e o entusiasmo exagerado, alegria efusiva e tristeza profunda. A vida conjugal com essas pessoas pode ser muito problemática, pois, ao mesmo tempo em que se apegam ao outro e se confessam dependentes e carentes desse outro, de repente, são capazes de maltratá-lo cruelmente.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline esforçam-se freneticamente para evitarem um abandono, seja um abandono real ou imaginado. A perspectiva da separação, perda ou rejeição podem ocasionar profundas alterações na auto-imagem, afecto, cognição e no comportamento. O Borderline vive exigindo apoio, afecto e amor continuadamente. Sem isso, aflora o temor à solidão ou a incapacidade de ficar só, em presença de si mesmo.

Esses indivíduos são muito sensíveis às circunstâncias ambientais e o intenso temor de abandono, mesmo diante de uma separação exigida pelo quotidiano e por tempo limitado, são muito mal vivenciadas pelo Borderline. Esse medo do abandono está relacionado a uma grande intolerância à solidão e à necessidade de ter outras pessoas consigo. Seus esforços frenéticos para evitar o abandono podem incluir acções impulsivas, tais como comportamentos de auto-mutilação ou ameaças de suicídio.

A tendência a alguma forma de adição, como o álcool, remédios, drogas, ou mesmo o trabalho desenfreado, o sexo insistentemente perseguido, o desporto, alguma crença, etc., reflectem uma busca desenfreada de "um algo mais" que lhe complete e lhe dê sossego.

Segundo Marco Aurélio Baggio, quem melhor descreve o Ego desses pacientes, os Borderlines são pouco capazes de se empenharem numa tarefa com persistência e acuidade. Desistem do esforço e circulam em torno daquilo que é preciso fazer mas não fazem. Em relação ao contacto inter-pessoal, eles têm uma tendência a atacar o outro do qual dependem, como forma de camuflar a grande necessidades de dependência. São habilidosos em estimular o outro a lhes propiciar aquilo que precisam, mas recebem tudo o que lhe fazem como quem nada deve.

A personalidade do Borderline é uma peça de teatro onde os actores coadjuvantes estão sempre esperando ele, o actor principal. Trata-se de um ego que não tolera o vazio, a separação, a ausência, não sabe superar com equilíbrio os conflitos.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline têm um padrão de relacionamentos instável e, ao mesmo tempo, intenso. Na vida a dois, eles podem desenvolver intenções de protectores ou amantes já no primeiro ou no segundo encontro, exigir que passem muito tempo juntos e compartilhem detalhes extremamente íntimos ainda na fase inicial de um relacionamento. Essas pessoas podem sentir empatia e carinho por outras pessoas, entretanto, tais sentimentos são frutos exclusivos da expectativa de que a outra pessoa estará lá para atender suas próprias necessidades de apoio, carinho e atenção.

Pode haver no Borderline, uma rápida passagem da idealização elogiosa para sentimentos de desvalorização, por achar que a outra pessoa não se importa o suficiente com ele, não dá o bastante de si, não se mobiliza o suficiente. Portanto, são insaciáveis em termos de atenção. Eles são inclinados a mudanças súbitas em suas opiniões sobre os outros.

A inconstância do Borderline se observa também em relação ao juízo que tem de si mesmo e de sua vida. Ele pode ter súbitas mudanças de opiniões e planos acerca de sua carreira, sua identidade sexual, seus valores e mesmo sobre os tipos de amigo ideal.

Os indivíduos com este transtorno exibem impulsividade em áreas potencialmente prejudiciais para si próprios, tais como nos desportos, nos jogos de azar, no consumo de tabaco, álcool, drogas, etc. Eles podem jogar, fazer gastos irresponsáveis, comer em excesso, abusar de substâncias, engajar-se em sexo inseguro ou conduzir de forma imprudente. As pessoas com Transtorno da Personalidade Borderline podem apresentar comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou comportamento auto-mutilante.

O suicídio completado costuma ocorrer em 8 a 10% desses indivíduos impulsivos, e os actos de auto-mutilação também impulsivos, como por exemplo, cortes ou queimaduras também são comuns. Esses actos auto-destrutivos geralmente são precipitados por ameaças de separação ou rejeição, por expectativas de que assumam maiores responsabilidades ou mesmo por frustrações banais.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline podem apresentar instabilidade afectiva, devido a uma acentuada reatividade do humor, como por exemplo, euforia ou depressão (disforia) episódica, irritabilidade ou ansiedade, em geral durando apenas algumas horas. O humor disfórico (euforia ou depressão) dos indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline muitas vezes é acompanhado por períodos de raiva, pânico ou desespero.

Essas pessoas ficam facilmente entediadas, não aceitam bem a constância ou mesmo a serenidade, e podem estar sempre procurando algo para fazer. Os sentimentos agressivos dessas pessoas não costumam ser dissimulados e eles frequentemente expressam raiva intensa e inadequada ou têm dificuldade para controlar essa raiva. Eles podem exibir extremo sarcasmo, persistente amargura ou explosões verbais. Por outro lado, essas expressões de raiva frequentemente são seguidas de vergonha e culpa e contribuem para o sentimento de baixa auto-estima.

[in, DSM IV]

50 comentários:

  1. Artigo muito interessante! Desconhecia este tipo de transtorno. pergunto: Como se pode ultrapassar um transtorno dessa natureza? Tem cura? Terapia apenas resulta?

    Fiquei mesmo curiosa acerca do assunto. Aliás, tudo o que tem a ver com psicologia!

    Parabéns pelo artigo!

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  2. foi-me diagnosticado este transtorno e quero partilhar a minha experiência para melhorar a qualidade de vida que fica impossível de viver ...este e outros transtornos são mais frequentes do que se pode pensar e em diferentes graus, uma significativa percentagem da população sofre deles. São tratáveis com ajuda médica especializada e com muito bons resultados na qualidade de vida da pessoa afectada. Em Portugal, só recentemente começaram a ser considerados e o CADin (cascais, Lisboa) é um Centro de diagnóstico e terapêutica, pioneiro em Potugal e ao nível dos melhores do Mundo neste tipo de transtornos com Médicos Neurologistas, Psiquiatras, Psicólogos e outros terapeutas. O seu Director Cientifico Prof. Dr. Carlos Filipe é um especialista neste tipo de transtornos em adultos. Sugiro dois livros que me foram indicados no CADin e que ajudam a compreender este tipo de transtornos: "Mal-ententidos" do Dr. Nuno Lobo Antunes (Ed. Verso da Kapa)e "PHDA em Adultos" da Dr. Sandra Kooij traduzido pelo Prof. Carlos Filipe (Ed. Coisas de ler)

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  3. Eu a estudar psicopatologia e dou com um blog sobre psicologia, a falar de transtornos de personalidade... Há coisas fantásticas não há? =)

    Parabéns por mostrarem um pouco da psicologia ao mundo*

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  4. Obrigada Kitty!

    Bem mais completo do que já tinha lido acerca.

    = )

    Formiguita Bipolar

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  5. Formiguita:

    É um transtorno bem complicado este. Se precisares de mais alguma coisa, não hesites!;)

    BJS*

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  6. Oi!
    Um transtorno muito frequente no distúrbio bipolar.
    bjs,
    Jorge

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  7. Anónimo é tratável, mas viver continua um inferno na mesma. Resta ter fé que um dia a medicina evolua e que eu esteja viva para sentir isso.

    Ainda bem que encontraste pessoas que te estão a ajudar.

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  8. O pior será mesmo conviver com alguém assim, imagino a dor de quem sofre... Mas não discrimino quem tem este distúrbio mas, não tendo a consciência de que necessita URGENTEMENTE de se tratar... Valha-me Deus.

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  9. Não tenho a certeza, mas penso que convivo com uma pessoa amiga com essa perturbação. Não consigo antever minimamente qual será a reacção ao que digo ou faço e tanto está próximo como procura um afastamento, evitando o contacto. O tratamento deve ser feito pelos médicos, psicólogos. Mas fica uma questão, como é que uma pessoa deve lidar com um borderline? Começo a ficar demasiado cansada.

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  10. uma pessoa pode ser diagnosticada como Borderline ,sem compulsividade por sexo, sem histórico de jogos, de mudança de humor repentina, sem gastos irresponsáveis, sem comer em excesso, com sexo apenas com a esposa, com casamento estável há 29 anos, afetuoso ,30 anos no mesmo emprego, amigos de mais de 20 anos,'so porque tenta suicídio se a esposa ameaça deixá-lo? Apenas esse sintoma é suficiente ou pode haver diagnóstico errado?Ação Judicial por sobrinhos, que desistiram da ação, mas o MP prosseguiu em função do laudo de um perrito tendencioso.

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  11. Se alguem puder ajudar diga por onde devo comecar, psiquiatria ou neuropediatria dado tratar-se de um adolescente.

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  12. um comentario para o que disse The Allure House:
    EU CONVIVI 1 ano e meio com uma garota borderline. faz pouco mais de 1 mes que ela terminou o nosso relacionmento sem MOTIVO ALGUM (evidentemente por ser uma borderline)UMA BORDERLINE EM UMA DAS SUAS PIORES FASES (CISÃO) IMAGINA QUE VAI SER ABANDONADA. DISSE "IMAGINA" PORQUE FOI EXATAMENTE ISSO QUE OCORREU. É MUITO DIFICIL CONVIVER COM UMA BORDERLINE. MAS NO MEU CASO "ACHO QUE VALHE A PENA" POR EU A A M O MUITO. E QUERO , E VOU AJUDA-LA. MESMO ESTANDO LONGE DELA. NÃO PODEMOS NOS OMITIR EM UMA HORA DESSAS. ALEM DE EU AMA-LA MUITO , ELA É UM SER HUMANO COMO EU. E "NÃO TEM CULPA" DE SER ASSIM. ISSO VEM DE TRAUMAS DA INFANCIA. FIZ UM LONGO "DOSSIE" SOBRE ESSE TERRIVEL TRANSTORNO. SEI MUITO BEM DO QUE ESTOU FALANDO. SOFRO MUITO COM SUA FALTA, E SEI QUE ELA SABENDO OU NÃO QUE É UMA BORDERLINE "SOFRE COM ESSE TRANSTORNO TAMBEM" É TERRIVEL O TRANSTORNO MENTAL QUE CAUSA A UMA BORDERLINE. GOSTARIA DE TROCAR EXPERIENCIAS E IDEIAS COM OUTRAS PESSOAS QUE CONVIVEM COM UM OU UMA BORDERLINE. SE VC AMA UMA (UM) BORDERLINE, AJUDE-O. VALE A PENA.

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  13. Anónimo de dia 27 de Março...
    Estando na área,o conselho mais acertado para uma perturbação da personalidade será a consulta de um psicólogo, este deverá fazer uma avaliação a fim de diagnosticar o problema, ou seja averiguar se se trata de um borderline, já que este tipo de personalidade revela-se no final da adolescência começa da idade adulta.
    Ser for positivo deverá então prosseguir-se o inicio de psicoterapia.
    O psicólogo deverá, se necessário encaminhá-lo para um psiquiatra se a pessoa em questão estiver com uma depressão (proporcionada pelo sentimento de vazio constante que estas pessoas sentem) a fim de receitar um anti-depressivo, que pode melhorar o estado de humor.
    A escolha de um psiquiatra ou de um neurologista será mais indicada para uma perturbação mental, atenção que borderline é uma perturbação da personalidade e não perturbação mental.
    É também aconselhável que os pais do adolescente, ou os cuidadores, aprendam a "lidar" com ele, saberem ajudá-lo, visto serem pessoas muito sensíveis e susceptíveis de incursar em comportamentos do tipo desviantes, agravando as tendências desviantes naturais e características da fase da adolescência.
    Porém parte do borderline tentar mudar, ele tem que ter muita força, porque para ele cada dia que passa é uma batalha, não é viver, é sobreviver. Atenção que a ajuda e o apoio dos pais não deverá ser do tipo permissiva nem autoritária, mas sim democrática, e que o adolescente sinta que existem limites, mas que também tem poder para negociar a fim de realizar os seus desejos. Para que não se sintam nem pressionados nem demasiado à vontade, porque de uma maneira ou de outra, iriam sempre atirar as culpas para cima dos outros. Ele tem que se sentir responsável q.b., mas tb não responsável por coisas que estão fora do seu alcance.
    Podia continuar aqui escrever texto sem fim, pois são pessoas complicadas. O melhor é a escolha acertada do psicólogo, especialista neste tipo de personalidade, pois existem muitos psicólogos que não gostam de tratar estas pessoas, pois, repetindo, elas são muito complicadas!
    Espero ter ajudado. Cumprimentos e boa sorte!!

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  14. É muito complexo este assunto e exige atenção. Eu acredito ser portadora desta terrível transtorno, meu histórico é dramático, mas, depois, que eu conheci um ANJO em 2007, minha vida mudou. Só que infelizmente eu tive várias crises neste relacionamento com esta pessoa, hoje, ele decidiu definitivamente que não quer mais viver comigo, pois, não quer sofrer, estávamos namorando à distância, e tinhamos planos de daqui há 4 anos ficarmos juntos, depois, da minha recuperação, mas, ele desistiu de mim. Detalhe, moramos juntos por 2 anos, mas, nossa vida foi caótica, triste, insuportável, mas, ele me ama, só que tem medo do futuro ao meu lado.
    Eu amo ele, e não vou desistir, eu acredito que posso ficar bem e viver saudavelmente.

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  15. Ola a todos e bem hajam pela discussao. escrevo para pedir ajuda num momento dificil. ha um ano foi me diagnosticado depressao e ansiedade juntamente com POC. iniciei tratamento, testei varios medicamentos, tentei suicidio, fui internado compulsivamente e nunca consegui ficar melhor. vivi 33 anos exemplarmente cheio de sucessos (escolares, profissionais, sociais, etc) e embora sentisse latente o medo e as leituras erroneas de potencial rejeicao sempre as controlei e nunca. desta vez deixou de ser possivel. apos terapia continuada e sem sucesso os meus terapeutas, nos EUA, aventaram um dia a hipotese de borderline personality. investiguei sozinho, porque o meu objectivo e voltar a ser dono da minha vida, e descobri que preencho em larga escala os sintomas definidos para o diagnostico da perturbaçao mas continuo, desta vez em portugal, a realizae terapia para o que penso serem as consequencias e nao as causas. a minha questao é onde encontrar em Portugal especialistas e equipas a investigar especificamente sbr este problema? agradeço toda a ajuda que me permita encontrar o meu futuro.

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  16. Ola ! eu convivo com uma bordeline a 6 anos, nao e nada facil, mais eu a amo muito, por isso gostaria de trocar esperiencias com pessoas q tambem conviven com mulheres bordeline.
    gregory2000br@yahoo.com.br

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  17. Boa tarde, tenho uma mãe com esse problema, mas ela não aceita qualquer tipo de terapia, na cabeça dela as filhas é que são erradas.
    Tem dias que ela esta pior, é impossível ter uma opínião diferente da dela, é como se tivessemos que concordar com tudo, mas me disseram que isso é pior, temos que confrontar na medida do possível.
    P euma coisa muito louca, eles não sabem o que é respeito e a vida tem que girar em torno deles.]Um abraço a todos.

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  18. Olá Anónimo de 14 de Junho de 2010 03:24! O meu marido também possui o Transtorno de Personalidade Borderline e, estou exactamente como o Senhor em cada pormenor e detalhe que descreveu.
    Gostava imenso de poder falar consigo e trocar conhecimento desta patologia pois tal como o senhor também pesquisei imenso para melhor poder entender o meu amado marido! Conversar consigo sobre como está a abordar a reaproximação da pessoa que ama e se está a funcionar e como estou a tentar ajudar o meu, creio, poderá ser de ajuda para ambos...
    poder partilhar quais as abordagens que comigo têm surtido pior e melhor efeito, enfim, os insucessos e os sucessos!
    Pode contactar-me para o meu e-mail mcfernandes74@gmail.com ? Aguardo com expectativa uma resposta sua!

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  19. Resposta a anónimo de 10 de Janeiro de 2010 07:55!
    Será que poderia entrar em contacto comigo para o meu e-mail mcfernandes74@gmail.com?
    Tenho o meu marido com o mesmo tipo de Transtorno de Personalidade.Não é fácil,sei que sofrem imenso, mas NÃO DESISTA! E é muito bom ver a sua disposição de partilhar a sua experiência de modo a poder ajudar outros. Gostaria de falar consigo sobre os especialistas que está a consultar e que pudesse partilhar comigo a sua experiência, o grau de dor/sofrimento que sente porque preciso desesperadamente de ajudar o meu querido marido e sinto sempre que por mais que me documente nunca chegarei a ter a mesma sensibilidade para o entender como se falar com alguém que sofre da mesma patologia! Às vezes gostava de viver por um dia isto para poder sentir o que vocês sentem de modo a poder ajudá-lo melhor pois ele sempre me diz que "EU NUNCA PODEREI IMAGINAR O GRAU DE SOFRIMENTO PELO QUAL ELE PASSA NEM O TAMANHO DA DOR INERENTE A ESTE TRANSTORNO"... É assim que também se sente?! Obrigada!

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  20. O meu namorado tem transtorno bipolar, ele faz tratamento com psiquiatra e psicólogo!! Os tratamentos com o psiquiatra e a psicoterapia são de extrema importância, acompanho o tratamento de perto, as crise q ele tem, posso imaginar o qnto seja sofrido n só p ele mais tbm para as pessoas q possuem esse tipo de transtorno, porém estou sempre do lado dele, infelizmente muitas pessoas da familia dele, não entendem, acham q tem cura, q vai passar logo, não querem saber sobre o assunto, não querem falar sobre, ele sofre muito com toda essa situação, estou sempre do seu lado lhe dando apóio , lhe ouvindo, ameniza o seu sofrimento e ele se sente além de amado por mim, se sente tbm estimulado a não desistir nunca dos seus sonhos!! AOS QUE QUISEREM OU SENTIREM NECESSIDADE DE CONVERSAR, DESABAFAR SOBRE O ASSUNTO, QUALQUER COISA, ESTOU DISPOSTA A AJUDAR SEJA DE QUAL MANEIRA FOR! Meu email: carinhosa04_slz@hotmail.com Fiquem com Deus!! Bjos.

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  21. Eu sou borderline. Quando me dignosticaram a uns 4 meses fiquei chocada. Estou em terapia a 1 ano e tenho melhorado muito. Mas é uma luta constante consigo mesma, contra seus sentimentos, emoções, pensamentos e interpretações...As pessoas ao nosso redor muitas vezes não entendem, pq aparentemente não apresentemos grandes problemas. Mas isso é pq elas não veem o nosso interior. Se alguem quiser conversar me manda e-mail juliana.dias@live.com.pt

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  22. Olá. Eu sou Borderline. Este transtorno foi-me diagnosticado pela minha psiquiatra, com a qual eu tenho feito terapia de grupo há 7/8 anos. Além da terapia de grupo, tomo também um estabilizador de humor.Existem momentos que deve ser terrível viver connosco, mas, há o outro lado da moeda...também proporcionamos momentos muito bons, pois fazemos coisas de tal maneira singulares que quando incluidas dentro da "normalidade" proporcionam momentos de intensa felicidade para quem está do nosso lado.
    já todos sabem o que é este transtorno...mas quero dizer-vos uma coisa, é horrivel para mim conviver com esta doença, é uma angustia tão grande, um vazio tão profundo, que só mesmo recorrendo a ansioliticos, alcool, sexo é que por vezes conseguimos abstrairnos desde tão profundo medo que sentimos. O medo que eu sinto é da perda, mas perda por doença, por morte. Daí esta angustia permanente com medo k alguém morra.Estou estável há bastante tempo, sem impulsos e a viver uma vida normal. Apesar desta doença, não somos de maneira nenhuma incapazes do que quer que seja. Sou economista, casada, tenho uma filha...e tento todos os dias evitar "escorregar" nos impulsos. Um conselho a outros doentes: terapia, estabilizadores de humor, viver um dia de cada vez e saber o + possível sobre este transtorno para que possamos detectar os impulsos e evita-los.

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  23. oi. gostaria de trocar impressoes com uma pessoa que tenha um relacionamento com um Borderline. gosto muito de um rapaz que sofre deste transtorno,já vivi situações muito complicadas com ele, neste momento estamos separados, mas quero e preciso ajuda lo. gosto demasiado dele para abandona lo. por favor ajudem me a ajuda lo. o meu email Angelaloureiro1984@hotmail.com.obrigada

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  24. Triste realmente...

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  25. Eu padeço dese mal. Me diagnostiquei Borderline e posso dizer: é sofrivél.....tô quase perdendo a mulher que eu amo. Li o comentário da kel e queria que minha namorada, ou ex ainda não sei, tivesse um procedimento como o dela. Mas tenho medo de falar sobre tal assunto com ela exatamente pela possibilidade de aí sim ela nunca mais querer me ver.

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  26. Olá...
    meu namorado(q vivemos praticamente como casados), é uma pessoa maravilhosa, doce, companheira..até q o algo o contrarie, com a convivencia pude perceber q ele não era normal, pois facilmente pega raiva das pessoas, e se acha perfeito em tudo...
    lendo sobre o assunto, descobri q ele pode ser um bordeline, ele se encaixa em quase todos os sintomas, menos em tentaivas de suicidios, q neste ponto ele é bem resolvido.
    Mostrei todo o material q coletei para ele...q se assustou ao ler, e perceber q tudo aquilo era mto parecido com ele...E, graças a deus vai procurar ajuda.
    Espero q de tudo certo, pq o amo mto, mas não sei até onde vai minha paciencia, pq uma hora é a pessoas melhor do mundo e de repente a mais insuportavel..
    Se puderem me mandar mais informações, agradeço...e gostaria de conversar com outras pessoas q tem relacionamento com pareceiros acometidos por esta doença, pq eu tb preciso de ajuda para saber como lidar com ele...
    obrigada
    Elizabete betegc@hotmail.com

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  27. Olá! Tenho um filho com esta doênça, está detido há já dois anos, por agessões aos pais, trafico, roubo Etc. è extremamente agressivo até dento da cadeia. Quando sair não pode viver comigo, pois estou sempre com medo. Não aceita tratamento e faz consumo de estupefacientes. A minha vida tem sido um verdadeiro inferno desde que ele tinha 14 anos, e já tem 23. O que vai ser de mim e ele? o que poderei fazer?

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  28. Hi, there ! My girlfriend' a borderline. I've spent a few years trying to figure out the best way to cope with everything about and around her personality.
    I found this book "Stop walking on eggshells" by Paul T. Mason and Randi Kreger. It's a good book as it helps us to change the way we look at and deal with loved one sufferring from borderline personality disorder. It's been a great help for me as a non-bpd.
    There's a portuguese version available for download on www.scrib.com

    P.S. Sorry for writing in english. My portuguese is really poor :) Cheers !

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  29. Olá amigos,
    Diagnosticaram-me esta patologia há pouco mais de 1 ano. Já percorri vários psiquiatras, mas desisto sempre de os consultar uma segunda vez. Foi-me diagnosticada por um médico cirurgião. Já perdi a conta às vezes que mudei de emprego. De namorados, também. Penso sempre que "desta vez é que vai ser", quando conheço alguém interessante, mas perco também o interesse rapidamente. Apaixono-me muito rapidamente, mas, se verifico que a outra pessoa não sente o mesmo por mim, desisto de manter o relacionamento. A sensação que tenho é que sou viciada pelo sentimento desencadeado pela paixão. É por isso que sou instável, visto que a estabilidade mata esse sentimento. Sofro horrores por causa da minha instabilidade, mas estranhamente não consigo viver sem ela. Vicia-me. A idéia do suicício por vezes é tão intensa, que tenho medo que um dia não lhe consiga mais escapar. É a fuga possível para o inferno em que vivo.

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  30. Hoje percebo que minha mãe era borderline, com crises de agressividade, violência, chantagem emocional, tentativas de suicídio, auto-mutilação, discussões noturnas diárias com o meu pai, dependência de calmantes e remédios. Estava sempre querendo e exigindo mais e mais, nunca nada foi suficiente para ela.
    Num momento de fúria tudo virava arma em suas mãos: uma frase dita há 02 semanas, um segredo contado em particular, uma faca, um copo. Tudo na frente dos filhos. Ela nunca teve discernimento para esperar o momento certo de conversar.
    Meu pai sofreu a vida inteira por causa dessa doença, sendo acusado diariamente por tudo o que acontecia (e pelo que não acontecia tb). Nós, filhos, também sofremos abusos emocionais, acusações, abandono, falta de atenção. Ninguém importava mais do que ela. Qdo adolescente, cansei de fazer curativos em minha mãe que aparecia sempre com cortes e queimaduras nas mãos e braços. Criança, ainda, cansei de ver minha mãe pendurada na sacada do prédio dizendo que ia se matar. Cansei de vê-la com uma faca na mão dizendo que iria matar o meu pai. Cansei de vê-la indo embora em noites de chuva, saindo pela porta e dizendo que nunca mais voltaria. Cansei de ouvi-la dizer que não queria ninguém de nós chorando sobre seu caixão quando morresse, pois quando isso acontecesse nós seríamos os culpados. Já vi minha mãe caída na escada, com uma poça de sangue ao lado, saindo de sua cabeça.
    É uma doença que deixa marcas eternas em uma família, e até hoje eu penso como conseguimos sobreviver a isso e chegar até aqui. Infelizmente meus irmãos tem muita mágoa de minha mãe. E eu também. Porém hoje percebo que muito do que ela fez foi por causa da doença, e se fosse hoje, conhecendo essa patologia, com certeza reagiríamos diferente. Infelizmente meu pai morreu antes de saber disso, com um câncer no fígado, provavelmente por ter somatizado tanto sofrimento a vida inteira.
    Graças a Deus ou a um milagre, hoje minha mãe está bem melhor, tem menos crises, é uma outra pessoa. Sua mudança é inacreditável, acredito que por conta dos medicamentos anti-depressivos que ela toma (receitados pela cardiologista). Porém, ela nunca foi efetivamente diagnosticada como borderline, nunca procurou um psicólogo ou psiquiatra que diagnosticasse isso. Eu mesma cheguei a essa conclusão (borderline), de tanto pesquisar textos de psicologia e psiquiatria, procurando uma resposta para tanto sofrimento que passamos. E também para ajudar minha irmã, pois vejo seu sofrimento e não consigo ficar parada sem ajudá-la.

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    1. Poxa... você conseguiu escrever exatamente o que passei e ainda passo com minha mãe. É tão parecido que cheguei a pensar por um momento que essa história era a minha! Não é fácil para quem tem o transtorno de personalidade borderline mas acho que é igualmente difícil para os filhos e cônjuges...

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  31. Hoje vejo que a minha irmã apresenta as mesmas características desse transtorno, porém expressa de maneira diferente. É agressiva, despreparada para enfrentar situações que para outros seriam normais como uma entrevista de emprego, ou uma dificuldade financeira, tem reações exageradas quando é contrariada. É extremamente indecisa, seja para comprar uma roupa, para decidir uma viagem, para qualquer que seja a decisão a ser tomada. Já fez 03 cursos superiores em áreas distintas, abandonou um quarto curso, já fez mestrado, estágio no exterior, e não consegue se definir ou se aprofundar em nenhuma das profissões. Já recebeu uma proposta de emprego quando estava fora do país, mas recusou porque a "proposta" não era boa o suficiente. Já recusou procurar emprego porque os anúncios do jornal nunca traziam nada interessante, nada que valesse a pena. Encontra um milhão de justificativas, se necessário, quando é questionada: "O emprego não é bom", "não vou passar 6h em pé para ganhar só isso", "não tem como conseguir emprego de meio período nessa área", "o local é muito longe de casa", "não posso trabalhar nessa cidade", "não tenho qualificação para esse cargo", "não tenho dinheiro para a condução", "aquela região onde há uma vaga é muito perigosa nesse horário"... Desiste fácil dos obstáculos, não chega nem a tentar. É excessivamente tímida fora de casa, mas em família é autoritária, controladora, irritável. É excessivamente preocupada com a sua segurança e integridade física. Liga para os irmão várias vezes para saber como estão e se estão bem (assim como minha mãe). Não tem amizades, pois as abandona e foge delas quando começam a se tornar mais íntimas. Em alguns momentos está "brava", parece uma panela de pressão, uma bomba relógio prestes a explodir. Em outros dias mal tem forças para responder "sim" ou "não". Ou, o que é sua resposta mais comum: "indiferente". Não tem namorado sério, nunca teve, mesmo estando com 37 anos. Manipula e usa de artifícios para conseguir o que quer, nos envolvendo de tal maneira que acreditamos sermos incapazes ou cruéis quando não podemos fazer o que ela pede. Projeta nos outros os defeitos que não quer ver nela mesma. "você é que é assim, agresivo", "você que está doente", "você que não sabe o que fazer", "você que está indeciso". Da mesma forma, não assume responsabilidade sobre nada do que faz: "você me obrigou a comprar o carro", "você me obrigou a viajar, eu nem queria ir", "você escolheu essa roupa para mim", "não fui quem bateu o carro, a culpa foi do outro motorista". Já aconteceu dela quase bater o carro e dizer que a culpa foi minha por não ter avisado a ela que vinha outro carro no cruzamento. Também já ocorreu dela bater o carro e me ligar chorando, sem saber o que fazer.
    Aparentemente ela não tem idéias de suicídio e auto-mutilação, mas come compulsivamente, e ao mesmo tempo controla os alimentos ingeridos pelo restante da família.
    Desculpem o desabafo, mas conviver com isso é doloroso. Estar sempre sob tensão, sem saber como agir e o que dizer. Estar sempre pisando em ovos para não magoar. É difícil saber como agir, pois uma vírgula mal colocada, uma palavra na entonação errada, já são motivos para brigas e discussões. Eu realmente gostaria de saber se há cura e tratamento para isso. Já li que não posso deixar minha vida de lado, tenho que entender que preciso cuidar de mim e de minhas necessidades também. Já pensei em abandonar tudo, e viver minha vida, esquecer que essa doença existe. É difícil conviver com 02 pessoas tão complexas, e sensíveis a tudo. Mas vejo o sofrimento de minha irmã e de minha mãe, e desisto de "sumir". Quero apenas ajudá-las, mas me sinto sugada, sufocada. Não sei o que fazer...

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  32. olá. Minha mãe é borderline.Porém, não aceita tratamento, pois não aceita que precisa de ajuda. Para ela, os outros é que são culpados de tudo ! Agora ela está no meio de uma crise. Com ódio da família, gritando, chorando pela casa. Dizendo que quer morrer, que tem ódio de todos, que todos querem o seu mal...Nunca tentou o suicidio, nem tem nenhuma adição. Porém, deixa todos em casa muito nervosos qdo está em crise. Não sei o que falar, como lidar. Tudo o que eu falo, ou faço, não dá certo ! Alguém pode me ajudar? Amo muito a minhã mãe ... tá sendo muito difícil para mim...

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  33. Olá,Acho q tenho um marido c/esse tipo de personalidade,só q ele nunca tentou se suicidar,eu sofro muito, num momento ele tá bem comigo,no outro parece ter ódio ,moramos juntos ha dez anos e temos tres filhos, tentei separar dele várias vezes, por causa desse gênio,mas ele não suporta nem ouvir eu falar em separar e lendo sobre esse transtorno ele se encaixa.O q faço? Ele num momento diz q me ama, mas em outro, ele me maltrata, e eu tenho até medo dele. e-mail:luciana737@gmail.com

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  34. Olá a todos. Eu relacionei 7 anos com um borderline. Recentemente que descobri que ele era portador deste disturbiu. Não aguentei essa barra e terminei o relacionamento á 6 meses atrás, mas ele ainda não se desligou, me ameaça de morte, diz que vai se matar, num dia me escreve dizendo que me ama que não pode ficar sem mim, que eu sou a vida dele. Noutro dia me escreve cheio de rancor, me odiando, um ódio que me dá calafrios, pq ele se trona de repente agressivo e já me agrediu num dia no outra estva de rasto me implorando perdão. Estou destroçada com esse relacionamento e estou fazendo terapia pq me tornei uma pessoa co-dependente dele. De tanto ajudar sabe, ser mesmo uma mãe para ele me tornei assim. Parece que tirei um peso do meu coração. O amo mas não posso mais. Ele não quer se tratar, tentei falar com a família dele e eles não aceitam dizem que fui eu que o tornei assim, e não assumem que ele tem problemas. Quando começamos a namorar, no primeiro mês a gente se desentendeu pelo primenira vez e ele bateu com a cabeça na parede, socou a parede até ficar com a mão machucada.Me traia mauito, é uma pessoa estremamente manipulador e teatral demais.

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  35. olá a todos. Acho que sou bordeline, mesmo não tendo sido diagnosticada, nem procurando ajuda médica. Vivo numa angústia tão grande, uma sensação de vazio e tédio que são insuportáveis. não consigo ter um relacionamento íntimo com ningúem, e exijo interesse do outro o tempo inteiro. as minhas crises de ódio e mau-humor são constantes, e mudam tão rápidamente que deixam todos sem saber como lidar comigo. uma palavra mal escolhida, pode desencadear uma crise braba, e sinto ciúmes exagerados de quem gosto, às vezes sou tão cruel por causa disso, que me sinto culpada em seguida, mas mesmo assim, atropelo todos. não sei o que fazer. tudo o que sinto que preciso, é alguém para conversar sobre o problema. sinto-me tão solitária. por favor, ajudem-me. caso alguém se interesse em conversar comigo o meu e-mail é: soninha_fran@hotmail.com. obrigada pela oportunidade de poder falar.

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  36. Olá!

    O meu marido sofre deste disturbio! Sinto-me esgota, inclusivé até já fui internada com problemas graves provocados por um derrame e, até durante a minha hospitalização ele teve uma crise!

    Pf, preciso de saber como lidar com ele. Se alguém me puder dar algumas dicas por favor enviem para ana_alexandra_gomes@hotmail.com. Muito importante e urgente!

    Cumprimentos a todos e força aos doentes e familiares

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  37. Sei que é insuportável conviver com um borderline, mas quais os passos para o levar ao tratamento se uma das características da doença é ele não aceita-la?

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  38. O ideal seria levar essa pessoa a fazer tratamento de livre e espontanea vontade. No entanto, quando o indivíduo coloca a sua vida e/ou de terceiros em risco é possível levar essa pessoa contra sua vontade, sendo um risco.

    Mas melhor seria contactar um profissional de saúde (psicológo/psiquiátra)para o aconselhar, como deve agir e quais são as possibilidades no caso de recusa do paciente.

    O tratamento passa pela medicação e acompanhamento psicológico, é importante,demorado mas diminui muitos dos sintomas.

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  39. Estou aqui sem saber lidar com uma pessoa, que pelas características do autor do artigo, também sofre desse transtorno. A diferença é que ele não sabe, pelo que vejo acha normal as crises de fúria,as agressões verbais, a mudança de humor inesperada, as vezes me vê como uma pessoa maravilhosa, em outras sou a pior do mundo, se falo em psicólogo, ele diz que penso que ele é louco. Assim como todos vcs, não sei como agir, me sinto esgotada as vezes, sem saída.

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  40. Eu tenho hoje 32 anos, um diagnóstico há um e uma vida bastante atribulada há pelo menos dezasseis. No meu caso os médicos fizeram muito pouco por um diagnóstico apontando primeiro apenas para a depressão e depois para o transtorno bipolar tendo sido eu em ultima análise a aponta-los na direcção certa.
    Não há informação, encaminhamento, acompanhamento. Não há grupos de ajuda, não há fóruns, maneira de conhecer outros indivíduos com a mesma necessidade de desabafar, trocar experiências e ideias e assim diminuir o sentimento de incompreensão e mesmo rejeição que sufoca. Para quem quiser falar sobre qualquer assunto relacionado mande email para helder.m.domingos@gmail.com

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  41. Pessoal, venham participar da página que criei no facebook, um espaço para falarmos a respeito, ajudar os outros e nos ajudarmos. Caso vocês, queiram participar como anonimos, fiquem a vontade, criem um facebook anonimo e venham falar sobre seus sentimentos e trocar opinioes http://www.facebook.com/#!/groups/274357359264475/

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  42. Para a anônima do dia 13 de Setembro, eu li o comentário e tive a nítida sensação de que estivemos saindo com a mesma pessoa.... Sei que não há poucos no mundo, mas após tanto tempo convivendo com um portardor desse transtorno, eu me sinto tão abaldada que acho que todos estão falando dele o tempo todo. Queria muito uma saída, uma forma de lidar com ele, pois, como ela disse, ele não pode nem ouvir falar em psicólogo... já nao sei mais o que fazer.

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  43. Eu também tenho transtorno borderline e sei que não tem cura... com tratamento é como estar no nível 20 e baixar para o nível 5 mas nunca se cura. Mas neste momento vim à procura de pessoas com o mesmo problema que me pudessem explicar/desabafar como controlam as emoções e os seus impulsos. preciso mesmo de ajuda obrigado

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  44. Em 2008 eu fui internada na ala psiquiátrica e deram-me este diagnóstico... Agora, depois de 3 anos eu me deparo com isso!! Fiquei assustada porque eu me vi completamente no artigo! Pior, mesmo com terapia e medicamento, percebi, lendo o texto, que meu comportamento mudou pouco ou quase nada! Foi como se tivessem me tirado uma venda dos meus olhos e colocado um dedo na minha ferida... pior que isso, mandei alguns trechos para minha amiga e ela disse: Noss, isso parece você! =S

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  45. Parte 01 - Sou filha de uma mãe que sofre com o TPB e confesso a vocês que isso foi/é algo muito difícil. Ela sempre foi muito impulsiva, brigava comigo por nada, muito impaciente. Não tenho muita lembrança do que ocorreu antes dos meus seis anos. Sei que quando fiz 8 anos ela entrou em uma crise profunda de depressão e assim permaneceu por quase 10 anos. Tentou se matar várias vezes... Eu tentava impedi-la dando tapas, gritando, tirando o remédio da boca dela (meu pai tinha que trabalhar e eu não tinha irmãos). Depois de tudo ela ainda jogava a culpa para cima de mim, falava que meu pai ia abandonar ela e que todas as roupas dela iriam ficar com a nova mulher assim que ela morresse. Ela comia compulsivamente durante o dia e lembro de vê-la vomitando todos os dias. Eu sofri muito e minha ansiedade era tão grande que lembro que eu vomitava todos os dias pela manhã antes de ir para a escola ao vê-la vomitando. (Não por me achar gorda nem nada... eu sentia uma ansiedade mortal pois eu nunca sabia se ainda ia encontrá-la viva ao voltar para casa). Aos 11 anos, cheguei ao ponto de querer me matar e até desejar que ela conseguisse se matar em uma das suas tentativas. Eu não tinha coragem acabar com minha vida e me sentia culpada por desejar que ela se matasse... então eu comecei a me machucar. Eu não me cortava mas usava sapatos apertados que machucavam muito os meus pés. Era estranho pois aquela dor me trazia alivio e me fazia sentir que eu ainda estava viva. Felizmente meu pai era um porto seguro e me tirava do “caos” quando ele chegava do trabalho a noite. Ele conversava comigo, brincava e cuidava da minha mãe. Sei que também não foi fácil para ele mas se não fosse por ele eu não teria sobrevivido. Meu pai nunca a abandonou e fazia o possível para vê-la bem. Levava ela para psiquiatras, psicólogos e pagavas todas as internações nas boas clínicas da cidade. Quando ela se sentia um pouco melhor eles também saiam para cinema, andar de carro e na praia. Ele era muito carinhoso com ela e ainda é. Mesmo com tantas evidências de que ela não seria abandonada... não tinha jeito. O que percebo é que o medo dela de ser abandonada é tão grande que ela se comporta de tal forma (impulsividade, agressividade, ECT.) para sentir o limite dos outros e acaba por machucar demais as pessoas que lidam com ela no dia-a-dia. Há alguns anos ela voltou a trabalhar pois melhorou da depressão mas o bendito TPB ainda continua lá mas graças a Deus em um nível menor (40% melhor). Tive ajuda psicológica por vários anos (uns 6 ou 7 anos) e foi o que me salvou também pois eu comecei a repetir os mesmos padrões dela. Tive um namorado durante 5 anos que sofreu muito na minha mão, coitado. Eu gritava, falava mal de tudo que ele fazia, batia, via coisa onde não existia. Pelo menos eu não o traia mas fazia com que ele se sentisse um lixo. Graças a Deus, a muita terapia e ao meu pai consegui sair dessa situação. Hoje tenho um namorado muito bom para mim. Precisei aprender a partir do término do meu primeiro do relacionamento tudo aquilo que eu não deveria fazer em um relacionamento se eu quisesse que algo desse certo. Hoje consigo tratar meu namorado com carinho e respeito, sem atitudes ou muitos pensamentos do tipo 8 e 80 (radicalismo, impulsividade), procuro pensar várias vezes antes de falar principalmente quando estou nervosa (analiso meus pensamentos e busco evidências para ter certeza se o que estou pensando tem sentido. Aprendi a criar um pensamento alternativo para flexibilizar meu pensamento inicial). Consegui assim controlar melhor minha impulsividade e a pensar melhor no que vou falar. Mas apesar de saber disso tudo hoje eu ainda não consigo perdoar genuinamente minha mãe.

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  46. Parte 02 - Mas apesar de tudo ainda não consigo perdoar genuinamente minha mãe. Resumo da ópera: acho que todos nós que nos relacionamos de forma muito próxima a uma pessoa que sofre do TPB temos que nos cuidar e entendermos que existe uma pessoa que está doente e o que ela diz necessariamente não é o que nós somos. Sei que perceber isso não é fácil mas é a única forma que temos de nos mantermos vivos vivendo essa situação! Que Deus abençoe o caminho de todos nós nessa caminhada através de tanta escuridão.

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  47. Boa tarde. Tenho 21 anos e aos 14 fui diagnosticada como bipolar, fiz tratamento por um curto período de tempo, mas não acrditei muito no diagnóstico. Nesse final de semana, onde tive um acesso de fúria terrível, no meio de uma festa onde arranhei e joguei uma pessoa no chão, bati feio no meu namorado, me joguei no chão, sem nenhum motivo maior, na verdade sinto dificuldades em entender pq aconteceu isso, mas decidi que PRECISO de ajuda! Pesquisando na internet, tenho praticamente todos os sintomas de um borderline, esse tédio eterno! Não é o primeiro e sei que não será o último acesso de fúria que terei....vivo em um inferno achando o tempo todo que meu namorado vai me abandonar, sendo que ele me ama como nunca vi alguém amar, ouvi uma pessoa dizer " ou ele ama muito ela, ou se odeia muito, para agüentar esse tipo de coisa...." e é verdade, meus pais sempre disseram que eu precisava me tratar, mas não dava bola e achava que eles estavam sendo dramáticos, mas esse final de semana foi a gota d'água, não posso viver assim, tenho medo de me matar ou de matar alguém, ou de alguém me matar nesses acessos de ira.... Alguém me ajuda? Meu e-mail é tailazagonel@gmail.com

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  48. Minha mãe foi diagnosticada com TPB, e eu não aguento mais a convivencia. Ela maltrata meu marido e agora até meu Filho. Estou tando um tempo no convivio mas agora ela anda atacando pelo telefone. Estou amparada por psiquiatra e psicologo e mesmo assim não é facil. Agora eu enxergo tudo o que aconteceu na minha vida e as manipulações que ela fazia e eu nem percebia. Se alguem tiver alguma formula por favor entre em contato comigo.

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  49. Boa noite a todos. Li este artigo e outros na internet. Minha ex pode ser perfeitamente enquadrada no perfil de quem carrega o TPB. Parece que resumiram ela em algumas linhas, impressionante. Estávamos em um relacionamento com fortes ondas de amor e fortes discussões. Quando não pude atender um de seus desejos de viagens, ela estourou e terminou o relacionamento pelo telefone, não quis nem conversar pessoalmente. Procurei-a para termos uma conversa franca e adulta, mas em todos ela negou e me agrediu verbalmente. Gostaria de poder ajudá-la, mas no momento ela está na fase de raiva/ódio e não posso nem me aproximar.
    Realmente não sei o que fazer. Se puderem me ajudar, um conselho, uma idéia ou qualquer outra coisa, por favor escrevam-me: m.itagiba@yahoo.com.br

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