domingo, 10 de janeiro de 2010

Transtorno da Personalidade Borderline


A melhor descrição da Personalidade Borderline no DSM.IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais) da Associação Norte-Americana de Psiquiatria. Pelo DSM.IV vê-se que a característica essencial do Transtorno da Personalidade Borderline é um padrão comportamental de instabilidade nos relacionamentos interpessoais, na auto-imagem e nos afectos. Há uma acentuada impulsividade, a qual começa no início da idade adulta e persiste indefinidamente.

Patologicamente podemos dizer que a pessoa portadora de Personalidade Borderline, embora seja bem menos perturbada que os psicóticos, são muito mais complexas que os neuróticos, embora não apresentem deformações de carácter típicas das personalidades sociopáticas. Na realidade, o Borderline tem uma séria limitação para usufruir as disponibilidades de opcção emocional diante dos estímulos do quotidiano e, por causa disso, pequenos stressores são capazes de enfurecê-lo.

São indivíduos sujeitos a acessos de ira e verdadeiros ataques de fúria ou de mau génio, em completa inadequação ao estímulo desencadeante. Essas crises de fúria e agressividade acontecem de forma inesperada, intempestivamente e, habitualmente, tem por alvo pessoas do convívio mais íntimo, como os pais, irmãos, familiares, amigos, namoradas, cônjuges, etc.

Embora o Borderline mantenha condutas até bastante adequadas em grande número de situações, ele tropeça escandalosamente em certas situações triviais e simples. O limiar de tolerância às frustrações é extremamente susceptível nessas pessoas.

Este curto-circuito agressivo expresso pelo Borderline, sob forma de crise, pode desempenhar várias funções psicodinâmicas, como por exemplo, aliviar o excedente de tensão interna, impedir maior conflito e frustração, ressaltar a presença do paciente, ainda que de forma desagradável e ineficaz, melhorar a auto-afirmação, obrigar o ambiente a reconhecer sua importância, ainda que para se lhe opor ou confrontar.

O Borderline também está sujeito a exuberantes manifestações de instabilidade afectiva, oscilando bruscamente entre emoções como o amor e ódio, entre a indiferença ou apatia e o entusiasmo exagerado, alegria efusiva e tristeza profunda. A vida conjugal com essas pessoas pode ser muito problemática, pois, ao mesmo tempo em que se apegam ao outro e se confessam dependentes e carentes desse outro, de repente, são capazes de maltratá-lo cruelmente.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline esforçam-se freneticamente para evitarem um abandono, seja um abandono real ou imaginado. A perspectiva da separação, perda ou rejeição podem ocasionar profundas alterações na auto-imagem, afecto, cognição e no comportamento. O Borderline vive exigindo apoio, afecto e amor continuadamente. Sem isso, aflora o temor à solidão ou a incapacidade de ficar só, em presença de si mesmo.

Esses indivíduos são muito sensíveis às circunstâncias ambientais e o intenso temor de abandono, mesmo diante de uma separação exigida pelo quotidiano e por tempo limitado, são muito mal vivenciadas pelo Borderline. Esse medo do abandono está relacionado a uma grande intolerância à solidão e à necessidade de ter outras pessoas consigo. Seus esforços frenéticos para evitar o abandono podem incluir acções impulsivas, tais como comportamentos de auto-mutilação ou ameaças de suicídio.

A tendência a alguma forma de adição, como o álcool, remédios, drogas, ou mesmo o trabalho desenfreado, o sexo insistentemente perseguido, o desporto, alguma crença, etc., reflectem uma busca desenfreada de "um algo mais" que lhe complete e lhe dê sossego.

Segundo Marco Aurélio Baggio, quem melhor descreve o Ego desses pacientes, os Borderlines são pouco capazes de se empenharem numa tarefa com persistência e acuidade. Desistem do esforço e circulam em torno daquilo que é preciso fazer mas não fazem. Em relação ao contacto inter-pessoal, eles têm uma tendência a atacar o outro do qual dependem, como forma de camuflar a grande necessidades de dependência. São habilidosos em estimular o outro a lhes propiciar aquilo que precisam, mas recebem tudo o que lhe fazem como quem nada deve.

A personalidade do Borderline é uma peça de teatro onde os actores coadjuvantes estão sempre esperando ele, o actor principal. Trata-se de um ego que não tolera o vazio, a separação, a ausência, não sabe superar com equilíbrio os conflitos.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline têm um padrão de relacionamentos instável e, ao mesmo tempo, intenso. Na vida a dois, eles podem desenvolver intenções de protectores ou amantes já no primeiro ou no segundo encontro, exigir que passem muito tempo juntos e compartilhem detalhes extremamente íntimos ainda na fase inicial de um relacionamento. Essas pessoas podem sentir empatia e carinho por outras pessoas, entretanto, tais sentimentos são frutos exclusivos da expectativa de que a outra pessoa estará lá para atender suas próprias necessidades de apoio, carinho e atenção.

Pode haver no Borderline, uma rápida passagem da idealização elogiosa para sentimentos de desvalorização, por achar que a outra pessoa não se importa o suficiente com ele, não dá o bastante de si, não se mobiliza o suficiente. Portanto, são insaciáveis em termos de atenção. Eles são inclinados a mudanças súbitas em suas opiniões sobre os outros.

A inconstância do Borderline se observa também em relação ao juízo que tem de si mesmo e de sua vida. Ele pode ter súbitas mudanças de opiniões e planos acerca de sua carreira, sua identidade sexual, seus valores e mesmo sobre os tipos de amigo ideal.

Os indivíduos com este transtorno exibem impulsividade em áreas potencialmente prejudiciais para si próprios, tais como nos desportos, nos jogos de azar, no consumo de tabaco, álcool, drogas, etc. Eles podem jogar, fazer gastos irresponsáveis, comer em excesso, abusar de substâncias, engajar-se em sexo inseguro ou conduzir de forma imprudente. As pessoas com Transtorno da Personalidade Borderline podem apresentar comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou comportamento auto-mutilante.

O suicídio completado costuma ocorrer em 8 a 10% desses indivíduos impulsivos, e os actos de auto-mutilação também impulsivos, como por exemplo, cortes ou queimaduras também são comuns. Esses actos auto-destrutivos geralmente são precipitados por ameaças de separação ou rejeição, por expectativas de que assumam maiores responsabilidades ou mesmo por frustrações banais.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline podem apresentar instabilidade afectiva, devido a uma acentuada reatividade do humor, como por exemplo, euforia ou depressão (disforia) episódica, irritabilidade ou ansiedade, em geral durando apenas algumas horas. O humor disfórico (euforia ou depressão) dos indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline muitas vezes é acompanhado por períodos de raiva, pânico ou desespero.

Essas pessoas ficam facilmente entediadas, não aceitam bem a constância ou mesmo a serenidade, e podem estar sempre procurando algo para fazer. Os sentimentos agressivos dessas pessoas não costumam ser dissimulados e eles frequentemente expressam raiva intensa e inadequada ou têm dificuldade para controlar essa raiva. Eles podem exibir extremo sarcasmo, persistente amargura ou explosões verbais. Por outro lado, essas expressões de raiva frequentemente são seguidas de vergonha e culpa e contribuem para o sentimento de baixa auto-estima.

[in, DSM IV]

101 comentários:

  1. Artigo muito interessante! Desconhecia este tipo de transtorno. pergunto: Como se pode ultrapassar um transtorno dessa natureza? Tem cura? Terapia apenas resulta?

    Fiquei mesmo curiosa acerca do assunto. Aliás, tudo o que tem a ver com psicologia!

    Parabéns pelo artigo!

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  2. foi-me diagnosticado este transtorno e quero partilhar a minha experiência para melhorar a qualidade de vida que fica impossível de viver ...este e outros transtornos são mais frequentes do que se pode pensar e em diferentes graus, uma significativa percentagem da população sofre deles. São tratáveis com ajuda médica especializada e com muito bons resultados na qualidade de vida da pessoa afectada. Em Portugal, só recentemente começaram a ser considerados e o CADin (cascais, Lisboa) é um Centro de diagnóstico e terapêutica, pioneiro em Potugal e ao nível dos melhores do Mundo neste tipo de transtornos com Médicos Neurologistas, Psiquiatras, Psicólogos e outros terapeutas. O seu Director Cientifico Prof. Dr. Carlos Filipe é um especialista neste tipo de transtornos em adultos. Sugiro dois livros que me foram indicados no CADin e que ajudam a compreender este tipo de transtornos: "Mal-ententidos" do Dr. Nuno Lobo Antunes (Ed. Verso da Kapa)e "PHDA em Adultos" da Dr. Sandra Kooij traduzido pelo Prof. Carlos Filipe (Ed. Coisas de ler)

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    1. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: Katiasilramos@gmail.com

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    2. email: katiasilramos@gmail.com

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    3. Boa tarde
      fui viver com o meu namorado e logo no início comecei a "estranhar" os acessos de fúria e agressividade verbal à mais pequena contrariedade.
      estou gravida de 6 meses e apesar de ele ser muito carinhoso e companheiro, estou numa relação em que ando sempre a "pisar ovos" com receio que ele se chateie, ao ler sobre este disturbio penso que ele sofre dele.preciso de ajuda porque não aguento mais ser mal tratada verbalmente e sem razão aparente, e até já temo pela minha integridade física. já penso que o melhor é separar-me.

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    4. ola colega, veja se de fato é pequena contrariedade. Minha ex-mulher disse que tenho uma patologia (diagnosticada pelo psicologo do fórum) pois fui agressivo com ela: ela queria fazer sexo comigo e com outras pessoas juntas (meus amigos, irmão, colegas de trabalho, etc.). Nesse contexto, eu é quem sou borderline!
      Minha mãe foi pior ainda: é católica fervorosa que se diz temente a Deus. Ela roubava a escola quando diretora (peculato), falsificou atestado médico e junto com o médico mentiu para a justiça (foi inocentada) e ainda quis cometer um aborto criminoso (meu pai que não deixou). Eu disse que tal ato não é livramento de Deus como essa hipócrita da minha mãe afirma.
      Está vendo, essa agressividade com a família é borderline. Talvez, se eu entrasse no jogo da dessas pessoas e convivesse feliz com elas, eu seria uma pessoa normal pelo conceito do psicologo do fórum.
      Outro fato é minha ex-muçher vender recibo para sonegação de imposto de renda (ela é dentista). Não concordei e agredi verbalmente tal atitude, condenando-a. Ela disse que "todo mundo" faz isso. Está vendo, isso é normal. O borderline é anormal por não aceitar aquilo que o mundo faz.
      Se seu companheiro é extremista, livre-se dele o quanto antes, pois o BL põe uma lupa nas pessoas próximas.

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    5. A Mais Extrema Verdade dos Borders:) Poe a Luppa ao Redor nas Pessoas Proximas e Usa Isso Na Oportunidade mais Apta para desejar ou justificar o Comportamento Proprio:) Vc è Realmente um Borderline.

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    6. Bom dia,

      Foi-me diagnosticado BBorderline há cerca de um ano, mas já há muito sofria desse transtorno. Tenho pesquisado muito e em Portugal, não tenho conseguido encontrar nada especificamente direccionado para este tipo de disturbio.
      Li bastante sobre a Teoria Comportamental dialéctica, desenvolvida nos EUA pela Drª marsha linehan, especificamente para este transtorno de personalidade, mas em Portugal, não encontei nada semelhante.
      Alguém tem alguma referência?

      Obrigado

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  3. Eu a estudar psicopatologia e dou com um blog sobre psicologia, a falar de transtornos de personalidade... Há coisas fantásticas não há? =)

    Parabéns por mostrarem um pouco da psicologia ao mundo*

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  4. Obrigada Kitty!

    Bem mais completo do que já tinha lido acerca.

    = )

    Formiguita Bipolar

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  5. Formiguita:

    É um transtorno bem complicado este. Se precisares de mais alguma coisa, não hesites!;)

    BJS*

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  6. Oi!
    Um transtorno muito frequente no distúrbio bipolar.
    bjs,
    Jorge

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  7. Anónimo é tratável, mas viver continua um inferno na mesma. Resta ter fé que um dia a medicina evolua e que eu esteja viva para sentir isso.

    Ainda bem que encontraste pessoas que te estão a ajudar.

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  8. O pior será mesmo conviver com alguém assim, imagino a dor de quem sofre... Mas não discrimino quem tem este distúrbio mas, não tendo a consciência de que necessita URGENTEMENTE de se tratar... Valha-me Deus.

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    1. EU CONVIVO COM UMA PESSOA ASSIM E A POUCOS DIAS DESCOBRI QUE ELA POSSUI ESSE TRANSTORNO, NÃO CONSIGO ENTENDER POR QUE ESTOU A 9 ANOS CONVIVENDO JUNTOS SEM CONSEGUIR SEPARAR ACHO QUE POR MEDO DAS REAÇÕES, É MUITO SOFRIMENTO.

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  9. Não tenho a certeza, mas penso que convivo com uma pessoa amiga com essa perturbação. Não consigo antever minimamente qual será a reacção ao que digo ou faço e tanto está próximo como procura um afastamento, evitando o contacto. O tratamento deve ser feito pelos médicos, psicólogos. Mas fica uma questão, como é que uma pessoa deve lidar com um borderline? Começo a ficar demasiado cansada.

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  10. uma pessoa pode ser diagnosticada como Borderline ,sem compulsividade por sexo, sem histórico de jogos, de mudança de humor repentina, sem gastos irresponsáveis, sem comer em excesso, com sexo apenas com a esposa, com casamento estável há 29 anos, afetuoso ,30 anos no mesmo emprego, amigos de mais de 20 anos,'so porque tenta suicídio se a esposa ameaça deixá-lo? Apenas esse sintoma é suficiente ou pode haver diagnóstico errado?Ação Judicial por sobrinhos, que desistiram da ação, mas o MP prosseguiu em função do laudo de um perrito tendencioso.

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    1. Olá Carlos, por acaso este perito está no fórum de Suzano? Parece-me que está falando dele, pois até encontrar-me com ele era uma pessoa normal: tinha meu carro, minha casa, estava para me casar novamente e tinha dois empregos - conheci tal psicólogo e o inferno chegou até mim.
      Hoje não tenho mais nada(perdi cerca de 450 mil reais) e busco o suicídio pelo fato da minha ex-mulher dizer ao psicólogo do forum que sou suicida patológico e este confirmar - ele também disse que falo mentiras (questionável) quando narrei que minha ex-mulher tinha fantasia sexual de transar comigo e meu irmão junto - e eu que tenho patologia! - . Na situação em que o psicólogo desacredita minha história, disse ao mesmo que faria uma moção para que ele trabalhe acima da suprema corte do Brasil, pois um poder como esse supera até mesmo a magistratura (quanta agressividade). Também disse a ele que lembrei dele quando fui à missa:" e ele está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos....". Acho que no fundo ele gostou!
      Vou te dar um conselho, e será "de grátis". Manda o psicólogo e sua mulher para a $#@#$%¨%$ e vai viver a sua vida. Procure um bom psicólogo, digno da profissão. Depois vá conhecer umas garotas, pois acho que tem mais de 3 bilhões no planeta menos uma (a minha).
      Motivado pelo psicólogo do fórum de Suzano, também quis me suicidar. Uma amiga (hoje minha nulher) me disse que se eu fosse fazer isso deveria ser num local especial. Comprei uma moto e junto com ela procuro um ponto turístico para realizar o ato. Já vizitei dezenas. Assim que terminar de visitar todos os locais do guia Brasil, aí vou me decidir em qual local vou me suicidar. Meu único medo é que ela vai me dar um guia de outros países.
      "Se cuida" companheiro.

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  11. Se alguem puder ajudar diga por onde devo comecar, psiquiatria ou neuropediatria dado tratar-se de um adolescente.

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  12. um comentario para o que disse The Allure House:
    EU CONVIVI 1 ano e meio com uma garota borderline. faz pouco mais de 1 mes que ela terminou o nosso relacionmento sem MOTIVO ALGUM (evidentemente por ser uma borderline)UMA BORDERLINE EM UMA DAS SUAS PIORES FASES (CISÃO) IMAGINA QUE VAI SER ABANDONADA. DISSE "IMAGINA" PORQUE FOI EXATAMENTE ISSO QUE OCORREU. É MUITO DIFICIL CONVIVER COM UMA BORDERLINE. MAS NO MEU CASO "ACHO QUE VALHE A PENA" POR EU A A M O MUITO. E QUERO , E VOU AJUDA-LA. MESMO ESTANDO LONGE DELA. NÃO PODEMOS NOS OMITIR EM UMA HORA DESSAS. ALEM DE EU AMA-LA MUITO , ELA É UM SER HUMANO COMO EU. E "NÃO TEM CULPA" DE SER ASSIM. ISSO VEM DE TRAUMAS DA INFANCIA. FIZ UM LONGO "DOSSIE" SOBRE ESSE TERRIVEL TRANSTORNO. SEI MUITO BEM DO QUE ESTOU FALANDO. SOFRO MUITO COM SUA FALTA, E SEI QUE ELA SABENDO OU NÃO QUE É UMA BORDERLINE "SOFRE COM ESSE TRANSTORNO TAMBEM" É TERRIVEL O TRANSTORNO MENTAL QUE CAUSA A UMA BORDERLINE. GOSTARIA DE TROCAR EXPERIENCIAS E IDEIAS COM OUTRAS PESSOAS QUE CONVIVEM COM UM OU UMA BORDERLINE. SE VC AMA UMA (UM) BORDERLINE, AJUDE-O. VALE A PENA.

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    1. eu me interessaria em trocar experiências, você tem email?

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Acabei, "eu mesma" de diagnosticar meu marido com essa doença! Vivo com ele há 15 anos, sofrendo muito e sem saber o que fazer. Ele tem praticamente todos os sintomas citados no artigo, por isso acho que ele só pode ser um BORDERLINE. Achava que ele poderia ser bipolar, mas após ler este artigo, tenho quase certeza de que está mais para borderline. O pior é que ele não admite que tem algum problema e não quer, de jeito nenhum, procurar ajuda. Temos três filhos pequenos e eles também sofrem com as constantes e intensas brigas. Não consigo me separar dele, pois temo que as consequências sejam ainda piores. Realmente não sei oque fazer...

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  13. Anónimo de dia 27 de Março...
    Estando na área,o conselho mais acertado para uma perturbação da personalidade será a consulta de um psicólogo, este deverá fazer uma avaliação a fim de diagnosticar o problema, ou seja averiguar se se trata de um borderline, já que este tipo de personalidade revela-se no final da adolescência começa da idade adulta.
    Ser for positivo deverá então prosseguir-se o inicio de psicoterapia.
    O psicólogo deverá, se necessário encaminhá-lo para um psiquiatra se a pessoa em questão estiver com uma depressão (proporcionada pelo sentimento de vazio constante que estas pessoas sentem) a fim de receitar um anti-depressivo, que pode melhorar o estado de humor.
    A escolha de um psiquiatra ou de um neurologista será mais indicada para uma perturbação mental, atenção que borderline é uma perturbação da personalidade e não perturbação mental.
    É também aconselhável que os pais do adolescente, ou os cuidadores, aprendam a "lidar" com ele, saberem ajudá-lo, visto serem pessoas muito sensíveis e susceptíveis de incursar em comportamentos do tipo desviantes, agravando as tendências desviantes naturais e características da fase da adolescência.
    Porém parte do borderline tentar mudar, ele tem que ter muita força, porque para ele cada dia que passa é uma batalha, não é viver, é sobreviver. Atenção que a ajuda e o apoio dos pais não deverá ser do tipo permissiva nem autoritária, mas sim democrática, e que o adolescente sinta que existem limites, mas que também tem poder para negociar a fim de realizar os seus desejos. Para que não se sintam nem pressionados nem demasiado à vontade, porque de uma maneira ou de outra, iriam sempre atirar as culpas para cima dos outros. Ele tem que se sentir responsável q.b., mas tb não responsável por coisas que estão fora do seu alcance.
    Podia continuar aqui escrever texto sem fim, pois são pessoas complicadas. O melhor é a escolha acertada do psicólogo, especialista neste tipo de personalidade, pois existem muitos psicólogos que não gostam de tratar estas pessoas, pois, repetindo, elas são muito complicadas!
    Espero ter ajudado. Cumprimentos e boa sorte!!

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  14. É muito complexo este assunto e exige atenção. Eu acredito ser portadora desta terrível transtorno, meu histórico é dramático, mas, depois, que eu conheci um ANJO em 2007, minha vida mudou. Só que infelizmente eu tive várias crises neste relacionamento com esta pessoa, hoje, ele decidiu definitivamente que não quer mais viver comigo, pois, não quer sofrer, estávamos namorando à distância, e tinhamos planos de daqui há 4 anos ficarmos juntos, depois, da minha recuperação, mas, ele desistiu de mim. Detalhe, moramos juntos por 2 anos, mas, nossa vida foi caótica, triste, insuportável, mas, ele me ama, só que tem medo do futuro ao meu lado.
    Eu amo ele, e não vou desistir, eu acredito que posso ficar bem e viver saudavelmente.

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  15. Ola a todos e bem hajam pela discussao. escrevo para pedir ajuda num momento dificil. ha um ano foi me diagnosticado depressao e ansiedade juntamente com POC. iniciei tratamento, testei varios medicamentos, tentei suicidio, fui internado compulsivamente e nunca consegui ficar melhor. vivi 33 anos exemplarmente cheio de sucessos (escolares, profissionais, sociais, etc) e embora sentisse latente o medo e as leituras erroneas de potencial rejeicao sempre as controlei e nunca. desta vez deixou de ser possivel. apos terapia continuada e sem sucesso os meus terapeutas, nos EUA, aventaram um dia a hipotese de borderline personality. investiguei sozinho, porque o meu objectivo e voltar a ser dono da minha vida, e descobri que preencho em larga escala os sintomas definidos para o diagnostico da perturbaçao mas continuo, desta vez em portugal, a realizae terapia para o que penso serem as consequencias e nao as causas. a minha questao é onde encontrar em Portugal especialistas e equipas a investigar especificamente sbr este problema? agradeço toda a ajuda que me permita encontrar o meu futuro.

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  16. Ola ! eu convivo com uma bordeline a 6 anos, nao e nada facil, mais eu a amo muito, por isso gostaria de trocar esperiencias com pessoas q tambem conviven com mulheres bordeline.
    gregory2000br@yahoo.com.br

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    1. katiasilranos@gmail.com4 de março de 2012 às 12:29

      Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: Katiasilramos@gmail.com

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  17. Boa tarde, tenho uma mãe com esse problema, mas ela não aceita qualquer tipo de terapia, na cabeça dela as filhas é que são erradas.
    Tem dias que ela esta pior, é impossível ter uma opínião diferente da dela, é como se tivessemos que concordar com tudo, mas me disseram que isso é pior, temos que confrontar na medida do possível.
    P euma coisa muito louca, eles não sabem o que é respeito e a vida tem que girar em torno deles.]Um abraço a todos.

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    1. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: Katiasilramos@gmail.com

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    2. olá katia, esses ciclos de raiva e odio do companheiro sao curtos?

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  18. Olá Anónimo de 14 de Junho de 2010 03:24! O meu marido também possui o Transtorno de Personalidade Borderline e, estou exactamente como o Senhor em cada pormenor e detalhe que descreveu.
    Gostava imenso de poder falar consigo e trocar conhecimento desta patologia pois tal como o senhor também pesquisei imenso para melhor poder entender o meu amado marido! Conversar consigo sobre como está a abordar a reaproximação da pessoa que ama e se está a funcionar e como estou a tentar ajudar o meu, creio, poderá ser de ajuda para ambos...
    poder partilhar quais as abordagens que comigo têm surtido pior e melhor efeito, enfim, os insucessos e os sucessos!
    Pode contactar-me para o meu e-mail mcfernandes74@gmail.com ? Aguardo com expectativa uma resposta sua!

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    2. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: katiasilramos@gmail.com

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  19. Resposta a anónimo de 10 de Janeiro de 2010 07:55!
    Será que poderia entrar em contacto comigo para o meu e-mail mcfernandes74@gmail.com?
    Tenho o meu marido com o mesmo tipo de Transtorno de Personalidade.Não é fácil,sei que sofrem imenso, mas NÃO DESISTA! E é muito bom ver a sua disposição de partilhar a sua experiência de modo a poder ajudar outros. Gostaria de falar consigo sobre os especialistas que está a consultar e que pudesse partilhar comigo a sua experiência, o grau de dor/sofrimento que sente porque preciso desesperadamente de ajudar o meu querido marido e sinto sempre que por mais que me documente nunca chegarei a ter a mesma sensibilidade para o entender como se falar com alguém que sofre da mesma patologia! Às vezes gostava de viver por um dia isto para poder sentir o que vocês sentem de modo a poder ajudá-lo melhor pois ele sempre me diz que "EU NUNCA PODEREI IMAGINAR O GRAU DE SOFRIMENTO PELO QUAL ELE PASSA NEM O TAMANHO DA DOR INERENTE A ESTE TRANSTORNO"... É assim que também se sente?! Obrigada!

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    1. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: katiasilramos@gmail.com

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  20. O meu namorado tem transtorno bipolar, ele faz tratamento com psiquiatra e psicólogo!! Os tratamentos com o psiquiatra e a psicoterapia são de extrema importância, acompanho o tratamento de perto, as crise q ele tem, posso imaginar o qnto seja sofrido n só p ele mais tbm para as pessoas q possuem esse tipo de transtorno, porém estou sempre do lado dele, infelizmente muitas pessoas da familia dele, não entendem, acham q tem cura, q vai passar logo, não querem saber sobre o assunto, não querem falar sobre, ele sofre muito com toda essa situação, estou sempre do seu lado lhe dando apóio , lhe ouvindo, ameniza o seu sofrimento e ele se sente além de amado por mim, se sente tbm estimulado a não desistir nunca dos seus sonhos!! AOS QUE QUISEREM OU SENTIREM NECESSIDADE DE CONVERSAR, DESABAFAR SOBRE O ASSUNTO, QUALQUER COISA, ESTOU DISPOSTA A AJUDAR SEJA DE QUAL MANEIRA FOR! Meu email: carinhosa04_slz@hotmail.com Fiquem com Deus!! Bjos.

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    1. gostaria muito de conversar consigo sobre o mesmo problema.Por mais q leia,mais confusa fico e nem sempre o q ponho em prática resulta.Realmente por vezes me sinto incapaz de ajudar.Tenho alguém q me é mt querido c o mesmo problema.Agradeço o contato.Obgdo.nelinha.figueiras@hotmail.com

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  21. Eu sou borderline. Quando me dignosticaram a uns 4 meses fiquei chocada. Estou em terapia a 1 ano e tenho melhorado muito. Mas é uma luta constante consigo mesma, contra seus sentimentos, emoções, pensamentos e interpretações...As pessoas ao nosso redor muitas vezes não entendem, pq aparentemente não apresentemos grandes problemas. Mas isso é pq elas não veem o nosso interior. Se alguem quiser conversar me manda e-mail juliana.dias@live.com.pt

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    1. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: katiasilramos@gmail.com

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  22. Olá. Eu sou Borderline. Este transtorno foi-me diagnosticado pela minha psiquiatra, com a qual eu tenho feito terapia de grupo há 7/8 anos. Além da terapia de grupo, tomo também um estabilizador de humor.Existem momentos que deve ser terrível viver connosco, mas, há o outro lado da moeda...também proporcionamos momentos muito bons, pois fazemos coisas de tal maneira singulares que quando incluidas dentro da "normalidade" proporcionam momentos de intensa felicidade para quem está do nosso lado.
    já todos sabem o que é este transtorno...mas quero dizer-vos uma coisa, é horrivel para mim conviver com esta doença, é uma angustia tão grande, um vazio tão profundo, que só mesmo recorrendo a ansioliticos, alcool, sexo é que por vezes conseguimos abstrairnos desde tão profundo medo que sentimos. O medo que eu sinto é da perda, mas perda por doença, por morte. Daí esta angustia permanente com medo k alguém morra.Estou estável há bastante tempo, sem impulsos e a viver uma vida normal. Apesar desta doença, não somos de maneira nenhuma incapazes do que quer que seja. Sou economista, casada, tenho uma filha...e tento todos os dias evitar "escorregar" nos impulsos. Um conselho a outros doentes: terapia, estabilizadores de humor, viver um dia de cada vez e saber o + possível sobre este transtorno para que possamos detectar os impulsos e evita-los.

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    1. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: katiasilramos@gmail.com

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  23. oi. gostaria de trocar impressoes com uma pessoa que tenha um relacionamento com um Borderline. gosto muito de um rapaz que sofre deste transtorno,já vivi situações muito complicadas com ele, neste momento estamos separados, mas quero e preciso ajuda lo. gosto demasiado dele para abandona lo. por favor ajudem me a ajuda lo. o meu email Angelaloureiro1984@hotmail.com.obrigada

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    1. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: katiasilramos@gmail.com

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  24. Eu padeço dese mal. Me diagnostiquei Borderline e posso dizer: é sofrivél.....tô quase perdendo a mulher que eu amo. Li o comentário da kel e queria que minha namorada, ou ex ainda não sei, tivesse um procedimento como o dela. Mas tenho medo de falar sobre tal assunto com ela exatamente pela possibilidade de aí sim ela nunca mais querer me ver.

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    1. Olá! Hoje eu terminei meu namoro com um homem que sofre desse transtorno. Ele é simplesmente o homem que qualquer mulher sonharia em ter ao lado. É bem sucedido, inteligentíssimo, culto, bonito, tem bom caráter e outras infinitas qualidades. Eu me apaixonei por esse homem. Mas depois da primeira semana de relacionamento senti que ele estava testando minha paciência. Me dava o "bolo", arranjava mil desculpas para não comparecer aos encontros, mas quando comparecia ficavamos no céu. De repente comecei a notar um certo sarcasmo nele, e as mudanças repentinas de humor estavam me deixando louca. Qualquer coisa que eu dizia ou fazia, por mínimo que fosse, tiravam ele do eixo. Comecei a me culpar. Ele ficava enfurecido por cada coisa! Pedi que ele me ajudasse a entender o que estava acontecendo, porque queria conviver em harmonia, (eu sempre me mantive calma, receptiva e paciente). Ele me respondeu que eu conclui que ele era um problema e ficou algum tempo sem falar comigo. Depois disso, em nossa próxima conversa, ele me disse coisas horríveis. Ele tinha um dom especial de mudar a situação, de forma que quando ele fazia algo errado, ele ficava bonzinho, pra me amaciar; logo que ele percebia que eu estava de bem com ele, ele voltava a me agredir com palavras e se tornava o dono da razão novamente, como se eu tivesse feito algo errado. (Manipulação). Eu estou sofrendo muito. Sofro por tudo que tivemos e por tudo o que nunca teremos. Penso que ele deve estar me odiando neste momento, enquanto eu estou aqui plena de amor por ele. Ele nunca me disse com todas as letras que tem esse transtorno. Eu descobri porque já convivi com pessoas que são bipolares e fui pesquisar no google sobre o assunto. Me deparei com o termo Borderline, que descreve exatamente como ele é, ou seja, entre outras coisas, muda de humor 50 vezes por dia, e eu nunca sabia com quem eu estava falando, dentre todos os "eles". Fiquei chocada. Ele já havia me dito que era emocionalmente instável, que era hiperativo, que sofreu por várias causas (traumas e abusos), durante a infancia, etc. Mas ele fez psicanalise durante 15 anos, e se tratou direitinho. Hoje com certeza ele é bem equilibrado. Eu tentei me comportar com ele conforme a "bula", mas ainda assim não deu certo. Ele continuou a me agredir verbalmente e fui ficando tão cansada que desisti. Me dói por dentro, me rasga as entranhas saber que não o terei novamente ao meu lado. Mas a habilidade dele em me manipular foi também terrível. Sou viúva, meu marido era alcoolatra. Sofri feito um cão sem dono. Tudo era culpa minha. Se uma bomba explodisse no Japão, a culpa era minha. No final, perdi meu marido, meus sonhos, meus planos, minha auto estima não existia mais. Eu era um farrapo humano. Entrei em depressão maior e me tratei por dois anos. Ainda tenho problemas com minha auto estima, que foi destruída no meu casamento. Agora pensei ter encontrado o homem da minha vida. Quando percebi a situação, minha auto estima já estava sendo esmagada novamente. Eu estava sofrendo muito. Sei que vou sentir a falta dele. Sei que vou sofrer ainda mais. Mas não consigo mais lidar com isso. Num momento ele faz planos comigo, pra no dia seguinte me dizer jamais se casaria comigo. Num dia ele diz que está carente, que não suporta a solidão, pra no dia seguinte dizer que não quer ter um relacionamento sério porque está acostumado a viver sozinho, e que não conseguiria deixar que outra pessoa invadisse sua privacidade. Num dia ele diz que quer ter uma "dona", que quer "pertencer" a alguém, pra no dia seguinte dizer que odeia que uma mulher seja competitiva ou de ordens, e pra dizer que se ele se casasse comigo sentiria-se castrado. Não deu. Não consegui segurar a onda. Só sei que amo esse homem e não o tenho mais.

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  25. Olá...
    meu namorado(q vivemos praticamente como casados), é uma pessoa maravilhosa, doce, companheira..até q o algo o contrarie, com a convivencia pude perceber q ele não era normal, pois facilmente pega raiva das pessoas, e se acha perfeito em tudo...
    lendo sobre o assunto, descobri q ele pode ser um bordeline, ele se encaixa em quase todos os sintomas, menos em tentaivas de suicidios, q neste ponto ele é bem resolvido.
    Mostrei todo o material q coletei para ele...q se assustou ao ler, e perceber q tudo aquilo era mto parecido com ele...E, graças a deus vai procurar ajuda.
    Espero q de tudo certo, pq o amo mto, mas não sei até onde vai minha paciencia, pq uma hora é a pessoas melhor do mundo e de repente a mais insuportavel..
    Se puderem me mandar mais informações, agradeço...e gostaria de conversar com outras pessoas q tem relacionamento com pareceiros acometidos por esta doença, pq eu tb preciso de ajuda para saber como lidar com ele...
    obrigada
    Elizabete betegc@hotmail.com

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    1. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: katiasilramos@gmail.com

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  26. Olá! Tenho um filho com esta doênça, está detido há já dois anos, por agessões aos pais, trafico, roubo Etc. è extremamente agressivo até dento da cadeia. Quando sair não pode viver comigo, pois estou sempre com medo. Não aceita tratamento e faz consumo de estupefacientes. A minha vida tem sido um verdadeiro inferno desde que ele tinha 14 anos, e já tem 23. O que vai ser de mim e ele? o que poderei fazer?

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  27. Hi, there ! My girlfriend' a borderline. I've spent a few years trying to figure out the best way to cope with everything about and around her personality.
    I found this book "Stop walking on eggshells" by Paul T. Mason and Randi Kreger. It's a good book as it helps us to change the way we look at and deal with loved one sufferring from borderline personality disorder. It's been a great help for me as a non-bpd.
    There's a portuguese version available for download on www.scrib.com

    P.S. Sorry for writing in english. My portuguese is really poor :) Cheers !

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  28. Olá amigos,
    Diagnosticaram-me esta patologia há pouco mais de 1 ano. Já percorri vários psiquiatras, mas desisto sempre de os consultar uma segunda vez. Foi-me diagnosticada por um médico cirurgião. Já perdi a conta às vezes que mudei de emprego. De namorados, também. Penso sempre que "desta vez é que vai ser", quando conheço alguém interessante, mas perco também o interesse rapidamente. Apaixono-me muito rapidamente, mas, se verifico que a outra pessoa não sente o mesmo por mim, desisto de manter o relacionamento. A sensação que tenho é que sou viciada pelo sentimento desencadeado pela paixão. É por isso que sou instável, visto que a estabilidade mata esse sentimento. Sofro horrores por causa da minha instabilidade, mas estranhamente não consigo viver sem ela. Vicia-me. A idéia do suicício por vezes é tão intensa, que tenho medo que um dia não lhe consiga mais escapar. É a fuga possível para o inferno em que vivo.

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    1. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: katiasilramos@gmail.com

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  29. Hoje percebo que minha mãe era borderline, com crises de agressividade, violência, chantagem emocional, tentativas de suicídio, auto-mutilação, discussões noturnas diárias com o meu pai, dependência de calmantes e remédios. Estava sempre querendo e exigindo mais e mais, nunca nada foi suficiente para ela.
    Num momento de fúria tudo virava arma em suas mãos: uma frase dita há 02 semanas, um segredo contado em particular, uma faca, um copo. Tudo na frente dos filhos. Ela nunca teve discernimento para esperar o momento certo de conversar.
    Meu pai sofreu a vida inteira por causa dessa doença, sendo acusado diariamente por tudo o que acontecia (e pelo que não acontecia tb). Nós, filhos, também sofremos abusos emocionais, acusações, abandono, falta de atenção. Ninguém importava mais do que ela. Qdo adolescente, cansei de fazer curativos em minha mãe que aparecia sempre com cortes e queimaduras nas mãos e braços. Criança, ainda, cansei de ver minha mãe pendurada na sacada do prédio dizendo que ia se matar. Cansei de vê-la com uma faca na mão dizendo que iria matar o meu pai. Cansei de vê-la indo embora em noites de chuva, saindo pela porta e dizendo que nunca mais voltaria. Cansei de ouvi-la dizer que não queria ninguém de nós chorando sobre seu caixão quando morresse, pois quando isso acontecesse nós seríamos os culpados. Já vi minha mãe caída na escada, com uma poça de sangue ao lado, saindo de sua cabeça.
    É uma doença que deixa marcas eternas em uma família, e até hoje eu penso como conseguimos sobreviver a isso e chegar até aqui. Infelizmente meus irmãos tem muita mágoa de minha mãe. E eu também. Porém hoje percebo que muito do que ela fez foi por causa da doença, e se fosse hoje, conhecendo essa patologia, com certeza reagiríamos diferente. Infelizmente meu pai morreu antes de saber disso, com um câncer no fígado, provavelmente por ter somatizado tanto sofrimento a vida inteira.
    Graças a Deus ou a um milagre, hoje minha mãe está bem melhor, tem menos crises, é uma outra pessoa. Sua mudança é inacreditável, acredito que por conta dos medicamentos anti-depressivos que ela toma (receitados pela cardiologista). Porém, ela nunca foi efetivamente diagnosticada como borderline, nunca procurou um psicólogo ou psiquiatra que diagnosticasse isso. Eu mesma cheguei a essa conclusão (borderline), de tanto pesquisar textos de psicologia e psiquiatria, procurando uma resposta para tanto sofrimento que passamos. E também para ajudar minha irmã, pois vejo seu sofrimento e não consigo ficar parada sem ajudá-la.

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    1. Poxa... você conseguiu escrever exatamente o que passei e ainda passo com minha mãe. É tão parecido que cheguei a pensar por um momento que essa história era a minha! Não é fácil para quem tem o transtorno de personalidade borderline mas acho que é igualmente difícil para os filhos e cônjuges...

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  30. Hoje vejo que a minha irmã apresenta as mesmas características desse transtorno, porém expressa de maneira diferente. É agressiva, despreparada para enfrentar situações que para outros seriam normais como uma entrevista de emprego, ou uma dificuldade financeira, tem reações exageradas quando é contrariada. É extremamente indecisa, seja para comprar uma roupa, para decidir uma viagem, para qualquer que seja a decisão a ser tomada. Já fez 03 cursos superiores em áreas distintas, abandonou um quarto curso, já fez mestrado, estágio no exterior, e não consegue se definir ou se aprofundar em nenhuma das profissões. Já recebeu uma proposta de emprego quando estava fora do país, mas recusou porque a "proposta" não era boa o suficiente. Já recusou procurar emprego porque os anúncios do jornal nunca traziam nada interessante, nada que valesse a pena. Encontra um milhão de justificativas, se necessário, quando é questionada: "O emprego não é bom", "não vou passar 6h em pé para ganhar só isso", "não tem como conseguir emprego de meio período nessa área", "o local é muito longe de casa", "não posso trabalhar nessa cidade", "não tenho qualificação para esse cargo", "não tenho dinheiro para a condução", "aquela região onde há uma vaga é muito perigosa nesse horário"... Desiste fácil dos obstáculos, não chega nem a tentar. É excessivamente tímida fora de casa, mas em família é autoritária, controladora, irritável. É excessivamente preocupada com a sua segurança e integridade física. Liga para os irmão várias vezes para saber como estão e se estão bem (assim como minha mãe). Não tem amizades, pois as abandona e foge delas quando começam a se tornar mais íntimas. Em alguns momentos está "brava", parece uma panela de pressão, uma bomba relógio prestes a explodir. Em outros dias mal tem forças para responder "sim" ou "não". Ou, o que é sua resposta mais comum: "indiferente". Não tem namorado sério, nunca teve, mesmo estando com 37 anos. Manipula e usa de artifícios para conseguir o que quer, nos envolvendo de tal maneira que acreditamos sermos incapazes ou cruéis quando não podemos fazer o que ela pede. Projeta nos outros os defeitos que não quer ver nela mesma. "você é que é assim, agresivo", "você que está doente", "você que não sabe o que fazer", "você que está indeciso". Da mesma forma, não assume responsabilidade sobre nada do que faz: "você me obrigou a comprar o carro", "você me obrigou a viajar, eu nem queria ir", "você escolheu essa roupa para mim", "não fui quem bateu o carro, a culpa foi do outro motorista". Já aconteceu dela quase bater o carro e dizer que a culpa foi minha por não ter avisado a ela que vinha outro carro no cruzamento. Também já ocorreu dela bater o carro e me ligar chorando, sem saber o que fazer.
    Aparentemente ela não tem idéias de suicídio e auto-mutilação, mas come compulsivamente, e ao mesmo tempo controla os alimentos ingeridos pelo restante da família.
    Desculpem o desabafo, mas conviver com isso é doloroso. Estar sempre sob tensão, sem saber como agir e o que dizer. Estar sempre pisando em ovos para não magoar. É difícil saber como agir, pois uma vírgula mal colocada, uma palavra na entonação errada, já são motivos para brigas e discussões. Eu realmente gostaria de saber se há cura e tratamento para isso. Já li que não posso deixar minha vida de lado, tenho que entender que preciso cuidar de mim e de minhas necessidades também. Já pensei em abandonar tudo, e viver minha vida, esquecer que essa doença existe. É difícil conviver com 02 pessoas tão complexas, e sensíveis a tudo. Mas vejo o sofrimento de minha irmã e de minha mãe, e desisto de "sumir". Quero apenas ajudá-las, mas me sinto sugada, sufocada. Não sei o que fazer...

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  31. olá. Minha mãe é borderline.Porém, não aceita tratamento, pois não aceita que precisa de ajuda. Para ela, os outros é que são culpados de tudo ! Agora ela está no meio de uma crise. Com ódio da família, gritando, chorando pela casa. Dizendo que quer morrer, que tem ódio de todos, que todos querem o seu mal...Nunca tentou o suicidio, nem tem nenhuma adição. Porém, deixa todos em casa muito nervosos qdo está em crise. Não sei o que falar, como lidar. Tudo o que eu falo, ou faço, não dá certo ! Alguém pode me ajudar? Amo muito a minhã mãe ... tá sendo muito difícil para mim...

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    1. katiasilramos@gmail.com4 de março de 2012 às 12:30

      Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: Katiasilramos@gmail.com

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  32. Olá,Acho q tenho um marido c/esse tipo de personalidade,só q ele nunca tentou se suicidar,eu sofro muito, num momento ele tá bem comigo,no outro parece ter ódio ,moramos juntos ha dez anos e temos tres filhos, tentei separar dele várias vezes, por causa desse gênio,mas ele não suporta nem ouvir eu falar em separar e lendo sobre esse transtorno ele se encaixa.O q faço? Ele num momento diz q me ama, mas em outro, ele me maltrata, e eu tenho até medo dele. e-mail:luciana737@gmail.com

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  33. Olá a todos. Eu relacionei 7 anos com um borderline. Recentemente que descobri que ele era portador deste disturbiu. Não aguentei essa barra e terminei o relacionamento á 6 meses atrás, mas ele ainda não se desligou, me ameaça de morte, diz que vai se matar, num dia me escreve dizendo que me ama que não pode ficar sem mim, que eu sou a vida dele. Noutro dia me escreve cheio de rancor, me odiando, um ódio que me dá calafrios, pq ele se trona de repente agressivo e já me agrediu num dia no outra estva de rasto me implorando perdão. Estou destroçada com esse relacionamento e estou fazendo terapia pq me tornei uma pessoa co-dependente dele. De tanto ajudar sabe, ser mesmo uma mãe para ele me tornei assim. Parece que tirei um peso do meu coração. O amo mas não posso mais. Ele não quer se tratar, tentei falar com a família dele e eles não aceitam dizem que fui eu que o tornei assim, e não assumem que ele tem problemas. Quando começamos a namorar, no primeiro mês a gente se desentendeu pelo primenira vez e ele bateu com a cabeça na parede, socou a parede até ficar com a mão machucada.Me traia mauito, é uma pessoa estremamente manipulador e teatral demais.

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  34. olá a todos. Acho que sou bordeline, mesmo não tendo sido diagnosticada, nem procurando ajuda médica. Vivo numa angústia tão grande, uma sensação de vazio e tédio que são insuportáveis. não consigo ter um relacionamento íntimo com ningúem, e exijo interesse do outro o tempo inteiro. as minhas crises de ódio e mau-humor são constantes, e mudam tão rápidamente que deixam todos sem saber como lidar comigo. uma palavra mal escolhida, pode desencadear uma crise braba, e sinto ciúmes exagerados de quem gosto, às vezes sou tão cruel por causa disso, que me sinto culpada em seguida, mas mesmo assim, atropelo todos. não sei o que fazer. tudo o que sinto que preciso, é alguém para conversar sobre o problema. sinto-me tão solitária. por favor, ajudem-me. caso alguém se interesse em conversar comigo o meu e-mail é: soninha_fran@hotmail.com. obrigada pela oportunidade de poder falar.

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  35. Olá!

    O meu marido sofre deste disturbio! Sinto-me esgota, inclusivé até já fui internada com problemas graves provocados por um derrame e, até durante a minha hospitalização ele teve uma crise!

    Pf, preciso de saber como lidar com ele. Se alguém me puder dar algumas dicas por favor enviem para ana_alexandra_gomes@hotmail.com. Muito importante e urgente!

    Cumprimentos a todos e força aos doentes e familiares

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  36. Sei que é insuportável conviver com um borderline, mas quais os passos para o levar ao tratamento se uma das características da doença é ele não aceita-la?

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  37. O ideal seria levar essa pessoa a fazer tratamento de livre e espontanea vontade. No entanto, quando o indivíduo coloca a sua vida e/ou de terceiros em risco é possível levar essa pessoa contra sua vontade, sendo um risco.

    Mas melhor seria contactar um profissional de saúde (psicológo/psiquiátra)para o aconselhar, como deve agir e quais são as possibilidades no caso de recusa do paciente.

    O tratamento passa pela medicação e acompanhamento psicológico, é importante,demorado mas diminui muitos dos sintomas.

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  38. Estou aqui sem saber lidar com uma pessoa, que pelas características do autor do artigo, também sofre desse transtorno. A diferença é que ele não sabe, pelo que vejo acha normal as crises de fúria,as agressões verbais, a mudança de humor inesperada, as vezes me vê como uma pessoa maravilhosa, em outras sou a pior do mundo, se falo em psicólogo, ele diz que penso que ele é louco. Assim como todos vcs, não sei como agir, me sinto esgotada as vezes, sem saída.

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  39. Eu tenho hoje 32 anos, um diagnóstico há um e uma vida bastante atribulada há pelo menos dezasseis. No meu caso os médicos fizeram muito pouco por um diagnóstico apontando primeiro apenas para a depressão e depois para o transtorno bipolar tendo sido eu em ultima análise a aponta-los na direcção certa.
    Não há informação, encaminhamento, acompanhamento. Não há grupos de ajuda, não há fóruns, maneira de conhecer outros indivíduos com a mesma necessidade de desabafar, trocar experiências e ideias e assim diminuir o sentimento de incompreensão e mesmo rejeição que sufoca. Para quem quiser falar sobre qualquer assunto relacionado mande email para helder.m.domingos@gmail.com

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    1. Olá!

      Estou no mestrado em psicologia clínica no ISPA e tenho como tema de tese, a abordagem fenomenológica à perturbação de personalidade borderline. Trata-se de um estudo qualitativo confidencial, em que será utilizada uma entrevista como instrumento. Gostaria de saber se posso contar com a sua colaboração.

      O meu e-mail é: katiasilramos@gmail.com

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  40. Pessoal, venham participar da página que criei no facebook, um espaço para falarmos a respeito, ajudar os outros e nos ajudarmos. Caso vocês, queiram participar como anonimos, fiquem a vontade, criem um facebook anonimo e venham falar sobre seus sentimentos e trocar opinioes http://www.facebook.com/#!/groups/274357359264475/

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  41. Para a anônima do dia 13 de Setembro, eu li o comentário e tive a nítida sensação de que estivemos saindo com a mesma pessoa.... Sei que não há poucos no mundo, mas após tanto tempo convivendo com um portardor desse transtorno, eu me sinto tão abaldada que acho que todos estão falando dele o tempo todo. Queria muito uma saída, uma forma de lidar com ele, pois, como ela disse, ele não pode nem ouvir falar em psicólogo... já nao sei mais o que fazer.

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  42. Eu também tenho transtorno borderline e sei que não tem cura... com tratamento é como estar no nível 20 e baixar para o nível 5 mas nunca se cura. Mas neste momento vim à procura de pessoas com o mesmo problema que me pudessem explicar/desabafar como controlam as emoções e os seus impulsos. preciso mesmo de ajuda obrigado

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  43. Em 2008 eu fui internada na ala psiquiátrica e deram-me este diagnóstico... Agora, depois de 3 anos eu me deparo com isso!! Fiquei assustada porque eu me vi completamente no artigo! Pior, mesmo com terapia e medicamento, percebi, lendo o texto, que meu comportamento mudou pouco ou quase nada! Foi como se tivessem me tirado uma venda dos meus olhos e colocado um dedo na minha ferida... pior que isso, mandei alguns trechos para minha amiga e ela disse: Noss, isso parece você! =S

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  44. Parte 01 - Sou filha de uma mãe que sofre com o TPB e confesso a vocês que isso foi/é algo muito difícil. Ela sempre foi muito impulsiva, brigava comigo por nada, muito impaciente. Não tenho muita lembrança do que ocorreu antes dos meus seis anos. Sei que quando fiz 8 anos ela entrou em uma crise profunda de depressão e assim permaneceu por quase 10 anos. Tentou se matar várias vezes... Eu tentava impedi-la dando tapas, gritando, tirando o remédio da boca dela (meu pai tinha que trabalhar e eu não tinha irmãos). Depois de tudo ela ainda jogava a culpa para cima de mim, falava que meu pai ia abandonar ela e que todas as roupas dela iriam ficar com a nova mulher assim que ela morresse. Ela comia compulsivamente durante o dia e lembro de vê-la vomitando todos os dias. Eu sofri muito e minha ansiedade era tão grande que lembro que eu vomitava todos os dias pela manhã antes de ir para a escola ao vê-la vomitando. (Não por me achar gorda nem nada... eu sentia uma ansiedade mortal pois eu nunca sabia se ainda ia encontrá-la viva ao voltar para casa). Aos 11 anos, cheguei ao ponto de querer me matar e até desejar que ela conseguisse se matar em uma das suas tentativas. Eu não tinha coragem acabar com minha vida e me sentia culpada por desejar que ela se matasse... então eu comecei a me machucar. Eu não me cortava mas usava sapatos apertados que machucavam muito os meus pés. Era estranho pois aquela dor me trazia alivio e me fazia sentir que eu ainda estava viva. Felizmente meu pai era um porto seguro e me tirava do “caos” quando ele chegava do trabalho a noite. Ele conversava comigo, brincava e cuidava da minha mãe. Sei que também não foi fácil para ele mas se não fosse por ele eu não teria sobrevivido. Meu pai nunca a abandonou e fazia o possível para vê-la bem. Levava ela para psiquiatras, psicólogos e pagavas todas as internações nas boas clínicas da cidade. Quando ela se sentia um pouco melhor eles também saiam para cinema, andar de carro e na praia. Ele era muito carinhoso com ela e ainda é. Mesmo com tantas evidências de que ela não seria abandonada... não tinha jeito. O que percebo é que o medo dela de ser abandonada é tão grande que ela se comporta de tal forma (impulsividade, agressividade, ECT.) para sentir o limite dos outros e acaba por machucar demais as pessoas que lidam com ela no dia-a-dia. Há alguns anos ela voltou a trabalhar pois melhorou da depressão mas o bendito TPB ainda continua lá mas graças a Deus em um nível menor (40% melhor). Tive ajuda psicológica por vários anos (uns 6 ou 7 anos) e foi o que me salvou também pois eu comecei a repetir os mesmos padrões dela. Tive um namorado durante 5 anos que sofreu muito na minha mão, coitado. Eu gritava, falava mal de tudo que ele fazia, batia, via coisa onde não existia. Pelo menos eu não o traia mas fazia com que ele se sentisse um lixo. Graças a Deus, a muita terapia e ao meu pai consegui sair dessa situação. Hoje tenho um namorado muito bom para mim. Precisei aprender a partir do término do meu primeiro do relacionamento tudo aquilo que eu não deveria fazer em um relacionamento se eu quisesse que algo desse certo. Hoje consigo tratar meu namorado com carinho e respeito, sem atitudes ou muitos pensamentos do tipo 8 e 80 (radicalismo, impulsividade), procuro pensar várias vezes antes de falar principalmente quando estou nervosa (analiso meus pensamentos e busco evidências para ter certeza se o que estou pensando tem sentido. Aprendi a criar um pensamento alternativo para flexibilizar meu pensamento inicial). Consegui assim controlar melhor minha impulsividade e a pensar melhor no que vou falar. Mas apesar de saber disso tudo hoje eu ainda não consigo perdoar genuinamente minha mãe.

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  45. Parte 02 - Mas apesar de tudo ainda não consigo perdoar genuinamente minha mãe. Resumo da ópera: acho que todos nós que nos relacionamos de forma muito próxima a uma pessoa que sofre do TPB temos que nos cuidar e entendermos que existe uma pessoa que está doente e o que ela diz necessariamente não é o que nós somos. Sei que perceber isso não é fácil mas é a única forma que temos de nos mantermos vivos vivendo essa situação! Que Deus abençoe o caminho de todos nós nessa caminhada através de tanta escuridão.

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  46. Boa tarde. Tenho 21 anos e aos 14 fui diagnosticada como bipolar, fiz tratamento por um curto período de tempo, mas não acrditei muito no diagnóstico. Nesse final de semana, onde tive um acesso de fúria terrível, no meio de uma festa onde arranhei e joguei uma pessoa no chão, bati feio no meu namorado, me joguei no chão, sem nenhum motivo maior, na verdade sinto dificuldades em entender pq aconteceu isso, mas decidi que PRECISO de ajuda! Pesquisando na internet, tenho praticamente todos os sintomas de um borderline, esse tédio eterno! Não é o primeiro e sei que não será o último acesso de fúria que terei....vivo em um inferno achando o tempo todo que meu namorado vai me abandonar, sendo que ele me ama como nunca vi alguém amar, ouvi uma pessoa dizer " ou ele ama muito ela, ou se odeia muito, para agüentar esse tipo de coisa...." e é verdade, meus pais sempre disseram que eu precisava me tratar, mas não dava bola e achava que eles estavam sendo dramáticos, mas esse final de semana foi a gota d'água, não posso viver assim, tenho medo de me matar ou de matar alguém, ou de alguém me matar nesses acessos de ira.... Alguém me ajuda? Meu e-mail é tailazagonel@gmail.com

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  47. Minha mãe foi diagnosticada com TPB, e eu não aguento mais a convivencia. Ela maltrata meu marido e agora até meu Filho. Estou tando um tempo no convivio mas agora ela anda atacando pelo telefone. Estou amparada por psiquiatra e psicologo e mesmo assim não é facil. Agora eu enxergo tudo o que aconteceu na minha vida e as manipulações que ela fazia e eu nem percebia. Se alguem tiver alguma formula por favor entre em contato comigo.

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    1. Olá,
      Compreendo você. Também passei por isso. A convivencia com minha mãe é insuportável, por isso hoje moro sozinha. Faço terapia com psicólogo e tomo antidepressivo com acompanhamento psiquiatrico. Tudo isso para não enlouquecer. Que bom saber que não sou a única que tem uma mãe assim. Sinto-me sozinha, todas as minhas amigas tem mãe normal e não me compreendem. Se quiser trocar mensagens comigo envie email para novello@uol.com.br

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  48. Boa noite a todos. Li este artigo e outros na internet. Minha ex pode ser perfeitamente enquadrada no perfil de quem carrega o TPB. Parece que resumiram ela em algumas linhas, impressionante. Estávamos em um relacionamento com fortes ondas de amor e fortes discussões. Quando não pude atender um de seus desejos de viagens, ela estourou e terminou o relacionamento pelo telefone, não quis nem conversar pessoalmente. Procurei-a para termos uma conversa franca e adulta, mas em todos ela negou e me agrediu verbalmente. Gostaria de poder ajudá-la, mas no momento ela está na fase de raiva/ódio e não posso nem me aproximar.
    Realmente não sei o que fazer. Se puderem me ajudar, um conselho, uma idéia ou qualquer outra coisa, por favor escrevam-me: m.itagiba@yahoo.com.br

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  49. Boa noite,

    Sou aluna do último ano do Mestrado Integrado em Psicologia Clínica do
    ISPA e o tema da minha tese de dissertação refere-se à abordagem
    fenomenológica à perturbação de personalidade Borderline.

    Trata-se de estudo de investigação qualitativa com perspetiva
    interpretativa, baseada na fenomenologia. Esta investigação procura
    compreender a experiência vivida pelo sujeito, usando para isso
    métodos que se aproximam do sentido que o mesmo atribui a essa mesma
    experiência subjectiva.

    Para a realização deste estudo fenomenológico necessito da
    participação de cinco sujeitos que tenham sido diagnosticados com o
    distúrbio de personalidade borderline e que queiram colaborar,
    partilhando a sua experiência subjectiva.

    O instrumento utilizado, será utilizada uma entrevista face- a- face,
    semi-estruturada, composta por quatro questões breves, tendo como
    finalidade permitir a compreensão da vivência fenomenológica no
    sujeito com perturbação de personalidade borderline, na sua
    singularidade e idiossincrasias nas suas escolhas, bem como
    compreender de que forma cada sujeito vivência esta perturbação,
    enquanto experiência.

    Gostaria de contar com a vossa colaboração e divulgação do estudo a ser desenvolvido, tendo em consideração ao seu objectivo e objecto das entrevistas.


    Atenciosamente,

    Katia Ramos,
    E-mail: katiasilramos@gmail.com

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    1. Oi Katia ,meu nome é Amanda, mandei um e-mail me colocando a disposição das entrevista.

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  50. Conheci o transtorno borderline à cerca de um ano e desde aí que tenho procurado tudo o que posso para me informar do que realmente é.E tudo porquê? Minha filha com 24 anos actuamente, demonstrou desde os 14/15 anos comportamentos desasjustados ás situações. Amizades e namoros conflituosos, brigas, raivas, ingestão de medicamentos, ataques de fúrias, convívio difícil, anorexia ou vontade desenfreada de comida... Consultas de psiquiatria com diagnóstico de depressão, medicação...
    Entretanto ia fazendo a sua vida... licenciatura, trabalho, vontade de ganhar dinheiro...de fazer a sua vida.... mas sempre num desassossego; aquela cabeça não parava de tecer filmes, histórias e suposições....
    Com 23 anos numa crise de raiva, eu não pude suportar mais. De rastos, com imensa dificuldade consegui levá-la a uma consulta de psiquiatria.
    Foi aí que com os sintomas e com toda a história anterior foi-lhe diagnosticado o Cluster B/ Transtorno Bordeline.
    Faz medicação/estabilizador desde aí e faz psicoterapia.
    Está consciente do que tem. Procura informação sobre isto.
    Faz a sua vida,trabalha namora, está mais calma. Sei que as crises podem voltar, mas também sei que este transtorno pode melhorar.Muitas vezes não percebo o que ela sente, sei que sofre, que sente o taL VAZIO, que tem pavor de ficar sozinha, que é muito chegada à família, parecendo exigir que tudo esteja sempre preparado para ela; mas não expressa essas exigências. Acho que cada caso é um caso; e são todos diferentes; sofrem muito e fazem sofrer quem está à volta. Penso que precisam de muito amor e de saber que estamos lá para o que for preciso, para sofrer também, se for o caso.
    Confio nela e no futuro... Sei que gostaria de ser mãe.
    Vamos viver um dia de cada vez. Tentando ajudar; compreender, nem sempre consigo; e ela sabe que eu não sou capaz de a perceber. Respeito os seus silêncios, rio-me com o seu bom humor... e amo-a sempre.
    Deixo um conselho: psiquiatria e psicoterapia logo que os sintomas apareçam... Acho qe isso impede muito sofrimento. Reforço positivo por parte da família. E muito amor...

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  51. A página Perturbação de Personalidade Borderline Portugal acabou de nascer. Venham conhecê-la e partilhem-na por favor. Temos de consciencializar as pessoas sobre este problema. É um espaço também aberto à discussão e aconselhamento. Obrigado a todos.
    http://www.facebook.com/ppborderlineportugal

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  52. A pouco tempo fui diagnosticada como borderline, tenho 26 anos e depois de conhecer e saber mais sobre esse transtorno , tudo começa a se encaichar em minha mente , toda a agressividade , os relacionamentos conflituosos , o vazio, a falta de identidade, os questionamentos e frustrações . Tudo antes sem uma causa aparente e agora uma explicação por eu ser assim. É realmente dificil conviver comigo mesma em períodos de crises , tem dias em que não me aguento .Quando não estou bem , familiares e amigos falam: mas vc é tão bonita , perfeita , tem um marido maravilhoso... realmente sou tudo isso, mais sinto uma inquietude e vazio que toma por inteiro. Dária tudo para ser uma pessoa normal , tudo... minha beleza , minha saúde fisica...Ainda não comecei a fazer terapia , espero que tudo possa se acalmar e melhorar em mim ... ora amo , ora odeio... mas sempre anseio por me completar.

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  53. Este comentário foi removido pelo autor.

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  54. Também fui diagnosticada como boderline. Dizem que foi um diagnóstico precoce devido ao facto de eu ter apenas 18 anos, mas o meu quadro indicava que eu apresentava este transtorno. É realmente muito dificil, visto que no ultimo ano tive 3 vezes internada. Mas também é possível ultrapassar este problema (pelo menos é isso que quero pensar) e devemos estar concentrados em aproveitar os dias nem que seja só no gozo.

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  55. Como romper??? Como podem falar assim de Borderlines. São pessoas normais e sofrem bastante com isso. Eu não tomo drogas e não fao sexo estupido, e não me auto mutilo.
    Eu tenho uma percepçao diferente dos sinais que me sao passados e uma relaçao de sonho se transforma numa pessoa que me vai deixar, então deixo eu com todos os argumentos. para depois me aperceber que estava errada.

    Falam de borderlines como animais quando a unica coisa que sao é extremamente sensiveis e veem ou melhor sentem as coisas de uma forma mais exagerada, assim como explodem sao excelentes companheiras, e demonstram amor como ninguém.

    Se tentassem compreender que por vezes a palavra certa basta para acalmar uma crise não precisavam de escrever essas coisas. Como deixar um borderline??? Se calhar até nem é borderline ao aturar uma pessoa assim até eu sou...

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    1. Não liga para isso! O psicólogo do fórum de Suzano diagnosticou Borderline em mim. Uma vez tive um excesso de fúria: minha ex-mulher queria transar comigo e meu irmão junto, irmão este que tinha acabado de sair da minha casa com a família dele. Narrei ao psicólogo e finalizei: " o senhor faz idéia de como isso é ruim?!". Ele respondeu: "Eu Sei". Para deixar de ser borderline é simples: não sofra por coisas banais como essa que aconteceu comigo e comente isso com um psicologo adequado. Ah, não seja extremista e aprenda um pouco de mentiras sociais, pois estas fazem parte do jogo. Pessoas muito certinha são borderline e se não tiverem muitas provas (excessivamente) vão presa!

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  56. Olá pessoal. Meu nome é José Alex Felippe. Tenho meu relato: o psicólogo do fórum de Suzano identificou que sou borderline num processo que minha ex-mulher move contra mim. Acontece que ela disse que sou um suicída em potencial e o psicólogo do fórum acreditou piamente nela. Então decidi cometer o suicídio, afinal o técnico está confirmando. Apesar de tal ato no aspecto formal ser suicídio, na essência é um assassinato, pois pratiquei tal ato em virtude do próprio psicólogo, que fez juizo de valor dizendo que minha história é questionável... acho que ele´tem "super poderes".
    A tentatva de suicídio falhou (primeira na minha vida), acho que por providência divina. Agora aguardo passar com uma psiquiatra. Se acontecer algo comigo, já sabem o que está acontecendo.
    Gente, cuidado com psicólogo! No mercado de trabalho tem psicólogo e Psicólogo.

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  57. muito boa essa materia meu filho tem 12 anos e foi diagnosticada com esse transtorno essa materia me ajudou a enterder umpouco mais sobre isso , e muito dificil conviver com ele e isso atinge tds da familia.obrigado.

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  58. Acho que minha filha de 19 anos sofre deste transtorno, comecei a pesquisar na internet os sintomas que ela apresenta e na verdade não sabia que era um transtorno... mas está muito complicado entende-la e conviver com os ataques desnecessários de fúria, não só comigo, mas com os amigos e as pessoas mais íntimas. Amo demais a minha filha e preciso ajuda-la, gostaria de saber qual o primeiro passo? um Psiquiatra? pode ser qualquer um ou tem que ser especialista no assunto? moro no RJ se alguém puder indicar algum médico, agradeço!!

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  59. Existem grupos de apoio a familiares em lisboa?
    A minha mae tem quase todas as características de quem sofre desta condição e sinto.me cada vez mais perdido e desesperado
    Uma vez que ainda nao consegui interiorizar uma foa eficaz de lidar com esta situação
    Sintoe a ficar cada episódio mais fraco mentalmente para ultrapassar as crises e com cada vez mais frieza perante o " sofrimento" , que acredito que quem sofre da doenças sofre extraordinariamente com os dramas que constroi na sua mente, mas que sao situações que quem ovserva de fora nao entende o motivo de tal sofrimento
    Obrigada

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  60. Existem grupos de apoio a familiares em lisboa?
    A minha mae tem quase todas as características de quem sofre desta condição e sinto.me cada vez mais perdido e desesperado
    Uma vez que ainda nao consegui interiorizar uma foa eficaz de lidar com esta situação
    Sintoe a ficar cada episódio mais fraco mentalmente para ultrapassar as crises e com cada vez mais frieza perante o " sofrimento" , que acredito que quem sofre da doenças sofre extraordinariamente com os dramas que constroi na sua mente, mas que sao situações que quem ovserva de fora nao entende o motivo de tal sofrimento
    Obrigada

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  61. Por favor, tb procuro neuro ou psiquiatra que atenda boderline.. não acho!! Quem pode me ajudar!!!
    Obrigada!

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  62. quarto enquanto eu fiquei aos prantos, querendo entender aquela loucura toda. Eu ja vinha pesquisando na internet o que ele poderia ter, algumas vezes eu perguntei se ele era bipolar, ele admitia que era louco, mas nunca me disse o nome da doença. Li muito sobre vários transtornos, até que me deparei com o TPB, e era como se eu estivesse lendo tudo sobre meu namorado, tudo se encaixava, medo de abandono, ciúmes excessivo, descontrole emocional, agressividade, depressão.... Todos esses fatores condiziam com a personalidade dele. Ao ler sobre o borderline eu me senti aliviada e com uma missão, de ajudá-lo. Depois da briga fui conversar com ele, eu estava mais calma, e ele parecia preocupado por ter me deixado daquele jeito.
    Enfrentei ele, disse que já sabia qual era o problema dele e me ofereci para ajudá-lo, disse que o amava e que queria que ele procurasse ajuda, que não o deixaria por esse motivo mesmo sabendo o quão difícil é a nossa convivência, mas que a partir daquele momento eu iria ter paciência e que nos momentos de crise eu não mais o desafiaria, não iria mais me ofender com as palavras que ele me dissesse pois saberia que faz parte do transtorno de borderline. Falei tudo que podia para poder ajudá-lo, para ele se sentir seguro e amado, mas ele respondeu dizendo que estava bem assim, e que não iria tomar remédio. Admitiu ser borderline, mas afirmou que não precisa de ajuda. E ainda por cima ele é médico, ele sabe que precisa de tratamento, apesar de não existir ainda uma medicação específica, ele sabe muito bem que poderia tomar um estabilizador de humor, antidepressivo, enfim, procurar um psiquiatra que pudesse auxiliá-lo e preescrever toda medicação. Sei que não resolveria o problema mas ajudaria. Desde que descobri o nome desse transtorno, tenho lido tudo a respeito, quero entender o que se passa e como agir em meio a uma crise. Ele é um homem maravilhoso, divertido, companheiro e apesar de as crises serem frequentes ainda assim passamos muitos momentos de alegria. Sabendo e aceitando o que ele é borderline não vou mais ligar para as agressoes verbais, vou tentar ajudá-lo como for e tentar fazer com que ele aceite o tratamento.
    Decidi deixar esse depoimento para que outras pessoas possam identificar esse transtorno em seus parceiros, pois num primeiro momento acabamos achando que se trata de uma pessoa bipolar ou até mesmo um psicopata, mas o borderline é 100% emoção diferente do psicopata que não tem sentimento algum. O borderline sofre e faz sofrer.
    Boa sorte para que, está na mesma situação que eu, desejo que seus parceiros aceitem a doença e se tratem. Eu como mulher, amo meu namorado e não pretendo desistir dele.

    Vanessa

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  63. Meu namorado é bordeline, descobri essa doença há poucos dias pois até então não sabia que nome dar ao problema do meu namorado. Estamos juntos há quase um ano e moramos juntos, no começo do namoro eu não notei nada de diferente, apenas parecia ser um pouco ciumento mas nada mais. Uma pessoa carinhosa, divertida, encantadora. Me apaixonei por ele, não conseguia acreditar que havia encontrado um homem dos sonhos. Mas essa ilusão durou pouco tempo; dois meses depois fui morar com ele, e aí aos poucos fui percebendo que ele é um homem agressivo, rude, dominador, impulsivo, extremamente ciumento e inseguro. Começamos a brigar por ciumes, o fato de eu não atender uma ligação dele fazia com que ele me mandasse mensagens horríveis, dando a entender que eu pudesse estar traíndo-o. Comecei a perceber esse descontrole emocional, essa raiva, ele ficava cego de ódio e depois passava, mas até passar eu sofria, chorava, não conseguia entender o porque daquilo estar acontecendo. Sofri demais, fui agredida verbalmente diversas vezes, chorava de me contorcer de tanta coisa que ele me falava, ele simplesmente não media as palavras. Depois de varias brigas ele decidiu terminar; mesmo sofrendo eu saí de casa e decidi que iria esquece-lo, afinal estava me fazendo muito mal. Uma semana depois ele me procurou, eu hesitei por um momento, mas depois acabei cedendo. Acabamos voltando numa sexta-feira, foi maravilhoso, ele me pediu desculpas, disse que havia falado tudo da boca pra fora, que me amava, enfim... No sábado resolvemos viajar, fomos para a serra, no caminho parecia tudo bem, quando do nada ele começou a resmungar coisas do passado, estava me provocando, querendo brigar e eu ali não querendo acreditar que aquilo pudesse estar acontecendo. Acabamos discutindo no carro, mas logo tentei reverter a situação, em vão pois ele continuava com raiva. Depois de um tempo ele se acalmou e ficamos bem. Essa viagem me marcou, pois tivemos uma briga desnecessária e até hoje não sei o motivo, do nada ele começou a me insultar.
    Nossa convivência tem sido difícil até então, num outro momento o deixei esperando por um tempo, seria normal ele sentir raiva, mas não perder completamente o controle como ele fez. Ele me xingou tanto, me falou coisas horríveis, desejou minha morte ( eu estava a caminho, e por telefone ele seguia me insultando, eu estava nervosa e pedi para ele se controlar, pois eu poderia bater o carro) e ele respondeu que queria que eu morresse, que eu não era ninguém, enfim, chegando em casa a agressão verbal continuou. Vale frisar que ele nunca me agrediu fisicamente, e por isso eu acabava perdoando. Nesse dia me tranquei no quarto e comecei a arrumar minhas coisas para ir embora, eu estava decidida a terminar com ele, aos prantos, terminei de arrumar minhas malas e ele apareceu pra mim, com um jeito meigo, envergonhado e arrependido, me pediu desculpas e disse que tinha falado muitas coisas que eu mão merecia ter ouvido, secou minhas lágrimas e me beijou.... Mais uma vez eu deixava me envolver pela emoção, por amor, ou por carência talvez.
    As brigas não cessaram até que um dia ele realmente me tirou do sério, teve uma crise de ciúmes e eu me senti muito ofendida. Eu vinha suportando muita coisa e nesse dia eu estourei, perdi o controle, minha vontade era bater nele de tanta raiva que eu sentia naquele momento. Ele pedia pra eu me acalmar, sendo que ele tinha me deixado naquele estado. Ele se trancou no

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  64. Meu namorado é bordeline, descobri essa doença há poucos dias pois até então não sabia que nome dar ao problema do meu namorado. Estamos juntos há quase um ano e moramos juntos, no começo do namoro eu não notei nada de diferente, apenas parecia ser um pouco ciumento mas nada mais. Uma pessoa carinhosa, divertida, encantadora. Me apaixonei por ele, não conseguia acreditar que havia encontrado um homem dos sonhos. Mas essa ilusão durou pouco tempo; dois meses depois fui morar com ele, e aí aos poucos fui percebendo que ele é um homem agressivo, rude, dominador, impulsivo, extremamente ciumento e inseguro. Começamos a brigar por ciumes, o fato de eu não atender uma ligação dele fazia com que ele me mandasse mensagens horríveis, dando a entender que eu pudesse estar traíndo-o. Comecei a perceber esse descontrole emocional, essa raiva, ele ficava cego de ódio e depois passava, mas até passar eu sofria, chorava, não conseguia entender o porque daquilo estar acontecendo. Sofri demais, fui agredida verbalmente diversas vezes, chorava de me contorcer de tanta coisa que ele me falava, ele simplesmente não media as palavras. Depois de varias brigas ele decidiu terminar; mesmo sofrendo eu saí de casa e decidi que iria esquece-lo, afinal estava me fazendo muito mal. Uma semana depois ele me procurou, eu hesitei por um momento, mas depois acabei cedendo. Acabamos voltando numa sexta-feira, foi maravilhoso, ele me pediu desculpas, disse que havia falado tudo da boca pra fora, que me amava, enfim... No sábado resolvemos viajar, fomos para a serra, no caminho parecia tudo bem, quando do nada ele começou a resmungar coisas do passado, estava me provocando, querendo brigar e eu ali não querendo acreditar que aquilo pudesse estar acontecendo. Acabamos discutindo no carro, mas logo tentei reverter a situação, em vão pois ele continuava com raiva. Depois de um tempo ele se acalmou e ficamos bem. Essa viagem me marcou, pois tivemos uma briga desnecessária e até hoje não sei o motivo, do nada ele começou a me insultar.
    Nossa convivência tem sido difícil até então, num outro momento o deixei esperando por um tempo, seria normal ele sentir raiva, mas não perder completamente o controle como ele fez. Ele me xingou tanto, me falou coisas horríveis, desejou minha morte ( eu estava a caminho, e por telefone ele seguia me insultando, eu estava nervosa e pedi para ele se controlar, pois eu poderia bater o carro) e ele respondeu que queria que eu morresse, que eu não era ninguém, enfim, chegando em casa a agressão verbal continuou. Vale frisar que ele nunca me agrediu fisicamente, e por isso eu acabava perdoando. Nesse dia me tranquei no quarto e comecei a arrumar minhas coisas para ir embora, eu estava decidida a terminar com ele, aos prantos, terminei de arrumar minhas malas e ele apareceu pra mim, com um jeito meigo, envergonhado e arrependido, me pediu desculpas e disse que tinha falado muitas coisas que eu mão merecia ter ouvido, secou minhas lágrimas e me beijou.... Mais uma vez eu deixava me envolver pela emoção, por amor, ou por carência talvez.
    As brigas não cessaram até que um dia ele realmente me tirou do sério, teve uma crise de ciúmes e eu me senti muito ofendida. Eu vinha suportando muita coisa e nesse dia eu estourei, perdi o controle, minha vontade era bater nele de tanta raiva que eu sentia naquele momento. Ele pedia pra eu me acalmar, sendo que ele tinha me deixado naquele estado. Ele se trancou no

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  65. quarto enquanto eu fiquei aos prantos, querendo entender aquela loucura toda. Eu ja vinha pesquisando na internet o que ele poderia ter, algumas vezes eu perguntei se ele era bipolar, ele admitia que era louco, mas nunca me disse o nome da doença. Li muito sobre vários transtornos, até que me deparei com o TPB, e era como se eu estivesse lendo tudo sobre meu namorado, tudo se encaixava, medo de abandono, ciúmes excessivo, descontrole emocional, agressividade, depressão.... Todos esses fatores condiziam com a personalidade dele. Ao ler sobre o borderline eu me senti aliviada e com uma missão, de ajudá-lo. Depois da briga fui conversar com ele, eu estava mais calma, e ele parecia preocupado por ter me deixado daquele jeito.
    Enfrentei ele, disse que já sabia qual era o problema dele e me ofereci para ajudá-lo, disse que o amava e que queria que ele procurasse ajuda, que não o deixaria por esse motivo mesmo sabendo o quão difícil é a nossa convivência, mas que a partir daquele momento eu iria ter paciência e que nos momentos de crise eu não mais o desafiaria, não iria mais me ofender com as palavras que ele me dissesse pois saberia que faz parte do transtorno de borderline. Falei tudo que podia para poder ajudá-lo, para ele se sentir seguro e amado, mas ele respondeu dizendo que estava bem assim, e que não iria tomar remédio. Admitiu ser borderline, mas afirmou que não precisa de ajuda. E ainda por cima ele é médico, ele sabe que precisa de tratamento, apesar de não existir ainda uma medicação específica, ele sabe muito bem que poderia tomar um estabilizador de humor, antidepressivo, enfim, procurar um psiquiatra que pudesse auxiliá-lo e preescrever toda medicação. Sei que não resolveria o problema mas ajudaria. Desde que descobri o nome desse transtorno, tenho lido tudo a respeito, quero entender o que se passa e como agir em meio a uma crise. Ele é um homem maravilhoso, divertido, companheiro e apesar de as crises serem frequentes ainda assim passamos muitos momentos de alegria. Sabendo e aceitando o que ele é borderline não vou mais ligar para as agressoes verbais, vou tentar ajudá-lo como for e tentar fazer com que ele aceite o tratamento.
    Decidi deixar esse depoimento para que outras pessoas possam identificar esse transtorno em seus parceiros, pois num primeiro momento acabamos achando que se trata de uma pessoa bipolar ou até mesmo um psicopata, mas o borderline é 100% emoção diferente do psicopata que não tem sentimento algum. O borderline sofre e faz sofrer.
    Boa sorte para que, está na mesma situação que eu, desejo que seus parceiros aceitem a doença e se tratem. Eu como mulher, amo meu namorado e não pretendo desistir dele.

    Vanessa

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  66. quarto enquanto eu fiquei aos prantos, querendo entender aquela loucura toda. Eu ja vinha pesquisando na internet o que ele poderia ter, algumas vezes eu perguntei se ele era bipolar, ele admitia que era louco, mas nunca me disse o nome da doença. Li muito sobre vários transtornos, até que me deparei com o TPB, e era como se eu estivesse lendo tudo sobre meu namorado, tudo se encaixava, medo de abandono, ciúmes excessivo, descontrole emocional, agressividade, depressão.... Todos esses fatores condiziam com a personalidade dele. Ao ler sobre o borderline eu me senti aliviada e com uma missão, de ajudá-lo. Depois da briga fui conversar com ele, eu estava mais calma, e ele parecia preocupado por ter me deixado daquele jeito.
    Enfrentei ele, disse que já sabia qual era o problema dele e me ofereci para ajudá-lo, disse que o amava e que queria que ele procurasse ajuda, que não o deixaria por esse motivo mesmo sabendo o quão difícil é a nossa convivência, mas que a partir daquele momento eu iria ter paciência e que nos momentos de crise eu não mais o desafiaria, não iria mais me ofender com as palavras que ele me dissesse pois saberia que faz parte do transtorno de borderline. Falei tudo que podia para poder ajudá-lo, para ele se sentir seguro e amado, mas ele respondeu dizendo que estava bem assim, e que não iria tomar remédio. Admitiu ser borderline, mas afirmou que não precisa de ajuda. E ainda por cima ele é médico, ele sabe que precisa de tratamento, apesar de não existir ainda uma medicação específica, ele sabe muito bem que poderia tomar um estabilizador de humor, antidepressivo, enfim, procurar um psiquiatra que pudesse auxiliá-lo e preescrever toda medicação. Sei que não resolveria o problema mas ajudaria. Desde que descobri o nome desse transtorno, tenho lido tudo a respeito, quero entender o que se passa e como agir em meio a uma crise. Ele é um homem maravilhoso, divertido, companheiro e apesar de as crises serem frequentes ainda assim passamos muitos momentos de alegria. Sabendo e aceitando o que ele é borderline não vou mais ligar para as agressoes verbais, vou tentar ajudá-lo como for e tentar fazer com que ele aceite o tratamento.
    Decidi deixar esse depoimento para que outras pessoas possam identificar esse transtorno em seus parceiros, pois num primeiro momento acabamos achando que se trata de uma pessoa bipolar ou até mesmo um psicopata, mas o borderline é 100% emoção diferente do psicopata que não tem sentimento algum. O borderline sofre e faz sofrer.
    Boa sorte para que, está na mesma situação que eu, desejo que seus parceiros aceitem a doença e se tratem. Eu como mulher, amo meu namorado e não pretendo desistir dele.

    Vanessa

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  67. desculpem a gramatica mais e a melhor descrição da minha mulher é exatamente mesmo o que tenho visto, passado nos últimos meses

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