sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A solidão é tão prejudicial como fumar um cigarro


Pesquisadores da Universidade de Chicago chegaram à conclusão que a solidão é tão prejudicial ao bem-estar físico e mental como a obesidade e fumar um cigarro.
A sensação de rejeição aumenta a pressão sanguínea, o nível de stress e a probabilidade de desenvolver Alzheimer. Os solitários também têm dificuldade para dormir e uma diminuição de glóbulos brancos no sangue - o que prejudica o sistema imunológico. Consequentemente causam perturbações psicológicas e isolamento social.
A solidão é cada vez mais um problema crescente. (artigo completo).

Eu penso que cada vez mais estamos sós. A evolução tecnológica superou a evolução humana e penso que cada vez mais estamos a tornar-nos seres anti-sociais...

Qual é a vossa opinião?!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Jornadas de Psicologia

Dias 5 e 6 de Março jornadas de Psicologia: O Apoio ao Luto: Psicologia, Saúde e Educação, no Instituto Piaget de Viseu. (9h-19h30)

Temáticas:
  • O processo de luto
  • Apoio ao luto por morte anunciada
  • Apoio ao luto por morte ocorrida
  • O luto em contextos específicos

Workshops de:
  • Musicoterapia
  • Psicodrama
  • Programação Neurolinguística.
www.ipiaget.org

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Alzheimer


A Montblanc organiza, nos dias 5, 6 e 7 de Março, uma venda de beneficência a favor da Associação Alzheimer Portugal a decorrer entre as 11 e as 20 horas no Lisboa Marriott Hotel, situado na Avenida dos Combatentes, n.º 45, em Lisboa. (Artigo)

O que é a Doença de Alzheimer?!

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência na velhice. Caracteriza-se pela perda da memória associada à deterioração das funções intelectuais, emocionais e cognitivas. Ocorre entre homens e mulheres na mesma proporção sendo que incide em 8% da população de idosos. Pode ter inicio ao redor dos 50 anos mas é mais frequente em idades mais avançadas. É uma doença de carácter progressivo.

É devida à disfunção das células nervosas, de causa ainda desconhecida, que provoca a diminuição de um hormônio de grande importância na função cerebral (acetilcolina) . Sabe-se que se trata de doença com características hereditárias, sendo frequente em pessoas da mesma família.

O inicio da doença é discreto, com esquecimentos, confusão com datas, dificuldade para saber dia, mês, ano. É muito característica a dificuldade em memorizar factos recentes. Evolui progressivamente com o aparecimento de dificuldade para realizar pequenas tarefas domésticas, como realizar compras, cozinhar, etc. A pessoa passa a ter dificuldade na fala e não consegue manter raciocínio lógico. Há diminuição na concentração e na atenção. Há afastamento social. A desorientação no tempo e no espaço tende a piorar progressivamente. Há perda da capacidade de fazer cálculos, da leitura e da escrita. O humor torna-se variável, com momentos de raiva, choro, depressão e agressividade. Evolui para dificuldade em se alimentar, e também de fazer a higiene pessoal.

O diagnóstico é de exclusão com outras demências (aterosclerótica, por ex), com manifestações de certas intoxicações (por drogas tipo tranquilizantes, alcoolismo, etc) , com certas infecções (encefalites), e com sequela de traumatismo de crânio. Os mais modernos exames que estudam o sistema nervoso, como a tomografia cerebral ou a ressonância nuclear magnética, mostram-se normais ou com alterações próprias para a idade.

Não deve ser confundida com as alterações de memória ("lapsos de memória") muito comuns em qualquer idade e que se acentuam na velhice , ou com estados de emoção ou depressivo e também com a intoxicação pelo uso excessivo de medicamentos tranquilizantes. Estes "lapsos de memória" são processos benignos e nunca são acompanhados de outras alterações como ocorre na Doença de Alzheimer.

Não há cura para a doença, não havendo tratamento específico. O F.D.A. norte-americano liberou duas substâncias que possuem algum efeito sobre os sintomas da doença em sua fase inicial: a tacrina e o hidroclorido de donepezil. Estas substâncias devem ser administradas com cautela pois podem levar a problemas digestivos e hepáticos. O tratamento se baseia em medicamentos sintomáticos, actividades físicas e mentais, sendo fundamental a constante estimulação da pessoa doente. Estes cuidados podem retardar a evolução da doença. Neste processo a participação da família é fundamental e deve começar pela compreensão da doença. A manutenção da dignidade e do auto respeito deve ser uma constante.

O paciente deve ser estimulado a manter actividades, como exercícios físicos, afazeres domésticos, e se possível, participação em actividades sociais com outras pessoas. Os exercícios de memória devem ser estimulados. Nas situações de ansiedade ou agitação devem ser utilizados tranquilizante suaves. (in Psiqweb)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Quando o remédio é escrever


Andava eu às voltas pela net, pelos artigos de Psicologia e eis que me deparei com este artigo!

Achei bem bem interessante que quis partilhá-lo convosco!


Efeitos terapêuticos de manter blogs atraem atenção de pesquisadores 
por Jessica Wapner

A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs.

Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta.

Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com SIDA e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia.

Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com cancro que escreviam para relatar oa seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.

Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs.

De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicada a esse caso.

Como criaturas sociais, recorremos a uma variedade de comportamentos relacionados à dor.

A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty. Usar o blog para “botar a boca no mundo”, expressar insatisfações e partilhar experiências stressantes pode funcionar da mesma forma.

Flaherty, que estuda casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação.

Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomente a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty.

Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados com a comida, sexo, desejo e iniciativa para resolução de problemas.

“Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los actualizados pode desencadear a libertação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.


Eu por acaso achei bem engraçado este artigo,e como nós fazemos parte deste universo que é a blogosfera,vem mesmo a calhar!!!

Boa semana a todos**fifi**

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Porque o mau tempo insiste em não ir embora: Depressão



A depressão é uma condição médica definida que afecta 20 por cento da população portuguesa.


Aprenda a reconhecê-la.


A depressão é a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis entre as 107 doenças e problemas de saúde mais relevantes. Os custos pessoais e sociais da doença são muito elevados.
Uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre, sofreu ou vai sofrer de depressão. Um em cada cinco utentes dos cuidados de saúde primários portugueses encontra-se deprimido no momento da consulta.
A depressão encontra-se reconhecida no Plano Nacional de Saúde 2000-2010 como um problema primordial de saúde pública.

O que é a depressão?
A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.
Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após experiências ou situações que nos afectam de forma negativa. No entanto, se os sintomas se agravam e perduram por mais de duas semanas consecutivas, convém começar a pensar em procurar ajuda.
A depressão pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, e se não for tratada, pode conduzir ao suicídio, uma consequência frequente da depressão. Estima-se que esta doença esteja associada à perda de 850 mil vidas por ano, mais de 1200 mortes em Portugal.
A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade do indivíduo em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia. A depressão pode durar de alguns meses a alguns anos. Contudo, em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado.
A depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens: um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, em 2000, mostrou que a prevalência de episódios de depressão unipolar é de 1,9 por cento nos homens e de 3,2 por cento nas mulheres.
Quais são os factores de risco?
Pessoas com episódios de depressão no passado;
Pessoas com história familiar de depressão;
Pessoas do género feminino – a depressão é mais frequente nas mulheres, ao longo de toda a vida, mas em especial durante a adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa;
Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo;
Pessoas com doenças crónicas - sofrendo do coração, com hipertensão, com asma, com diabetes, com história de tromboses, com artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças;
Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica (por exemplo, pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer);
Pessoas com tendência para ansiedade e pânico;
Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress;
Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool;
Pessoas idosas.
É possível prevenir a depressão?
Como em todas as doenças, a prevenção é sempre a melhor abordagem, designadamente para as pessoas em situação de risco, pois permite a intervenção precoce de profissionais de saúde e impede o agravamento dos sintomas.
Se sofre de ansiedade e/ou ataques de pânico, não hesite em procurar ajuda médica especializada, pois muitas vezes são os primeiros sintomas de uma depressão.
Se apresenta queixas físicas sem que os exames de diagnóstico encontrem uma explicação então aborde o assunto com o seu médico assistente.
Quais são os sintomas da depressão?
A depressão diferencia-se das normais mudanças de humor pela gravidade e permanência dos sintomas. Está associada, muitas vezes, a ansiedade e/ou pânico.
Os sintomas mais comuns são:
>>Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
>>Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
>>Fadiga, cansaço e perda de energia;
>>Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
>>Falta ou alterações da concentração;
>>Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
>>Desinteresse, apatia e tristeza;
>>Alterações do desejo sexual;
>>Irritabilidade;
>>Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo.
Quais são as causas da depressão?
As causas diferem muito de pessoa para pessoa. Porém, é possível afirmar-se que há factores que influenciam o aparecimento e a permanência de episódios depressivos. Por exemplo, condições de vida adversas, o divórcio, a perda de um ente querido, o desemprego, a incapacidade em lidar com determinadas situações ou em ultrapassar obstáculos, etc.
Determinar qual o factor ou os factores que desencadearam a crise depressiva pode ser importante, pois para o doente poderá ser vantajoso aprender a evitar ou a lidar com esse factor durante o tratamento.
Algumas doenças podem provocar ou facilitar a ocorrência de episódios depressivos ou a evolução para depressão crónica. São exemplo as doenças infecciosas, a doença de Parkinson, o cancro, outras doenças mentais, doenças hormonais, a dependência de substâncias como o álcool, entre outras. O mesmo pode suceder com certos medicamentos, como os corticóides, alguns anti-hipertensivos, alguns imunossupressores, alguns citostáticos, medicamentos de terapêutica hormonal de substituição, e neurolépticos clássicos, entre outros.
Como se diagnostica a depressão?
Pela avaliação clínica do doente, designadamente pela identificação, enumeração e curso dos sintomas bem como pela presença de doenças de que padeça e de medicação que possa estar a tomar.
Não existem meios complementares de diagnóstico específicos para a depressão, e a bem da verdade, tão pouco são necessários: o diagnóstico clínico é fácil e bastante preciso.
Dirija-se sempre ao seu médico de família ou clínico geral: estes médicos podem reconhecer a presença da doença, e caso considerem necessário, podem contactar com um médico psiquiatra para esclarecimento do diagnóstico e para orientação terapêutica (o medicamento a usar, a dose, a duração, a resposta esperável face ao tipo de pessoa, a indicação para um tipo específico de psicoterapia, a necessidade de outros tipos de intervenção, etc.).
Como se trata a depressão?
Normalmente, através do uso de medicamentos, de intervenções psicoterapêuticas, ou da conjugação de ambas.
As intervenções psicoterapêuticas são particularmente úteis nas situações ligeiras e reactivas às adversidades da vida bem como em associação com medicamentos nas situações moderadas e graves. A decisão de iniciar uma psicoterapia deve ser sempre debatida com o seu médico: a oferta de serviços é grande, não é auto-regulada, e é difícil a pessoa deprimida conseguir escolher o que mais lhe convém sem ajuda médica.
Os medicamentos usados no tratamento das depressões são designados por antidepressivos. Estes medicamentos são a pedra basilar do tratamento das depressões moderadas e graves e das depressões crónicas, podendo ser úteis nas depressões ligeiras e não criam habituação nem alteram a personalidade da pessoa. Com a evolução da ciência e da farmacologia, estes medicamentos são cada vez mais eficazes no controlo e tratamento da depressão, nomeadamente por interferência com a acção de neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, no hipotálamo, a zona do cérebro responsável pelo humor (emoções).
Se o médico lhe prescrever medicamentos antidepressivos, siga as suas indicações e nunca pare o tratamento sem lhe comunicar as razões. Estes medicamentos não têm efeito imediato: pode demorar algumas semanas, 4 a 6, até começar a sentir-se melhor. O tratamento dura no mínimo quatro a seis meses. Obtenha toda a informação e esclareça todas as dúvidas com o seu médico.


Informação retirada de Portal da Saúde


Espero que vocês não estejam deprimidos...com este tempinho cá pelo continente,até o mais forte de nós fica abalado!!! ;) Podia ir indo...já ando farta desta chuva, eu que gosto tanto do Solzinho e dos dias quentinhos!!!


Beijinhos**Fifi**

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Dia Mundia da Luta Contra o Cancro



Hoje é dia Mundial da Luta Contra o Cancro!
Hoje é dia marcado no calendário,para essa luta!
Mas, esta luta travam-na todos os dias muitas pessoas...que conhecemos, que não conhecemos, que ouvimos falar, por um amigo, no café, na TV, na rua...mas que sempre nos toca de certa maneira!

Todos os dias, a cada dia...há novos diagnósticos, desta doença...que fere em silêncio,que não diz "Olha cheguei..."Não...ela não é assim...não avisa, durante muito tempo, mói em silêncio..sem dar de si mas roubando muito de nós! Quando chega o momento que descobrimos que ela está lá...às vezes é tarde!

Esta data foi promulgada no ano de 2000, pela União Internacional Contra o Cancro (UICC), na chamada Carta de Paris. Este documento tem como finalidade primoridial divulgar os problemas que estão relacionados com o risco, o diagnóstico e o tratamento de doentes com cancro.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que, sem intervir sobre o problema, até 2015 devam morrer vítimas de cancro 84 milhões de pessoas. Os dados referentes a 2007 apontam para quase nove milhões de mortes por cancro, o correspondente a 13 por cento do total de óbitos registados nesse ano.
Em Portugal, os números mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) são de 2006. O INE fez saber que a doença matou nesse ano mais de 22 200 pessoas, sendo os tumores malignos que mais vitimaram os da laringe / traqueia, brônquios e pulmões, cancro do cólon e cancro do estômago. Ainda assim 2,25 por cento abaixo das mortes por cancro registadas em 2005.
Este ano, a UICC elegeu como lema para o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro “Eu amo a minha infância activa sã”, no âmbito da campanha de prevenção do cancro denominada “As crianças de hoje, o Mundo de amanhã”.

Aqui fica este site para quem estiver interessado em saber mais:
http://www.ligacontracancro.pt/

Este post, dedico-o a todas as pessoas que dia-a-dia travam de forma corajosa esta luta, àqueles que os apoiam, familiares, amigos e desconhecidos! A luta é deles, mas com o nosso apoio as coisas tornam-se mais fáceis de suportar!

A todos aqueles, meus familiares e conhecidos, que corajosamente lutaram contra esta doença, que foram vencidos, a todos eles (onde quer que estejam): A vossa força, coragem e determinação foi para nós (família) símbolo de que enquanto há vida há esperança, voces foram embora, mas em nós permaneceu o vosso sorriso, apesar da forte provação que atravessavam!
Aos que venceram e também aos que foram vencidos, aqui deixo a minha admiração pelas grandes lições de vida que nos transmitem que nos levam a ver a vida com outros olhos!!!

Amor, compreensão, dedicação, paciência, tolerância!
Juntos nesta luta, venceremos ;)
Uma boa noite caros leitores**

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ansiedade e auto-estima


Olá!
Hoje trago-vos um tema que me tem vindo à ideia nos ultimos tempos, não por apenas me afectar pessoalmente mas porque reparo que tem vindo afectar cada vez mais a sociedade hoje em dia.
Assim, decidi partilhar convosco algumas ideias, espero que apreciem =)

Porque todos temos distúrbios de ansiedade.
Muitos são aqueles (e cada vez se vê mais) que se deixam afectar pela ansiedade ao ponto de esta interferir de forma profunda e negativa em pequenas tarefas diárias do nosso quotidiano.
Tal como diz a Drª Lerner*, como seria bom ver sempre o medo como um amigo solícito, um mecanismo natural de sobrevivência que nos avisasse para fechar a porta quando o lobo espera lá fora, nos preparasse para lutar, fugir ou ficar quietos quando o lobo conseguiu entrar em casa.

O medo pode ser uma força positiva, se surgir no momento adequado e na dose correcta, se o interpretarmos correctamente de modo a defrontar um desafio presente ou uma ameaça futura, se servir de motivação positiva... mas estes são demasiados “ses”.
Quando estamos demasiado ansiosos, não conseguimos reunir a informação necessária, pensar com clareza, examinar as nossas opções, responder aos outros com calma e procurar soluções criativas.
É obvio que é dificil sentirmo-nos bem quando a ansiedade paralisa a memória e a concentração, impedindo de realizar tarefas simples e necessárias do dia-a-dia como ler, escrever, analisar ou aprender algo novo.
A ansiedade actua no nosso cérebro como um mecanismo que cria situações catastróficas e enormes dúvidas quanto à nossa capacidade de fazer coisas novas e de enfrentar o que a vida nos reserva. Estimula o nosso “pensamento negativo”. Provoca juízos e críticas.
No entanto, uma boa auto-estima também nos obriga a ver as nossas fraquezas e limitações com curiosidade, paciência e humor. Ninguém é perfeito e todos podemos melhorar.

A ansiedade destrói a nossa capacidade essencial de reflectir sobre o que pensamos. Vai interferir na percepção da nossa identidade e da dos outros. Perturba-nos e faz-nos sentir impotentes e duvidar de nós próprios.

Ora, na idade adulta, a auto-estima consegue-se através da criatividade, dos prazeres pessoais, desenvolvendo as competências e as relações, participando na amizade, na intimidade e na comunidade.
Temos de ser conscientes de que a ansiedade nunca desaparecerá, mas também é isso que se deseja.
Quando perdemos o sentido das nossas capacidades, do optimismo e do bem estar, quando nos sentimos “superiores” ou “inferiores” às outras pessoas, quando nos sentirmos críticos em relação a nós próprios e aos outros, devemos parar e lembrarmo-nos que é tudo obra da ansiedade.

*Lerner, H. nasceu nos EUA e é formada e doutorada em Psicologia.

beijocas e boa semana!
Post It Psicológico